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Não teve graça

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Foi o jogo de Libertadores menos importante da minha vida. Ao invés de ficar preocupado com a ausência de Rodrigo Caio na zaga, com a falta de ritmo de Bruno Henrique ou com Thiago Maia no lugar do Arão, eu estava mesmo era pensando na possibilidade do Corona Vírus. Claro. O time do Flamengo hoje é tão bom que a gente vai ao jogo já com a certeza da vitória. A dúvida é apenas sobre o tamanho do placar.

Peguei um enorme trânsito e fiquei despreocupado com a chegada. Não ia fazer tanta diferença. A leveza da minha noite começou já na compra do ingresso. Em outros anos eu ficaria dias esperando a data e a hora de comprar o ingresso para a estreia da Libertadores. Dessa vez, perdi o prazo por puro esquecimento e comprei em um setor que não estou acostumado a ir, muito menos tenso ou envolvido com o jogo. Era como eu estava ontem

- Vai ser tipo carioca. Vai ser chato até fazer 1x0. Depois vai ser tranquilo.

E foi. O Barcelona errava demais e perto deles éramos nós quem parecíamos o Barcelona, só que o catalão. Envolvíamos os caras com facilidade e só não abrimos o placar mais cedo porque erramos muito nos toques finais das jogadas de ataque. O destaque, mais uma vez, foi Everton Ribeiro, que vem desfilando sua habilidade com ainda mais elegância nos últimos tempos. Colocou a bola na cabeça de Gustavo Henrique para o zagueirão fazer 1x0. Três minutos depois veio o pênalti que Gabigol bateu e fez. Jogo acabado. Agora era só esperar terminar.

Foi tão fácil que o tio do meu lado não sabia nem contra quem jogávamos.

- Esse time de amarelo aí não consegue fazer nada!

No início do segundo tempo, Bruno Henrique fez o terceiro e eu nem me movi, de tão tranquilo que estava. A arquibancada foi pouco festiva, no meio do segundo tempo já estava torcendo para o jogo acabar logo, assim como os jogadores. Sintomas de uma torcida desacostumada com a despreocupação e a certeza da vitória.

Cheguei em casa em uma noite que parecia normal. Em outros tempos eu ficaria alucinado vendo o Flamengo meter 3x0 em um jogo de Libertadores. Depois do que vivemos ano passado, nada dá sinal de chegar perto e o time é tão bom que mesmo jogos grandes parecem fáceis. Não teve nem graça.

No mais,
Saudações Rubro-negras.


(Imagem: Alexandre Vidal/Flamengo)

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