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Sem brio e sem sono.

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(Fonte: O Globo)

Ontem foi um dia estranho. O dia inteiro. Não parecia um dia de estreia de Libertadores. Não sei se por estar tão acostumado a ir ao estádio em dias de jogos como esse mas eu não estava empolgado. 

E aparentemente eu não era o único. Tive que fazer um esforço para convencer dois amigos a ir ver o jogo no bar. Fora outro que não foi pelo simples fato de "não parece que é um dia de Flamengo x River".

Flamengo é o time que ganha jogo com a torcida. Normalmente de véspera, quando você encontra o companheiro rubro-negro do outro lado da rua e o cara te responde: "É TUDO NOSSO!". Perdi a conta de quantos jogos ganhei assim.

Ontem quase todo camarada flamenguista que encontrei vinha com "É hoje." Sem caixa alta e sem exclamação. Vinha acompanhado logo a seguir de um "Acho que dá pra ganhar".

O bar em que eu estava tinha poucos mantos comparado ao esperado para um jogo desse semana. Local que já vi cheio de camisas botafoguenses. Era a última prova que eu precisava para perceber que a nação hoje estava meio murcha.

E antes que se pense que o desânimo era pelos últimos anos, digo que não era. Era por saber que não teria um único indivíduo para xingar cada erro de passe, e empurrar quando o time não tivesse gás.

Sobre o time aliás ficou provado o seguinte: Se no ano passado já era acusado de não ter brio, imagina sem ninguém vendo os caras correndo. É incrível. Estádio vazio é única coisa que pode ser chamado de feio pelo simples fato de não existir, de ser o vazio.

Foi um peleja no primeiro tempo essencialmente chata. O jogo dava impressão de ter começado em 2011 quando percebi que só haviam passado 30 min. Tirando o suposto lance de pênalti, sobre o qual a orientação para os árbitros é marcar mas para mim foi um clássico caso de "bola na mão", nada de relevante aconteceu.

Tá, um dado importante. Caso falte futebol ao Jonas, nunca vai faltar dureza ao seu cotovelo. 

Já a parte final foi típica de Flamengo na Libertadores. O time continuou jogando mal. O meio de campo que não parava de se mexer nos jogos do carioca se tornou completamente estático. Além de desequilibrada. O lado direito super lento com Diego e Everton Ribeiro (que aliás fez mais uma péssima aparição), enquanto o esquerdo voava com Everton e Paquetá. 

Após a ceifada de Dourado, um gol irregular de Mora deu o primeiro balde de água fria da noite. Porém convenhamos, amigos, não se faz linha de impedimento em estreia de Libertadores contra o River Plate. 

Logo depois, Paquetá mostrou a Diego como se dá um passe que quebra linhas e em lançamento simplesmente genial achou Everton, o homem dos gols em jogos grandes. Os dois mais baratos. Os dois que rendem. 

Até ali tudo parecia até bem. Mas ao mesmo tempo estranho. Jogávamos mal, sem torcida e fizemos dois gols em duas chances de gol no jogo todo. Quando alguém previu que isso foi acontecer?

Aí, rapaz, a falta de brio pesou e daquele momento em diante meu sono estaria fadado a desaparecer essa noite.

Passamos a jogar cada vez mais atrás. Diego e Everton Ribeiro sumiram e o Flamengo não conseguia mais prender a bola no meio. Alguém do River Plate haveria de sair feliz com a quantidade de rifadas na bola que a zaga do Flamengo deu.

Jonas se machucou e único volante no banco era Rô - tentei dar uma chance mas esse cara não pode mais entrar em campo - mulo. Perceber que eu lamentaria perder Jonas machucado é desesperador.

E o defeito tático que mais assola o Flamengo desde o ano passado pesou. É um time sem intensidade e sem velocidade. A transição é lentíssima e sem o comprometimento que deveria. Demora-se muito pra sair da defesa para o ataque e mais ainda na volta para a defesa.

Antes do gol uma jogada semelhante parou em desvio de Réver. O ataque perdia a bola, a linha defensiva voltava desesperada e afastava a bola para a frente da área. O meio e o ataque que deveriam voltar para disputar a segunda bola caminhavam em marcha lenta e abriam um buraco em frente a área, deixando todas as sobras para o ataque do River Plate.

Carpeggiani não recuou o time ao pôr Arão. O time já estava atrás. O erro foi levá-lo para o banco sem ritmo de jogo. Para a circunstância era a única opção para o que o técnico queria. Com Everton machucado e a inoperância do ataque rubro-negro a substituição foi correta, para rechear o meio de campo tentando prender a bola e impedir o domínio dos argentinos.

Porém, a displicência de Arão e a falta de brio do time parecem ter contaminado Diego Alves. Em mais uma bola espirrada na frente da área o goleiro rubro-negro pareceu não ter firmado a mão com toda a vontade do mundo para impedir o gol do River. De resto, foi só aguardar o fim de um jogo com resultado já esperado.

Sem brio nem no campo nem na torcida na frente das TVs pelo Brasil a fora. Com os mesmos amigos que foram comigo a mais de 20 jogos no Maracanã ano passado e que choraram a eliminação do ano passado no meio da rua, a reação final foi de xingamentos durante 3min. Mas passados 5min discutíamos mais um caso de assédio presenciado no bar em que estávamos do que o empate com sabor de derrota pelo gol no final.

Não parecia Libertadores. Não entramos no clima. Nem a torcida nem boa parte do time do Flamengo. 

Agora é tentar não dormir no trabalho ou estudando nessa quinta-feira pós mais uma noite de insônia proporcionada pelo Flamengo.

No mais, 
Saudações Rubro-Negras.

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