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Entre Garrinchas e Jobsons



É quase cientifico que para os amantes do futebol algumas coisas são inseparáveis dele, a música que embala torcidas e jogadas, com alguns sambas consagrados e a cerveja com os amigos. Juntos são um consenso para a maioria, música, cerveja e futebol. Para o futebol vivido pelos torcedores, não há polêmica. Nada melhor que tomar sua cervejinha no sol das 16 hrs de um sábado assistindo seu time, porém quando o assunto envolve o outro lado, os atores do espetáculo, começa a polêmica. 

Para alguns, não há polêmica, entra o famoso "time que não bebe não chega", o futebol tem que voltar a ser raiz, em tempos de preparadores físicos, fisiologistas, testes biomecânicos, a essência do que é o futebol está se perdendo, esses possuem o argumento na ponta da língua. "Olha o que Garrincha fazia", "Ronaldinho foi um gênio". Personagens esses que publicamente ganharam incontáveis títulos e são conhecidos por gostarem da vida badalada fora das quatro linhas. 

Já a turma que é radicalmente contra esse comportamento para os atletas, se apoiam justamente nos fatos científicos, testes realizados, que o corpo humano é uma máquina, e no caso do futebol, a máquina que é objeto de trabalho dos atletas. Para esses, também não faltam exemplos de jogadores que poderiam ter muito o que contribuir e se perderam no caminho com problemas com álcool. Jóbson, Breno em pleno Bayern, alguns que já declararam que quase colocaram tudo a perder por esses erros, como Cicinho. 

No meio termo entre a glória total e o fracasso, temos alguns casos polêmicos, Adriano Imperador apesar de ser super respeitado, ainda poderia estar brilhando dentro de campo e encerrando a carreira agora, tendo ganho vários títulos que faltou para si. E o mais recente, o "menino" Neymar, começou esbanjando futebol e acreditei que entraria na categoria dos gênios, se perdeu pelo caminho, perdeu o mercado e parte da admiração sendo confundido mais como uma celebridade, para esse, ainda é possível voltar ao caminho do futebol, tudo indica que está voltando.

E agora chegamos onde eu queria, o que Garrincha, Ronaldinho, Romário e Edmundo tem em comum? A genialidade. São aqueles raros milagres que nascem pouco, agraciados com um dom e regado com oportunidades, para esses não vai importar como foi sua noite, sua dieta, seu preparo, as chances de entrarem e resolverem são gigantescas. Porém mesmo esses, devemos falar que poderiam ganhar ainda mais, tiveram a carreira no auge relativamente curta. 

Entramos assim na outra categoria, aos comuns, não agraciados com a genialidade, eles não são ruins, longe disso, mas não são gênios. Para terem o nome cravado na história, vão ter que realizar alguns pequenos sacrifícios. O que não quer dizer também que jogador não pode ter sua vida social, as vezes tudo o que ele precisa é de um descanso com os amigos, novamente, nosso corpo é uma máquina e nossa mente o motor dela. Uma mente saudável e tranquila, pode render muito mais. Por isso prego o meio termo, o jogador tendo consciência que por mais que queira não pode enfiar o pé na jaca, mas pode sim se divertir tomando as precauções com a máquina que o sustenta. 

O perigo disso é de alguns jovens de 18 anos que conhecemos bem acharem que são Garrincha, amigo, acredite, você não é. 

@analivia_dias

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