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O necessário adeus de Eurico Miranda a São Januário

Ideologia: Para a filosofia, uma ilusão ou uma mentira.

A vontade de retornarmos aos tempos áureos do Club de Regatas Vasco da Gama é altamente desejada pelo torcedor, pois este passado não é tão remoto. 16 anos nos separam de uma equipe fenomenal que tinha Edmundo e Romário no ataque, sem falar no resto do elenco. Eurico Ângelo de Oliveira Miranda é um dos símbolos de todo aquele tempo que o clube era uma potência não somente no futebol. No gramado, só havia duas equipes que conseguiram parar a máquina cruzmaltina, que foram o Real Madrid e o Corinthians; no basquete com um time campeão sul-americano, carioca e que só foi parado pelo San Antonio Spurs de um dos maiores jogadores da história, Tim Duncan. São esses gloriosos momentos que o torcedor anseia com toda sua força e fez com que confiasse o destino do clube pelos anos seguintes a Eurico Miranda. A ideologia de trazer esta camisa de volta ao lugar que ela deve estar, fez com que o sócio-torcedor depositasse sua confiança em um antigo símbolo vascaíno.


                                           Eurico Miranda e seu charuto. (Créditos: Blog do Rica Perrone)

Porém hoje, o Sr. Presidente se mostra apático porque não consegue manter sua palavra de trazer o time para tal patamar de importância nacional, e impotente perante a uma mudança drástica na forma de gerir o time de São Januário. A famigerada "Velha Política" não mais nos serve, e é ela que vem deixando cada vez mais o Vasco como um time do passado e que somente vive de sua história, pois o presente é pífio.
Hoje, temos aproximadamente 32 jogadores no elenco e desses, alguns não podem estar em São Januário para o ano que vem (caso o acesso se concretize), pois além de deixarem imensamente a desejar em campo quando solicitados, são completamente despreparados para jogarem uma (hoje, desejada) Série A em 2017. A necessidade de uma barca de jogadores e servidores administrativos precisa sair de São Januário o quanto antes. Uma lista que deve ser encabeçada pelo nosso adorado Eurico Miranda, que nos arrastou mais para um posto de "Time de Série B". Outro nesta lista é o técnico Jorginho que perdeu completamente o seu poder de influência nos jogadores e isso é nítido jogo após jogo. Necessitam ser contratados reforços para todos os setores do time, e é algo impressionante um time não se firmar e ter substitutos a altura dos titulares para que não tenha-se uma queda drástica de qualidade na equipe na ausência de um.

                                             Jorginho em uma coletiva pós-jogo (Créditos: GloboEsporte)

O elenco precisa ser discutido em um parágrafo sozinho, tamanha desordem está. O único setor que não é tão contestado é o gol, pois Martin Silva ainda é unanimidade e Jordi vem aprendendo com o uruguaio os caminhos para se tornar um bom goleiro. A zaga é basicamente o Luan. Jomar pode ser treinado e trabalhado mais, porque ainda é um "garoto" de 24 anos. A experiência que ele precisa virá com uma mais vezes em campo, pois estando no banco jamais será a solução para seu crescimento como zagueiro. Madson se tornou um completo desastre depois da lesão e precisa urgentemente se recompor. Pikachu ainda é um nome que pode ser mantido em São Januário, pois ainda mostra que tem qualidade técnica mínima e sabe jogar em outras funções e isso precisa ser explorado. Júlio César, Rodrigo, Aislan, Rafael Marques, Diguinho, Bruno Gallo, Julio dos Santos, Marcelo Mattos, Jorge Henrique, Leandrão e Éder Luis: todos esses têm suas situações sintetizadas com um trecho da canção do ExaltaSamba e que reflete exatamente o que a torcida deseja.

"Eu já não me sinto bem
Com sua presença
Seu tempo acabou
Vai.. Tchau e Bença."

E com isso chegamos a alguns jogadores que tem situações diferentes uma das outras. Nenê, o camisa 10 desse grupo, merece continuar por tudo que tem feito e por jogar quase que sozinho no meio campo da equipe. Andrezinho e Fellype Gabriel, dois jogadores experientes e bons meio campistas. O primeiro teve uma queda de rendimento e precisa ter seu contrato revisto diante desta queda. O segundo também, pois não teve chance diante do condicionamento físico. Os dois podem ficar no Gigante da Colina pois o setor deverá ser refeito com novas peças para que tenhamos opções melhores para 2017. Por isso, devem ser tratados como opções para compor o elenco do ano que vem, e devem ganhar mais uma chance no clube. Éderson é outro que também precisa dessa chance, pois é um atacante razoável, jovem e não à toa já foi artilheiro do Brasileirão. O atacante deve estar em São Januário para 2017, pois é o único que a torcida ainda tolera.

                                             Martín Silva no Clássico dos Milhões (Créditos: GloboEsporte)
 
                                               Nenê comemorando mais um gol (Créditos: GloboEsporte)

Thalles precisa ser emprestado urgentemente para ampliar seus horizontes. Vendido não, pois ainda é possível ver as características de um bom centroavante no jovem jogador da base cruzmaltina. Mas sim emprestado, pois ele somente conhece o ambiente de São Januário e vive com constantes recaídas diante da sua forma física. Ele precisa viver outras realidades, para que entenda o quão pesada é a camisa que veste. Regularidade, outros profissionais, expectativas, metas e outros conceitos que ele precisa lidar em um outro clube para que volte ainda melhor para o lugar que o criou.

                                          Thalles comemorando gol contra o Bahia (Créditos: SuperVasco)

A atual esperança do torcedor é que aconteça uma gestão técnica, pois é uma transição que engloba o futebol mundial e que já está no Brasil a um tempo. Os clubes que a aderiram hoje são detentores de plantéis que consigam ganhar competições nacionais como o Atlético Mineiro(e até ganhar um título internacional, como o Galo fez em 2013) ou até títulos nacionais como Palmeiras conseguiu. Vendo pelo lado da torcida, somos o único desta famosa "Tríade" que não consegue montar um suporte geral que englobe: elenco com jogadores de nome e bons reservas, gestões técnicas e que façam a marca do time gerar lucro com a adesão do sócio-torcedor e patrocínio, estádio lotado não somente nos clássicos, uma melhora no próprio estádio e vários outros fatores que hoje são característicos dos times mais competentes e vencedores no planeta, e não somente no Brasil.
O ano de 2017 se desenhará na final entre Vasco e Ceará no sábado desta semana e para muitos a honra do clube estará em jogo também. A semana se arrasta para sabermos o desfecho desta trajetória amarga do Club de Regatas Vasco da Gama. O principal deste jogo não será somente a volta do Gigante da Colina para a Elite ou não, mas sim como será tratado o futuro do Gigante, os "parasitas" e a velha política de Eurico. Os erros cometidos nos dois primeiros anos deste mandato não podem voltar a ocorrer para não voltarmos para esta situação incômoda de "brincar de elevador" entre as duas divisões do Campeonato Brasileiro. Para isso, reforços são necessários não só dentro das quatro linhas, mas fora dela também. A história deste marco na história do futebol não condiz com a realidade que é imposta ao torcedor, e o clube não pode ser deixado ao relento pelo fato de ser uma camisa que fala muito sobre todo um histórico de lutas e conquistas dentro e fora de campo.

Primeiramente muita sorte ao time que nasci para torcer neste jogo de sábado, e que o objetivo da Série A seja atingido porque apesar de todos os erros, ainda sou motivado pela paixão que tenho de ter a Cruz de Malta que aceitei carregar nesta vida.


Saudações Vascaínas e um grande abraço,

J. P. Alves            @8_joaopedro
Linha de Fundo   @SiteLF

2 comentários:

  1. O Vasco tem um elenco de veteranos e série B é pedreira. A torcida tem que encher o Maracanã e gritar incentivando até o último minuto. Depois vai para os aplausos ou vaias.

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  2. Tem que ficar o Martin Silva e o Nenê. Pega a galera da base e contrata um pessoal que não ultrapasse os 25 anos. Mas não pega o Bruno Silva do Botafogo que ele é um Diguinho melhorado.

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