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Cala a boca, seu time tomou gol do Patric

Foto: Bruno Cantini / Atlético

É, amigos... Foi por pouco, muito pouco, que um milagre sem precedentes aconteceu hoje, no Independência. Precisando de no mínimo três gols, o Galo, apesar das suas limitações, jogou muito, criou boas chances, fez 2x0, e por pouco não levou a decisão para os pênaltis. 

No entanto, apesar de toda a tristeza pela quase classificação, algumas coisas bem legais  que rolaram na partida merecem destaque. A primeira e mais importante delas é a torcida. O atleticano carrega o time nas costas. Mesmo depois do jogo sofrível da semana passada, a torcida apoiou, fez rua de fogo, bandeirão e cantou o jogo inteiro, inclusive APLAUDIU os jogadores após o término da partida, mesmo com a eliminação, em reconhecimento ao ótimo desempenho da equipe durante os noventa minutos.

Outro destaque importante: Patric. Falar dele é algo tão complexo que ele merece um texto inteiro. O camisa 2 é, de longe, um dos piores jogadores do Galo, tecnicamente falando, mas tem a alma do torcedor. Ele entra de cabeça em todo jogo. Patric se esforça demais e por consequência, erra. Mas quando acerta, acerta muito. Prova disso foi seu golaço, aos 47' do segundo tempo, que deveria valer por dois.

Maaaaaaaas, nem tudo é perfeito. Fábio Santos ainda é o mais regular do Galo no quesito ruindade (Lucas Hernández titular já!), sendo um peso morto do começo ao fim. E outra: Luan já devia estar longe do Galo há muito tempo. É inadmissível esse sujeito ainda ter moral só porque dá carrinho na lateral, mesmo não acertando um passe de 2 metros. Muito obrigado por 2013/14, mas, já deu.

Dito tudo isso, vamos falar sobre o jogo.

Foto: Uarlei Valério / O Tempo
O JOGO

Os primeiros 25 minutos deram a impressão de que o Galo jogaria igual jogou no Mineirão, na última quinta. Muita posse de bola, zero criatividade e fragilidade defensiva. Tanto que a primeira chance clara de gol foi do Cruzeiro, com Robinho finalizando na área.

A coisa começou a melhorar quando Elias obrigou o goleiro mau caráter do rival a fazer grande defesa. E o gol finalmente saiu com Cazares, aos 34 minutos, em belo chute da entrada da área, iludindo a todos os atleticanos, principalmente o autor desse texto.

Logo após o gol, era visível a mudança de atitude do Galo e o baque sofrido pelo Cruzeiro. Tanto que, se não fosse o corno do Dedé, teríamos feito o segundo ainda na etapa inicial.

No segundo tempo, o adversário até empatou o jogo, com direito a Pedro Rocha dando uma de Zé Graça e mostrando a camisa para a torcida atleticana, até que Jair a tomou, corretamente, da mão do jogador. No fim, o gol foi anulado, Alerrandro e David foram expulsos e Rocha tomou um cartão amarelo a troco de nada.

Depois disso, o Atlético teve o segundo gol nos pés de Fábio Santos que, na pequena área, conseguiu perder. Na sequência, Geuvânio, que por mim seria titular, mandou uma bola no travessão. 

Até que aos 47 minutos, o melhor momento da partida surgiu. Patric soltou uma bomba da entrada da área e marcou um golaço, escrevendo o que poderia ser o roteiro de uma classificação heroica e, sobretudo, engraçada demais. Porém, infelizmente, faltavam apenas quatro minutos para o fim da partida e o rival fez o que fez o jogo inteiro: cera e antijogo. 

Fim de jogo: Galo 2x0 (3x2 para os rivais no agregado). 


Foto: Douglas Magno / BF Filmes
Ao meu ver, e acredito que muitos torcedores também pensam assim, o Galo sai desse jogo maior do que entrou. Jogou com raça, sabendo de suas limitações, não teve medo e deixou o rival acuado em diversos momentos. No entanto, como disse Patric em entrevista pós-jogo, o Galo foi eliminado por causa do primeiro jogo péssimo no Mineirão. Não fossem os erros da semana passada, estaríamos agora comemorando a classificação.


No mais, é isso. Espero que toda a atmosfera de hoje dê moral aos atletas para a sequência da temporada, pois temos Brasileirão e Copa Sula Miranda pela frente.

Vamos, Galo!

@victokkk

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