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A América é Verdolaga: Atlético Nacional bate Independiente Del Valle e leva o bicampeonato

Miguel Borja, o grande nome das finais da Copa Libertadores 2016 - 5 gols em 4 jogos
Fonte: www.facebook.com/nacionaloficial 
Novamente os deuses do futebol resolveram premiar a técnica e o melhor futebol com mais um título da mística Copa Libertadores da América. Depois do River Plate em 1996 e do Atlético-MG em 2013, foi a vez da equipe do Atlético Nacional, da cidade de Medellín, neste ano de 2016, levantar a taça mais cobiçada do continente com a melhor campanha da competição.

Durante o torneio, já se percebeu desde a primeira partida, contra o Huracán na Argentina, que o time Verdolaga apresentava o melhor futebol do continente. Jogando de maneira técnica e extremamente ofensiva, tanto dentro quanto fora de casa, o Atlético Nacional mostrou sempre toda a sua supremacia perante os adversários. Na fase de grupos, contra Huracán, Sporting Cristal e Peñarol, a equipe colombiana fez uma campanha irrepreensível e quase terminou com 100% de aproveitamento. Com cinco vitórias consecutivas e um empate em 0X0 na última rodada, os colombianos terminaram com 12 gols a favor e nenhum gol sofrido.

O primeiro feito foi conquistado nas oitavas de finais, quando a equipe igualou o feito do Boca Júniors em 1978 com 07 partidas sem levar um único gol, após o segundo empate, desta vez, na Argentina, contra o valente time do Huracán em 0X0. A partir desta fase, começou a se tornar uma equipe ainda mais goleadora nos jogos que decidiu em casa, a vitória no jogo de volta por 4X2 em um dos jogos mais eletrizantes da competição determinou a classificação para a fase seguinte.

Nas quartas de finais, foi a vez da equipe do Rosário Central que sentiu todo o poder do futebol desenvolvido pelo time Verdolaga. A única derrota da competição foi no jogo no Gigante de Arroyito, onde a equipe colombiana tomou o gol no inicio do jogo e teve melhor durante todo o segundo tempo, podendo chegar ao empate, mas a decisão ficou para o Atanásio Giradot. Na partida seguinte, o roteiro mais dramático veio graças a um gol no inicio da partida da equipe canalla. Mas a persistência e o melhor futebol falou mais alto, graças a Macnely Torres e Alejandro Guerra que (aos 47 do 1º tempo e aos 3 do 2º tempo) respectivamente botaram o time na rota do jogo e ainda mais lenha na partida. O jogo foi se incendiando até os últimos minutos, quando Orlando Berrío, após o cabeceio de Alexis Henríquez, deu o golpe de misericórdia para a classificação as semifinais.

Marlos Moreno, a grande revelação e destaque da Copa Libertadores 2016
Fonte: www.facebook.com/nacionaloficial 
No confronto seguinte, a bola da vez foram os jogos contra o São Paulo, que era considerado como o melhor confronto da competição. Mas eis que surge um grande talento que chegou do Cortuluá (COL). Miguel Borja foi totalmente decisivo no confronto e valeu todo o investimento. Na partida de ida, no Morumbi, o centro avante se mostrou bem entrosado com a equipe e foi determinante para a expulsão do zagueiro Maicon e pelos dois gols que encaminharam a classificação. No jogo da volta, o time Verdolaga levou um susto com o gol de Jonathan Calleri no inicio da partida, mas ainda na primeira etapa conseguiu o empate com o seu artilheiro do confronto. No segundo tempo o time verde e branco impôs o seu melhor jogo conseguiu o segundo gol nos minutos finais da partida com o segundo gol de Miguel Borja.

A finalíssima da competição foi à primeira decisão envolvendo duas equipes da região norte andina da América do Sul e marcava o encontro de países vizinhos e de muitas particularidades dentro de seus territórios, Boa parte da população negra se encontra nestes dois países que tem como características culturais em comum a salsa e a cumbia. O primeiro jogo, realizado no Atahualpa foi bastante equilibrado, mas com certo predomínio de posse de bola e chances de gol por parte do time Verdolaga, que abriu o placar aos 33 minutos do 1º tempo com o gol de Orlando Berrío. Os colombianos tiveram chances para aumentar o placar e sacramentar o título na ida, só que as chances desperdiçadas pelos atacantes foram determinantes para o resultado final da partida. Ainda mais que, aos 42 minutos do 2º tempo, após falha do goleiro Franco Armani, Arturo Mina conseguiu empatar no fim do jogo.

A volta no Atanásio Giradot já mostrou uma primeira metade de jogo onde a equipe Verdolaga impôs o seu jogo e conseguiu criar ótimas chances, principalmente com Miguel Borja. A primeira com 20 segundos, o atacante chutou por cima do gol. Mas a segunda, com 8 minutos, após cobrança de falta de Macnely Torres, desvio errado de Mina para a própria trave após a chegada de Librardo Ascona, a bola chegou em Miguel Borja que chutou forte para abrir o placar. A partir daí, os colombianos foram crescendo no jogo e criando até ao metade do 1º tempo. A partir desta metade, o Independiente Del Valle começou a crescer na partida e incomodar o sistema defensivo do time colombiano. José Ângulo teve uma grande chance, mas mandou por cima, Ainda sim, o goleiro Librardo Ascona continuou executando grandes defesas.

No segundo tempo, o time visitante até começou melhor e reclamou de um pênalti de Henriquez em Utuarri, após grande jogada do atacante, mas com o passar do tempo, o time equatoriano foi cansando e o colombiano estava dominando a segunda etapa.inteira. Librardo Ascona continuou fazendo grandes defesas e salvando a equipe de tomar uma grande goleada. Mesmo com as substituições no final da partida, pouca coisa adiantou e, após o apito final do juiz, o título continental voltou para as mãos Verdolaga e novamente para o futebol colombiano. Destino seguinte agora será o Mundial de Clubes no Japão. Parabéns Clube Atlético Nacionak de Medellin, por mais um título histórico em sua bela trajetória!


Equipe que entrou em campo: 

Em pé - Miguel Borja; Alexis Henríquez; Orlando Berrío; Franco Armani; Daniel Bocanegra e Davinson Sanchez.

Agachados - Farid Diaz; Alexánder Mejía; Macnelly Torres; Marlos Moreno e Alejandro Guerra

Fonte: www.facebook.com/nacionaloficial 

Produzido pelo colunista:
Marcos Paulo Fernandes Alves || @makavista

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