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Não é impossível vencer

[Foto: Lucas Merçon/FFC]

(Esse texto foi escrito por Caio Ramos, que não teve como postar, por isso estou postando)

Nesta quarta-feira, Fluminense e Nacional se enfrentaram no estádio Parque Central, em Montevidéu, para disputar a vaga nas semifinais da Copa Sul-Americana.
   Com o placar agregado em 1 a 1, o Tricolor precisava de pelo menos um gol para continuar semeando o sonho de um título internacional.
   No Parque Central, além do apoio de mais de 32 mil torcedores, o Nacional contava com um excelente retrospecto de não ter levado gols nos últimos 7 jogos internacionais, que disputou dentro de casa. Para complicar ainda mais a situação do Flu, o técnico Marcelo Oliveira tinha dois desfalques na lateral-direita, obrigando-o a improvisar mais uma vez o volante Jadson para ocupar a posição.
   
Nos primeiros minutos de partida, o Fluminense esboçou uma pressão para cima do adversário e com boas trocas de passes, conseguia envolver o Nacional dentro de seu campo defensivo.
   Como sempre, as melhores oportunidades saíam pelo lado esquerdo. Everaldo e Ayrton Lucas não perdiam uma jogada em velocidade e faziam festa com os defensores uruguaios.
   O grande volume de jogo era positivo, mas não resultava em
finalizações. O Fluminense rondava a área do Nacional, mas no mínimo espaço encontrado, a bola se perdia em meio as pernas dos zagueiros.
   A cada giro do ponteiro, o Tricolor se sentia mais à vontade jogando fora de casa. Era surpreendente como jogadores tão inexperientes como Richard, Jadson, Ayrton Lucas, Everaldo e companhia encarassem tão bem uma partida de tamanha tensão.
   Com o bom rendimento na primeira etapa, Marcelo Oliveira resolveu continuar apostando na mesma equipe para arrancar a vitória em pleno Parque Central.

   Logo no primeiro minuto, Ayrton Lucas fez fila pela esquerda e
cruzou para Luciano que, livre dentro da área, finalizou com perigo. A defesa do Nacional já demonstrava fragilidades desde o jogo de ida, no Nilton Santos, e mais uma vez, contribuiu para o gol do tricolor.
   Aos 4 minutos, o goleiro Conde saiu jogando e entregou a bola nos pés de Sornoza. O equatoriano dominou, esperou e rolou a bola para Luciano, que cortou o goleiro e bateu com toda sua categoria para abrir o placar.
   A partir daí, a missão passava a ser controlar a partida e
aproveitar os contra-ataques. No entanto, a equipe recuou, cedeu
espaços, proporcionou chances de finalizações, tudo o que não o tinha feito durante o resto da partida.
   O Fluminense abdicou de atacar. Mesmo assim, pela primeira
vez em tempos, não se apequenou. Não sucumbiu a pressão da torcida, não caiu na pilha dos jogadores. Lutou, dividiu, vibrou, foi um verdadeiro time de guerreiros.

   Não havia um jogador que falhasse, nem um passe errado sequer, tudo ocorria da maneira que Marcelo Oliveira pensara. Aos gritos de "Não é impossível vencer aqui dentro!" os jogadores comemoravam a cada posse de bola.

   Quando parecia que a partida não podia ficar melhor, Matheus
Alessandro, recém-colocado em campo, dividiu e ganhou uma bola no
meio-campo. Aos 45 minutos da etapa final, era a grande chance de
liquidar a fatura e começar a festa. Com passadas largas, o jovem
atacante tricolor se aproximava do gol. Do lado de fora, os reservas já não conseguiam conter as emoções. Era ele e o goleiro, ele e o gol da classificação. Mas não, perdeu.
   O gol perdido não abalou o time, que seguiu ganhando as disputas contra os jogadores do Nacional. Os cinco minutos de acréscimos pareciam intermináveis, dolorosos, castigantes. Mas já estava escrito: O Fluminense avançaria para as semis. E assim foi.
   Em noite irreparável, o Tricolor vence o tradicionalíssimo Nacional dentro de seu estádio. A classificação que antes era improvável, tornou-se mais real do que os jogadores poderiam aguentar. Em prantos, alguns desabaram, sem acreditar naquilo que tinham conquistado.

   O resultado leva o Fluminense a tão desejada semifinal da Copa

Sul-Americana. A próxima partida tem data, mas ainda não tem adversário: já na semana que vem, o Flu encara seu concorrente. Um brasileiro, ou Atlético-PR ou Bahia, mas em realidade, pouco importa essa definição. O Fluminense sai de campo com a certeza de que não é impossível vencer. Mesmo com todas as dificuldades, desfalques, salários atrasados, processos judiciais, má gestão e etc. Vamos em busca da taça!

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