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Um Flamengo tentando sobreviver

Flamengo teve uma das mais fracas atuações na última década nesse jogo contra o Santa Fé, que é um time bem fraco, e não saiu do 0 a 0. O time colombiano teve muito mais volume de jogo que o Flamengo, embora nos quinze últimos minutos o Mais Querido tenha conseguido equilibrar mais a partida. No geral foi um jogo feio com um pênalti claro do Dourado com um braço na bola não marcado a favor do Santa Fé e o final da peleja foi uma coisa assustadora.

Muito tempo que não acontece um lance como esse, que até lembra na Copa de 1978 o gol do Brasil contra a Suécia que foi interrompido pelo fim da partida enquanto a bola viajava em direção a área depois de um escanteio. A verdade é que o Flamengo fez um gol com uma roubada de bola do Geuvânio na entrada da área do Santa Fé, e logo após o desarme dá pra ver o árbitro levantando a mão e terminando a partida. Evidente que o juizão foi pro vestiário com o peso do pênalti claro não marcado e compensou nesse último lance, porque nesses casos os árbitros esperam o desfecho da jogada. Enfim, era gol mas foi melhor que não fosse. Se formos falar de merecimento, o time Rubro-Negro não mereceu os três pontos em nenhum momento da partida

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)
Os destaques do Flamengo são todos negativos, sobretudo pra Diego que é a personificação da apatia desse time. O camisa 10 - que está fazendo aniversário que parou de jogar futebol, 1 ano já desde que machucou o joelho - não serve pra jogar Libertadores porque prende muito a bola, cadencia demais quando o jogo pede uma equipe mais dinâmica. Diego é um dos acomodados do time, e porquê?

Os jogadores queriam o Barbieri como treinador por ele ser um técnico que não tem tamanho e nem força pra tomar certas decisões. Existe um grupo de jogadores privilegiados que domina o ambiente do Flamengo - o vestiário, centro de treinamento - como o próprio Diego e William Arão que sempre estão voltando ao time mesmo que não justifique sua frequência nos titulares. E hoje a opção de Arão em vez do Everton Ribeiro deixou clara que a preocupação do treinador era de não perder ao invés de tentar ganhar o jogo. O Flamengo jogou tão defensivamente, tão preocupado em segurar o zero a zero que o melhor em campo do time rubro-negro foi o Renê, porque a única coisa que ele faz bem é marcar. Quando tá num bom dia, ele desarma bem, tem um bom tempo de bola pra dar o bote, mas é fraco no apoio.

Mais uma atuação sofrível, ou seja, não se percebe nenhum tipo de evolução. Flamengo tá indo pra lugar nenhum, tentando sobreviver. E a própria sobrevivência, na matemática, começa a ficar um pouco perigosa. O River Plate joga hoje contra o Emelec na Argentina e deve vencer, já que venceu o time equatoriano em Guayaquil. Com a vitória, vai a 8 pontos.
Flamengo tem 6 pontos, o Santa Fé tem 4 e o Emelec 1. Na semana que vem o River vai jogar contra o Santa Fé na Colômbia

Daí temos dois cenários: 1) Vitória do Santa Fé que vai complicar a vida do Flamengo; 2) empate ou vitória do River, o que é mais interessante para o Rubro-Negro.

Flamengo ainda joga contra o Emelec no Rio de Janeiro (com a volta de sua torcida) e, obviamente, vai ter que vencer esse jogo pra se classificar, indo a 9 pontos. Vamos fazer um exercício e imaginar que o Flamengo vai chegar no dia 23 de maio ao Monumental de Nuñes com 9 pontos; o River se derrotar o Santa Fé em Guayaquil vai chegar nesse jogo com 11 pontos e o time colombiano já estará eliminado praticamente. Ou com 9, se for um empate na Colômbia, o que também serve pro Flamengo. Agora, se o River perder ele vai continuar com 8 pontos (já contando com a vitória de hoje), Flamengo com 9 e Santa Fé com 7 que vai até o Equador pegar o Emelec eliminado. Se o Santa Fé ir a 10 pontos, Flamengo e River disputam uma vaga igual ano passado como foi com Flamengo e San Lorenzo. Ou seja, Flamengo vai depender de resultado em Buenos Aires, o que é, evidentemente, quase um suicídio.

(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)
Flamengo não depende só dele pra não chegar na última rodada com um cenário igual ao do ano passado, novamente na Argentina, contra um grande time argentino recentemente campeão da Libertadores. Resumindo, Flamengo precisa vencer o Emelec, no Maracanã, no dia 16 de maio e torcer pra que o Santa Fé não ganhe do River na Colômbia, porque essa vitória deixa o time de Bogotá na briga por uma vaga nas oitavas. E, sinceramente, não dá pra imaginar hoje que no dia 23 de maio esse time do Flamengo vai chegar na Argentina, contra o River, precisando do resultado, e vai conseguir esse resultado. Pode até acontecer, mas é o improvável. A situação hoje do Flamengo é tentar sobreviver na Libertadores, não ser eliminado e ver o que acontece depois da Copa do Mundo, se chega um treinador, se o presidente larga de vez o futebol que não quer largar e que já deveria ter largado há um bom tempo, se pessoas minimamente capazes tomam conta do departamento de futebol e fazem as correções necessárias. Aí quem sabe na segunda metade do ano o Flamengo consiga transformar esse elenco num time minimamente competitivo. O que hoje não existe.

Ainda não é uma situação extremamente angustiante mas esse jogo na Colômbia entre Santa Fé e River Plate vai ser extremamente importante. Contudo, não é tão simples assim. Não dá pra pensar na matemática e na possibilidade de se ganhar do Emelec tendo como panorama dois jogos na sequência que o nível de atuação do Flamengo foi muito fraco, contra o América MG no sábado e ontem contra o Independiente Santa Fé. O Rubro-Negro, nas últimas três partidas, esboçou ser um grande time e jogar muito bem no comecinho da partida contra o Vitória e o árbitro acabou estragando tudo que parecia vir a ser um bom jogo do Flamengo porque foi um começo muito promissor. Mas daí em diante são atuações muito fracas.

Próximo compromisso do Flamengo é contra o Ceará no domingo às 16h. O jogo será  no Castelão, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro.

No mais, saudações Rubro-Negras!

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