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Erros que comprometem, derrota no final


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(Staff Images/Flamengo)


Mais uma tarde de Flamengo, mais uma tarde de extremos como sempre. Em um jogo de vai e volta que alternou frustração e expectativa da vitória, os sucessivos erros individuais fizeram a diferença em um jogo em que o coletivo não rendeu. O placar foi justo, um castigo para o ainda líder do campeonato.

Sendo um jogo que antecede um jogo de Libertadores como o de quarta, Barbieri estava certíssimo em poupar o time. Sabíamos que o time estaria desfigurado, que não renderia tanto, e que se houvesse a vitória ela seria sofrida. Ainda assim, algumas escolhas da escalação inicial foram estranhas. Juan na zaga e Rodinei na ponta chamaram atenção. Porém era oportunidade para vermos um pouco mais do garoto Jean Lucas e de Marlos Moreno, que pouco jogou desde o início do ano.

No primeiro tempo, fomos mal. Com 61% de posse de bola o Flamengo mal criou. Na verdade, mal passou da defesa para o ataque. Jean Lucas ainda muito tímido, Jonas em uma tarde infeliz e Diego sem ritmo e voltando a vir buscar bolas na defesa, compuseram um meio de campo que não funcionou. Do outro lado, Canteros (de quem o colunista que vos fala sente uma leve saudade e apreço) botava a bola no chão e organizava as ações ofensivas da Chapecoense. Foi brindado com um gol, já que a lei do ex nunca falha. Chape 1x0, tendo o Flamengo apenas uma chance criada de um lateral. Primeiro tempo ruim, fruto dos erros de Barbieri.

Volta para o segundo tempo e o time pareceu ter adquirido novo ânimo. Pressionou na base da vontade e do abafa até que Paolo (o homem) colocou para o fundo da rede após saída bisonha de Jandrei. Nos minutos seguintes, o Flamengo continuou se aproximando do gol e a iminente entrada de Vinícius criou a quase certeza de que a virada se daria. Passou a marca dos 10 min, dos 15 min, dos 20 min e nada de Viníciuis Jr. Erro de Barbieri.

Até que Juan perdeu a bola em uma área fatal da saída de bola. Ninguém deu o clássico grito de “Ladrão!” e o zagueiro foi muito lento na hora de reagir. A idade chega para todo mundo. Na recuperação, Voaden dá um pênalti um tanto duvidoso, em um jogo de decisões estranhas da arbitragem. Guilherme marcou. Chape 2x1.

Aí sim, Barbieri colocou Vinícius. Chamou o garoto para resolver a partida e assim ele parecia fazer. 
A substituição um tanto esquisita deixou Rodinei jogando pelo meio, mas não fez diferença. Aos 33, Vinicius armou a jogada e invadiu a área. Trauco, um lateral que ataca e tem visão, deu um passe para que o garoto desse um tapa nojento e classudo na pelota para marcar e mostrar mais uma vez que é diferente. 2x2.

De novo, os minutos seguintes empolgaram e anteciparam uma possível vitória. Barbieri então colocou Dourado, deixando o Flamengo com um meio de campo esdrúxulo formado por Jonas e Diego em péssima tarde. 4-2-4 dos anos 1960. Mesmo assim chegávamos com perigo. Aos 40, tirou Marlos para pôr Cuellar. O emprestado do Manchester City fez muito pouco e saiu cansado. O time perdeu velocidade mas ainda assim o jogo parecia aberto.

Até que aos 46min, mais dois erros individuais mataram a tarde rubro-negra e a invencibilidade do brasileiro. Léo Duarte provou que tem ponto fraco acompanhar atacantes em cruzamento. Leandro Pereira se antecipou e César mal posicionado aceitou em uma manobra desajeitada para tentar evitar o tento do verdão. Chape 3x2.

Mais um jogo em que ficou provada a importância fundamental de Lucas Paquetá para o funcionamento do time. É ele o articulador, a onipresença no meio de campo. Mais um passo na construção do time, quando alguns resultados negativos que não comprometeram servem para frear a empolgação da torcida. Segue líder pelo saldo de gols e embarcamos para uma nova noite de Flamengo, certamente de extremos e emoções fortes, na quarta contra o Emelec.

No mais,
Saudações Rubro-negras

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