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Até onde vai a esperança?

[Foto: Lucas Merçon/FFC]

Eu estou ciente de que meu último texto foi o início de um funeral que poderá durar o ano inteiro, vocês não podem meu culpar pelo fatalismo que assumi. Até antes do jogo contra o PSV, a melhor notícia, a melhor notícia recente foi o Cavalieiri aparecendo furioso nas Laranjeiras pra buscar seus pertences e passando batido pelo Pedro Abad. Essas coisas nós não veremos na Flu TV, jovens.

Flórida Cup. Algo que dá pouca noção de como será o resto da temporada, mas é bom pros atletas terem alguma felicidade indo pra Disney ou nos eventos para encontrar torcedores que moram no exterior. E também a competição onde Magno Alves marcou gol no Shaktar Donetsk dois anos atrás, o que a torna algo respeitável.

A cúpula tricolor do Linha de Fundo assistiu o jogo esperando o pior, mas o time não foi decepcionante. Claro, pecou na criação, alguns jogadores estavam com o freio de mão puxado e outros são ruins mesmo. Mas defensivamente alguma coisa melhorou, agora que Abel resolveu voltar a 2005 e testar um 3-5-2 que com a exceção daquele lance que só não foi gol por sorte aos 10 minutos, funcionou bem na bola aérea defensiva.

Marlon foi um ponto positivo, entendeu sem problemas a função de ala. Gilberto por sua vez já deixa desconfiança no ar, ele cometeu a falha defensiva que resultou no Gum sozinho com Lamers, que fez aqueles dribles todos e o belo gol holandês. Outro ponto positivo foi Richard, enquanto não estava apanhando em campo.

O segundo tempo foi modorrento, uma das piores definições do que chamam hoje em dia de sextar, principalmente vendo o jogo na Band, onde Matheus Alessandro vira Marcos Alessandro, e isso com ele melhorando o jogo ao entrar, só é uma pena que a essa altura Dourado saiu de talvez seu último jogo pelo Fluminense e a realidade nos surgiu em forma de Pedro. Felizmente, há luz em meio as trevas. Robinho, que não teve muito tempo pra mostrar algo ano passado, está mais assertivo esse ano, sabendo que a responsabilidade pode cair nas mãos dele. Fez um bom gol, parecido com o holandês, num momento onde quem assistia só queria ir dormir.

A Flórida Cup tem o advento de pênaltis em caso de empate e ponto extra ao vencedor. A pessoa decisiva foi aquele que serviu como solução naquele Fla x Flu da Sulamericana do ano passado. O que veio baratinho e teve mais oportunidade do que nossa contratação cara sob o pretexto de ter treinado melhor. Romarinho, o Genérico. Perdeu o pênalti e assim começa 2018.

E o tiro de misericórdia foi a entrevista do Dourado depois do jogo, a mensagem indireta mais direta da história sobre ficar no clube pra 2018. E nem dá pra culpá-lo, 2017 foi um ano complicado e ao menos ele não se omitiu e sumiu como um certo Gustavo Scarpa, que tinha muito mais tempo de clube.

Precisamos de um centroavante. O problema é que a última vez que contratamos um foi o Wellington Paulista, num contrato de três anos e quem fez isso ainda fica se vangloriando nas redes sociais, conforme pude comprovar durante o jogo. O ano será muito longo.

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