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O balanço da janela do Arsenal

O Arsenal viveu, na última temporada, um dos piores momentos de sua história. Fora da Champions League depois de 20 anos, graças à quinta colocação na Premier League, e com uma campanha vergonhosa na competição europeia, onde sofreu um sonoro 10 a 2 no agregado contra o Bayern de Munique, a conquista da FA Cup no final da temporada não serviu para suprir as frustrações do clube. Mais do que nunca, os torcedores pediram a saída do técnico Àrsene Wenger, mas o comandante ainda teve seu contrato renovado por dois anos.

Mas qual a relação disso tudo com a janela do clube? Eu explico: a atual temporada era vista como uma de reconstrução, de reciclagem. Uma temporada para usar como lição os erros da anterior para retomar o caminho das glórias. O time, apesar de possuir bons nomes, precisava de uma renovação, e a janela era o ponto vital para que isso acontecesse. Infelizmente, a janela não foi do jeito que os torcedores imaginavam.

COMEÇO ANIMADOR

A janela de transferências é um período do ano que os clubes podem fazer suas negociações, sejam elas contratações, empréstimos ou vendas.

A janela do Arsenal começou à todo vapor. Sead Kolasinac, que já havia assinado um pré contrato com o clube, deixou o Schalke 04 e chegou ao Arsenal sem custos. Também nos primeiros dias da janela, o Arsenal anunciou a contratação de Alexandre Lacazette, do Lyon, por 47,7 milhões de libras (cerca de  R$ 226 milhões), a contratação mais cara da história do clube. Tanto o lateral-esquerdo bósnio quanto o atacante francês foram bem na pré-temporada, deixando a torcida animada com a continuidade do trabalho de ambos.

Além das contratações, nomes como Mahrez e Mbappe eram fortemente especulados no clube. A torcida, acostumada em ver o clube gastar pouco nas janelas de transferência, olhava para esta esperançosa.

Se chegadas eram confirmadas, também tivemos saídas anunciadas: o goleiro Szczesny, que defendeu a Roma por empréstimo nas últimas duas temporadas, foi vendido à Juventus por cerca de 11 milhões de libras.
Kolasinac e Lacazette, os novos contratados. (Foto: Getty)

PERÍODO DE ESTAGNAÇÃO

Depois da empolgação inicial, o Arsenal estagnou. As especulações de chegada de jogadores esfriaram e o Arsenal passou boa parte dos dois meses de janela sem demonstrar muitas perspectivas.

O nome de Lemar chegou a ser ligado ao clube e as negociações aconteceram, mas o Arsenal julgou exagerada a pedida do Mônaco pelo francês e o negócio não foi pra frente.

O descontentamento por parte da torcida começava a aumentar, os gooners exigiam uma postura diferente do clube na janela, queriam que o clube se impusesse no mercado.
Lemar em ação pelo Mônaco. (Foto: Eric Gaillard) 

FRUSTRAÇÕES FINAIS

Entramos nas últimas semanas da janela e o Arsenal ainda não havia anunciado novos reforços. Em contrapartida, novas vendas foram anunciadas: Gabriel Paulista rumou para o Valencia por £9,9m, Emi Martinez foi emprestado ao Getafe e Kieran Gibbs foi anunciado como reforço do West Bromwich por £6,75m. Mustafi também esteve próximo de deixar o clube, com destino à Inter de Milão, mas acabou por permanecer.

Como se não fosse suficiente o descontento da torcida pela não-chegada de reforços, o clima no clube piorou mais ainda depois de uma sequência de derrotas: 1-0 para o Stoke e 4-0 para o Liverpool, ambas fora de casa. Esta última foi a gota d'água. Mensagens de "Wenger Out" voltaram à aparecer e Alexis Sánchez, principal nome do time, pediu para deixar o clube.

O chileno teve seu nome ligado ao Manchester City, que chegou a oferecer £50m pelo jogador, mas a oferta foi recusada. O Arsenal não estava disposto à negociar Alexis, a não ser que o negócio envolvesse um jogador + uma boa quantia de dinheiro, e por mais que o negócio tenha se arrastado até o fim do deadline day, não foi concretizado. Com um ano de contrato restante, Alexis estará aberto para assinar um pré-contrato com qualquer clube na janela de inverno, ou seja, pode acabar saindo de graça.
Incertezas rodearam Sánchez nesta janela. (Foto: Getty)

DEADLINE DAY

O Deadline Day é o ultimo dia da janela de transferências. É conhecido por resultar em negócios insanos e surpreendentes, pelo fato dos clubes darem uma rápida resposta para os demais, pedindo, muitas vezes, valores exorbitantes.

 A possível saída de Sánchez impulsionou a especulação de nomes ao Arsenal, como os de Mahrez, Draxler e Lemar. No entanto, o único que realmente interessou Wenger foi o de Lemar e uma proposta de £100m chegou a ser feita, mas o próprio jogador a recusou. Foi a última tentativa. Sem sucesso, a janela do Arsenal sem novas contratações. Wenger disse, todavia, que ainda não desistiu de contar com o jogador francês e uma nova investida pode acontecer ainda na janela de inverno.

Ainda houve, inclusive, tempo para novas saídas. Oxlade-Chamberlain foi vendido ao Liverpool por £34,2m e Lucas Pérez foi emprestado para o La Coruña.
Oxlade-Chamberlain assinando seu contrato com o Liverpool. (Foto: Liverpool FC)
Nesta janela, ficou nítida a desorganização que ronda o clube ultimamente. A temporada, que inicialmente era vista como uma de reconstrução, já começou dando passos para a direção contrária. No entanto, ela está apenas no começo, ainda há tempo para reverter essa situação, por pior que seja a perspectiva. O jeito agora é apoiar Wenger e o atual plantel.


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