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Boate Azul

(Foto: Lucas Merçon Fluminense FC)

"Noite de amor, procurei remédio na vida noturna..."

Na última quarta-feira, Fluminense e Cruzeiro fizeram um duelo de desesperados. O Mineirão se transformou na Boate Azul, os integrantes da vida noturna se mobilizaram para ver qual equipe era a menos pior.

Assim como na Música que ficou famosa nos anos 80 e sobrevive até hoje nos Karaokês do Brasil, os ocupantes desta desta distinta boate saíram do espetáculo azul sem saber o que vai acontecer.
O Cruzeiro, dono da boate, pintou o Mineirão de Azul na esperança de conseguir subir na tabela. Os jogadores que representam essa instituição em campo lutaram, transpiraram e buscaram o gol, porém, a batuta de Abel Braga pouco ameaçou a meta de Muriel.
O "hit" dos anos 80 já nos traz um ensinamento milenar: "a dor do amor é com outro amor que a gente cura". Os torcedores da Raposa estão sofrendo pela situação da sua equipe na tabela, os mesmos deveriam transformar o seu amor pelo clube em ódio e têm a obrigação de cobrar os dirigentes mineiros pelo caos que os mandatários implataram no Cruzeiro.

Frederico é um capítulo especial nessa noite profana. Tal qual a "Flor da Noite", ele abandonou um personagem importante da trama e, sem dar explicações, ele iria punir um bêbado apaixonado que estâ perdido. O seu gol anulado é uma justiça karmica, uma resposta do universo que faltou ser executada na música célebre exaltada neste texto.

O Campeonato Brasileiro está chegando na sua reta final, Fluminense e Cruzeiro sofrem como indivíduos que foram dispensados pelas suas amadas. Não há alcool nesse mundo que resolva os desastres que regem essas duas instituições, os nossos amores estão caindo e nem a "Boate Azul" conseguiu salvar o jogo para o Cruzeiro.
O Fluminense foi atacado pela "Flor da Noite" e desorientado deve se recompor para enfrentar o arrumado time do Bahia neste sábado no Maracanã.

A "noite vai se agonizando no clarão da aurora" e resta saber quem vai ver a Série A amanhecer ano que vem. A "Boate Azul" está tocando, mineiros e cariocas querem cantar música e não serem personagens dela.

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