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Lucas Paquetá: a maior das metáforas

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(Fonte: UOL Esporte)

Cada jogo viro mais fã de Lucas Paquetá. Cada dia tenho mais pena de Lucas Paquetá.
O sobrenome do garoto alçado ao time titular do time do Flamengo agora nesse fim de ano me parece ficar gradativamente mais apropriado. A Ilha de Paquetá, museu vivo de tempos que já foram, isolada do resto do Rio de Janeiro e seu caos, mantém os ares de um subúrbio bucólico, saudoso, de alegria e tranquilidade. Nem os carros passam por lá. É um pedaço de Rio de Janeiro que preserva e relembra tempos áureos de uma cidade que já foi.

Paquetá, o Lucas, camisa 39  da gávea, clássico camisa 10, de personalidade, habilidade e vigor de jogador do Flamengo de tempos que parecem não querer voltar. Faz lembrar uma ilha que flutua no mar verde dos gramados em que joga o time do Flamengo.

Apenas joga. Cheguei a pensar em usar a palavra "peleja" ao invés de "joga" na frase do parágrafo anterior. Mas o Flamengo parece só estar e jogar futebol com a displicência de um pai que brinca de jogos de tabuleiro com o filho pequeno em um sábado a tarde. É exatamente isso, que faz de Lucas tão ilhado, tão isolado.

A diferença de Paquetá para o resto do time é o mesmo abismo que existe entre a postura da torcida e os jogadores do Flamengo. Por isso ele é o tema desse texto. A catarse com o garoto é imediato.

Imagina a história desse garoto na base do rubro-negro. Passou anos esperando a chance de ser campeão pelo time de coração. Viveu o sonho, a expectativa. Promovido ao grupo profissional foi vendo com o tempo os craques chegando. Falou com os caras. Treinou com os caras. Viu 4x0 na estréia de uma Libertadores em um Maracanã lotado. Sonho?

Demorou pra ter oportunidade. Quando teve fez gol que poderia ser de título em um Maracanã lotado. Poderia. Não foi. Quando não jogou no segundo jogo, viu os companheiros perderem o título nas mãos.

A analogia é perfeito para a torcida do Flamengo esse ano. E seguindo essa linha de raciocínio, quando nada restava cobramos raça, vontade, determinação. E quem aparece como o mais voluntarioso em campo? Quem aparece correndo sozinho esperniando com as últimas forças enquanto pede pros companheiros fazerem o mesmo?

Sinceramente, hoje tenho pena do garoto. Fez mais uma partida brilhante, driblou, passou, carregou o time nas costas, jogou em três posições e foi obrigado a ver Rafael Vaz e Pará estragarem o jogo enquanto Everton Ribeiro sumia do jogo. Chamou a responsabilidade, tentou de tudo que era jeito e quando procurava Vizeu o companheiro o decepcionava.

Saiu de calção sujo, reparando no branco dos que estavam ao seu lado do vestiário.

Expectativa frustrada por um realidade perdedora. Fracasso.

Caso estivesse na arquibancada, seria feliz com loucos como ele. Dentro de campo, onde os arquibaldos e geraldinos dariam tudo para estar, ele vê seu sonho frustrado. Não seria Paquetá. Seria Rio de Janeiro.

Paquetá é a torcida e a torcida é Paquetá. Corre o tempo no olhar. Talentos e vozes são jogados fora e segue o fracassado Flamengo 2017.

No mais,

Saudações rubro-negras.

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