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Nova formação, nova forma de vencer



Após rodadas sem confiança e sem ganhar jogos importantes, o rubro-negro utilizou seu rival preferido de fora do Estado pra iniciar uma nova arrancada, se os deuses permitirem. Já era hora de retomar o caminho, e a vitória de ontem aponta para novas possibilidades.

Porém, de início elas não eram animadoras. Com uma semana para treinar depois de muito tempo, Barbieri mudou algumas peças e o funcionamento do time. Algumas interessantes, algumas nem tanto. Foram muitos os torcedores que perderam a empolgação quando viram Matheus Sávio escalado na ponta esquerda.

Mas a tarde de domingo ensolarado no Maracanã não poderia começar melhor. Trauco, uma das novidades, sumido já há algum tempo, passou por Emerson e como um autentico lateral ofensivo rolou a bola para a Arão que fez 1x0 Flamengo aos 1:23 de jogo.

O jogo, é claro, foi condicionado pelo gol. A partir de então o Atlético MG iria em busca do empate. E não demorou tanto. Em jogada aérea, Leonardo Silva subiu com autoridade para fazer 1x1.

O engraçado é que, da arquibancada, o gol já era anunciado. A marcação dos atleticanos era toda equivocada. Rever marcava somente a bola. Dourado em Maidana, Arão em R. Oliveira, enquanto Leo Duarte, um zagueiro com sérios problemas de antecipação tanto embaixo quanto em cima, marcaria o exímio cabeceador do Galo. Dito e feito.

O final do primeiro tempo mostrou um Flamengo bastante abalado. Não conseguia reter a bola, principalmente quando ela chegava aos pés de Matheus Sávio. O jovem da base mais uma vez errou tudo o que tentou. Escolheu jogadas erradas, embolou-se com a bola e foi vaiado antes do intervalo.

No intervalo, Barbieri tirou-o para por Vitinho. Medida incomum, já que o técnico é conhecido por demorar a mexer no time.

Fez efeito. Era nítido o espaço que o Galo começava a ganhar. Mas também ganhava-se continuidade nas jogadas pela esquerda. Em uma delas, mais uma vez Trauco viu um companheiro se deslocando e cruzou para cabeçada linda e estilosa de Paquetá. Flamengo 2x1.

Sim, amigo. Acredite se quiser, o Flamengo venceu um jogo com dois cruzamentos de um lateral. Por sinal, a última vez que isso havia acontecido foi no ano passado, em Flamengo 2x1 Júnior Barranquilla. Um milagre do senhor, mas também uma sacada de Barbieri, que fez do peruano uma nova arma para o rubro-negro.

Há algum tempo está identificada a dificuldade rubro-negra para marcar, e principalmente para fazer o esquema com 4 meias funcionar. Por outro lado, os laterais tem sido muito pouco efetivos. Do lado esquerdo, o problema fica mais grave pois nenhum ponta tem se firmado. Trauco resolve todos os problemas.

Sendo uma lateral que ataca com qualidade, ele melhora o apoio e passa a ser o homem das bolas paradas. Sem a necessidade de um ponta, Barbieri parece que utilizará Diego por ali.

Porém, Trauco é uma tragédia no quesito defensivo e precisa de proteção extra. Por isso, o Flamengo deixa de jogar com apenas um volante e muda toda a configuração no meio de campo.

Cuellar e Arão formam a dupla de volantes. A frente deles jogam Everton Ribeiro na direita, Paquetá no meio e Diego na esquerda. O time fica mais robusto e os três astros cansam menos.

Ainda ganha-se em variação. Quando Paquetá encosta em Dourado, que é o mais beneficiado pela entrada de Trauco, o time sai de um 4-2-3-1 e vira um 4-4-2. Na direita, Pará pode ficar mais fixo enquanto Arão da profundidade com sua passagem característica pela direita.

Barbieri deixa o time mais equilibrado e ganha o 4-1-4-1 como opção ofensiva dentro dos jogos, podendo colocar um dos pontas. Só resta saber qual deles. Afinal, a substituição de Vitinho por Marlos apontou para o desprestígio do reforço de 10 milhões de euros. O recado está dado: "Só por nome não vai jogar".

Aponta-se um bom caminho e é preciso que esse time ganhe sequência para alavancar de vez, em um novo modelo que preserva o DNA do time mas o deixa mais equilibrado. Fora o fato de que agora temos cruzamento e mais liberdade para Paquetá. Porém a classificação na quarta é fundamental para manter o trabalho de Barbieri e a sequencia do time.

Só tomara que não seja tão sofrida quanto o final do jogo de hoje. Mas sabemos todos que se não é sofrido não é Flamengo, assim como toda a montanha russa que caracteriza nossa vida e nossa temporada. Que voltemos a rumar para o topo, o mais breve possível.

No mais,
Saudações Rubro-negras

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