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Uma autoritária Juventus enquadra um frágil Porto

Desde o sorteio que definiu os confrontos das oitavas de final da Champions League todos estavam ansiosos para este momento. Como chegaria o time cinco vezes seguido campeão italiano para as disputas eliminatórias de sua grande ambição?

Ontem, 22, a Juventus foi até Portugal, mais precisamente na belíssima cidade do Porto, enfrentar o time que leva o nome da cidade, em uma disputa que colocava em jogo quatro títulos de Champions League (dois de cada lado).

Em nosso último jogo (vitória contra o Palermo por 4x1) nossa zaga foi composta de Benatia e Bonucci. Benatia é um zagueiro mediano, Bonucci é um dos melhores (se não o melhor) zagueiros do mundo. Ao final do jogo houve uma discussão entre Bonucci e Allegri, culminando em uma punição (?) ao zagueiro em não participar do jogo contra o Porto. Para Allegri foi dada uma multa.

Com todo respeito à competentíssima diretoria bianconera, pra mim, por mais que o jogador fique incomodado em ficar de fora de um jogo de tamanha importância, a punição foi mais ao clube do que ao jogador. Todos sabem como é complexo punir um jogador de futebol. Os jogadores de sucesso têm egos inflados e, alguns deles, com futuro financeiro definido. Parto da premissa que uma punição financeira (das bravas) seria melhor.

Encarando por um lado positivo, após problemas com Dybala, Lichsteiner e agora Bonucci, a punição (exemplar, diga-se) faz com que Allegri marque seu território como comandante do vestiário. Punir um jogador em um jogo que poderia significar uma saída de uma competição foi de uma coragem e tanto.

Massimiliano, então, escalou a Juventus para pegar o Porto da seguinte forma: Buffon; Lichtsteiner, Barzagli, Chiellini, Alex Sandro; Khedira, Pjanic; Cuadrado, Dybala, Mandzukic; Higuain. Talvez por sorte (ou já sabendo) Allegri teve uma zaga em campo mais do que confiável. Barzagli e Chiellini voltaram muito bem, obrigado e deram conta do recado. Não é necessário explicar o quão entrosados o quarteto BBBC é, então, na verdade, apenas Bonucci ficou de fora, já que estamos jogando há oito jogos (nove com esse) no 4-2-3-1.

Essa é escalação (sem esquecer de Bonucci) é responsável por nove vitórias seguidas no 4-2-3-1. Foto. Juventus.com
Desde a derrota para o Milan na Supercopa, Allegri perdeu o “medinho” e mudou drasticamente a escalação da Juventus. Com a vitória contra o Porto, são nove jogos dessa escalação e nove vitórias. São incríveis 17 gols marcados e apenas dois sofridos. Incontestável o trabalho de todos.

Logo de início parecia que a Juventus estava diante de mais um adversário do campeonato italiano. Não houve mudança na postura bianconera ao enfrentar os comandados de Nunu Espírito Santo. Uma postura gelada, firme, de quem não se importou com um belíssimo estádio do Dragão completamente lotado. Com todo o respeito a equipe do Porto, eu esperava mais.

A postura da Juventus pareceu irritar os jogadores do Porto. Alex Telles, lateral esquerdo formado na base do Grêmio, que defende o time Português, foi exemplo. Aos 24 minutos da primeira etapa o lateral brasileiro chegou de forma dura em Cuadrado e levou o cartão amarelo. A jogada seguiu após a cobrança da falta, Liechtsteiner avançava pela direita do ataque bianconero, e Alex Telles veio como uma carreta sem freio, atingindo o suíço. Segundo cartão amarelo e expulsão. Foi um balde de água fria em todo o estádio e nos jogadores do Porto. Neste momento penso em um sórdido Buffon esfregando as mãos, amando o bote que estaria armado.

A partir de então o jogo (que já estava favorável/controlado antes da expulsão) ficou totalmente em prol da Juventus. Não trago muitos números, mas foram 70% de posse de bola, 18 chutes ao gol. Foi uma atuação autoritária, diante de um Porto perdido.

Apesar disso, a Juventus repetiu a dose de maldade e abriu o placar em um momento em que o jogo começava a ficar morno. Pjaca, que entrou no lugar de Cuadrado, recebeu belo passe de Dybala e abriu o placar. Foi o primeiro gol do croata com a camisa bianconera. Dani Alves, que entrou no lugar de Lichsteiner, recebeu ótimo cruzamento de Alex Sandro, batendo cruzado e finalizando o placar da partida. Um 2x0 dificílimo de ser revertido.

Primeiro gol de Pjaca foi logo na Champions League e em cima de Iker Casillas: histórico. Foto: Juventus.com
Destaque para a sólida partida de Giorgio Chiellini. O narigudo voltou em bom momento, espero que não se machuque mais. Khedira esteve, novamente, muito constante tanto defensivamente quanto ofensivamente e, para mim o melhor em campo: Alex Sandro (que homem!) é um tanque de guerra que atua pelo lado esquerdo. Defende bem, ataca bem. Espero que os rumores de sua renovação se confirmem.

É possível que o Porto reverta a vantagem em pelo Juventus Stadium? Óbvio que sim, futebol não é uma ciência exata, mas cá entre nós, será muito difícil. A Juventus não é dos times que se encantam com os resultados, pelo contrário. Somos céticos. Sabemos que o trabalho precisa ser bem feito. Precisa levar o jogo de volta contra o Porto a sério, pois caso haja algum resultado que seja derrota (não necessariamente uma desclassificação) não é algo positivo. Sabemos que estamos apenas nas oitavas e que nosso foco é a final.

Uma grande vitória, com uma grande atuação, após momentos difíceis com o caso Bonucci-Allegri. Melhor que a encomenda e todos os méritos aos jogadores, comissão técnica e diretoria.

Fino alla fine, FORZA JUVENTUS!

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