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Vivemos um dos últimos espetáculos do White Hart Lane

Com direito à invasão de campo, Tottenham fez o White Hart Lane vibrar intensamente aos 97 minutos.



Como todos os finais de semana, liguei minha TV, peguei a minha cerveja e sintonizei no jogo do Tottenham. Confesso que, por dentro, não fiquei satisfeito com a escalação, mas era aceitável, afinal, jogaríamos contra o Wycombe. Um clube de baixíssima expressão na Inglaterra, mas que vinha embaladíssimo.

Pra você ter uma ideia, os Chairboys não perdem na EFL League Two (4ª divisão) desde o dia 29 de outubro de 2016. Embalados e confiantes para o confronto, os visitantes foram com seu melhor plantel e conseguiram calar o White Hart Lane, até o último segundo de jogo. Especialmente nos primeiros 45 minutos, foi desastroso para nós. Os Spurs mostravam certo desinteresse na partida, alguns jogadores com preguiça de fazer seus respectivos papéis em campo.

Não demorou muito e o time superior na partida fez o seu primeiro gol. Aos 23', Paul Hayes bateu cruzado no canto esquerdo de Vorm, sem chances para o holandês ter qualquer tipo de reação. Treze minutos mais tarde, com falha inicial de Wimmer – novamente desligado –, o adversário armou um contra-ataque; Na sequência do lance, Carter-Vickers deu o bote atrasado em Kashket dentro da área, Paul Hayes não perdoou novamente e ampliou o placar para os visitantes. 2-0.
  
Paul Hayes foi o desequilíbrio do primeiro tempo.


O segundo tempo começou e confesso que já tinha jogado a minha toalha. Mas Pochettino fez uma de suas "mágicas" no intervalo e deu uma injeção de ânimo nos seus jogadores. O time voltou mais focado e, aos 60 minutos, com um pouco de sorte, diminuímos o placar com um chute cruzado de Son, contando com um desvio de Jacobson, que atrapalhou a defesa do goleiro Blackman. Logo na sequência, Janssen, entrou na área, e com um pênalti, no mínimo, juvenil do zagueiro Pierre, o Tottenham empatou com o holandês. 2-2.

Dois a dois, até os 83 minutos de jogo, tudo indicava um 'replay' – Que, eu, particularmente, odeio. Prefiro a derrota ao jogo de volta –. No entanto, Dier comprometeu o time com uma reposição de jogo horrível, deu novamente um contra-ataque para o time visitante e Myles Weston deu o famoso “drible da vaca” no próprio zagueiro, com altíssima velocidade o antiguano lançou na cabeça de Garry Thompson, que não desperdiçou. 3-2.

Agora era diferente. Tudo indicava a classificação do time do sul da Inglaterra para as oitavas da competição. Na frente de mais de 31 mil torcedores empurrando a todo o momento, Dele Alli, aos 89’, empurrou para o barbante a redonda e empatou a partida. Ainda com um placar ruim para Pochettino, já que tenho certeza que não estava na agenda de planos do argentino ir ao Adams Park.

Tottenham's Son Heung-min scores their fourth goal
O Tottenham está classificado para as oitavas da FA Cup (Foto: Reuters)
Mas Son não deixou! Após a tabela com Janssen, o craque da partida chutou fora do alcance do goleiro e também do gol, mas contou com uma infelicidade do defensor dos chairboys, que empurrou para a rede, decretando a vitória e classificação dos Spurs nos acréscimos. 4-3.

Por mais que seja contra um time de 4ª divisão, é impossível não vibrar com uma vitória desta maneira, vencendo com um gol no último lance. Paro e penso que essa atmosfera que vi no White Hart Lane no último sábado está para terminar. O nosso querido estádio está passando pelos seus últimos jogos e aperta o meu coração saber que em menos de seis meses, mais uma parte do estádio virará pó e nosso abrigo será em um estádio totalmente diferente, o Wembley.

Nem que se lotarem os 90 mil lugares no estádio do English Team, terá uma atmosfera igual ao estádio do norte de Londres com 36 mil torcedores. Jogos como este são dignos de serem gravados e colocados num DVD. Enfim, ainda não é momento de se despedir, mas o sentimento de saudade e o aperto no peito em saber que não verei você e mais desses jogos marcantes, como este, já tomam conta de mim. Farás falta, White Hart Lane!

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