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Guarani 2017:

A2 mais uma vez

O Guarani se viu diante do Oeste no primeiro jogo do Campeonato Paulista da A2 e iniciou com o pé direito: 2 a 1 no marcador para a equipe mandante. Guarani que era temido em casa, não fez diferente para abrir o ano alviverde. A campanha do Guarani em casa realmente foi bastante positiva, com uma derrota apenas diante do Capivariano. Foram 8 vitórias, 6 empates e 3 derrotas no campeonato Paulista da série A2, com direito a goleada diante do Sertãozinho.

Tudo se encaminhava bem até que viajamos à Batatais jogar contra o time da cidade: Batatais FC. Foi um jogo agonizante e a torcida esteve lá, com a esperança à milhão. Afinal, era o grande Guarani que estava jogando. O tempo pareceu congelar e o 0 a 0 resolveu sair de campo após um pênalti sofrido para o time da casa: 1 a 0 para Batatais no final do jogo.


Créditos: Divulgação Guarani 
Foi tarde demais para recuperação e o Guarani se viu eliminado fora de casa. A tristeza tomou conta e mais um ano amarrados na A2 foi de cortar o coração bugrino. A decisão não dependia só de nós, mas o elenco do time mandante ficou de ouvidos atentos ao rádio para saberem o veredito. Ao eliminar o Bugre, retornaram ao gramado comemorando como se fosse um título.

Do luxo pro lixo

Não demorou muito e chegou o Brasileirão para matar a saudade de ver o time em campo. O acesso à Série B em 2016 acarretou uns probleminhas com a comemoração da torcida e o 2017 se iniciou com portões fechados. Não foi de todo o ruim não, iniciamos também com o pé direito e a vitória nos acompanhou por bastante tempo.

Guarani invencível em casa, fazendo uma campanha muito boa, se manteve vivo no G-4 por quinze rodadas. Foram quinze rodadas de glórias e esperanças. Parecia que o acesso já estava garantido para o time de Campinas, mas só pareceu. Perdemos a invencibilidade em casa após quase dois anos contra o Londrina e depois disso, se desfez toda a esperança em voltar para a grande Série A.


Créditos: Rafael Fernandes/Guarani Press
Os tropeços se fizeram presentes no segundo turno inteiro e o Z-4 começou a fungar em nosso cangote. O Guarani encarou a queda livre, a saída do G-4 se transformou em pesadelo e o contraste entre primeiro turno e segundo foi do luxo ao lixo. O momento foi difícil e o Bugre lutou para não voltar para a Série C. Só quem passou sabe como é. Uma capa de invisibilidade é posta aos times que por lá passam.

106 anos de Guarani Futebol Clube 

Dia 02 de abril o Guarani comemorou mais um ano de glória. Cento e seis anos do Único Campeão Brasileiro do Interior, do time com a maior torcida dentre os times do interior do Brasil, time raiz, semifinalista da Libertadores da América, de jogadores memoráveis como Zenon, Careca, Amoroso, Djalminha, Luizão, Bozó, Tite, João Paulo (que sofreu o pênalti mais claro e evidente possível não dado pelo "árbitro" José de Assis Aragão, em 1986, que tirou o título do Guarani contra o São Paulo), Neneca, Renato, Neto, Fumagalli e sem se esquecer de uma peça principal que ganhará um espaço especial nesse singelo texto.



Créditos: Letícia Martins/ Guarani Press

A comemoração desse ano ganhou um toque especial da torcida bugrina se fez presente no jogo contra o Sertãozinho para fazer um festa linda no aniversário do Bugre. Sinalizadores foram acendidos e o elenco foi recebido com o "Green Hell". Foi tudo maravilhoso e, dentro de campo, não poderia ser diferente. Guarani ganha de 5 a 0 do Sertãozinho para a alegria de toda a torcida que fez estremecer o Brinco de Ouro naquela tarde domingo.


Carlos Alberto Silva 


Logo no início do ano, toda a nação Bugrina se lamentou por uma grande perda. Carlos Alberto Silva faleceu dia 20 de janeiro, com 77 anos de vida. Não é comum o ídolo de um time ser o técnico, mas no Guarani assim se fez. Carlos Alberto foi quem trouxe o título de 1978 e o grito de Campeão foi ouvido em todo o Brasil. No começo do mês de dezembro, a torcida se uniu para arrecadar fundos para a confecção do busto em memória do autor da maior glória dada ao Guarani Futebol Clube.




nauguração do busto em memória de Carlos Alberto Silva - Créditos: Rafael Fernandes/Guarani Press 



Teste cardíaco para o torcedor

A reta final do Brasileirão merece uma atenção especial, foi um momento muito delicado para toda a nação bugrina e um tropeço na penúltima rodada nos levaria direto para a sala de espera da Série C. O jogo contra o CRB foi de muita tensão e glória logo no final. Bugre abre o placar, mas leva empate da equipe alagoana. Bruno Mendes foi o grande autor da vitória, aos 47 do segundo tempo fez um belo gol de cabeça que fez a torcida ir ao delírio.

Guarani se viu parelhado com a equipe do Luverdense para decidir quem vai e quem fica na Segunda Divisão. E foi o nosso próximo adversário no Brinco de Ouro, o Luverdense precisava da vitória e o Bugre um empate bastava. O jogo foi tensão de cabo à rabo, parecia eterno aquele jogo e cada desarme era comemorado, afinal a permanência dependia de cada lance para não nos derrubar buraco à baixo.

Jogo permaneceu 0 a 0 e o juiz finalmente apita o fim de jogo. A torcida cantava, vibrava e não teve pressa em deixar o Brinco de Ouro. Afinal, era a nossa festa. Nossa merecida festa. Por que comemorar a permanência? Não é questão de dizer que fizemos ou não "mais que obrigação", mas sabemos o quão foi difícil o acesso. O quão foi guerreiro o time ao transformar um placar de 3 a 1 em 4 a 0 e conseguir o acesso à Série B.


Créditos: Rafael Fernandes/Guarani Press


Comemora, torcedor bugrino! Nosso time vai voltar pra onde nunca deveria ter saído, mas temos que ter paciência e não deixar trocar os pés pelas mãos. Guarani é time de história, é time de raça e de tradição, mas precisamos de muita estrutura para voltar à elite do futebol brasileiro (começando pelo futebol estadual). A Série A1 é nossa meta principal para 2018 e o mais novo técnico Fernando Diniz está compromissado para atingir essa meta. 

Fumagalli permanece no elenco bugrino por mais uma temporada e isso alegra o coração bugrino. O grande "Fumagol" continua conosco rumo aos 300 jogos vestindo o manto. Um jogador como esse está em escassez no futebol contemporâneo. Hoje o futebol não é como antes e jogadores que se tornam bugrinos de coração merecem máximo respeito. José Fernando Fumagalli, para você os mais sinceros agradecimentos por tudo o que fez, vem fazendo e ainda fará pelo Bugre.


2018 promete fortes emoções 


O derby está de volta e com ele mais um página do futebol campineiro se é escrita. Já é provado por A+B quem é o maior time não só de Campinas, mas do interior. Porém, como dizem, é sempre melhor provar na prática. Que boas energias cheguem nesse novo ano e que o Bugre mostre sua grandeza para todo o país. Ao rival: boa sorte! Que 2018 tragam lembranças de 2012.


Créditos: Folha de São Paulo

FELIZ 2018, GALERA!

Por: Letícia Martins (@leleehnmartins)

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