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Godoy Cruz-Arg 1 x 1 Galo - Foi ruim, mas tá bom

Um empate na estreia da Libertadores da América, jogando na Argentina é sempre um bom resultado, certo? Nem sempre. Poucas coisas me irritam mais na vida do que a falta de postura do Galo em jogos fora de casa e infelizmente me parece que isto já se tornou, de certa forma, “Institucional”. Em 39 anos de vida eu me lembro de ver o Galo realmente forte e decisivo fora de casa em poucas campanhas. Puxando pela memória, rapidamente, lembro-me durante a Copa União de 87 e na primeira fase e oitavas de final da Libertadores de 2013.

Fonte: Gazetta Esportiva
Que a nossa torcida é diferenciada e dá um incentivo a mais ao time isto não se discute, ocorre que nos últimos anos temos tido elencos reconhecidamente fortes, renomados e quase nunca justificamos este status nas partidas realizadas fora de casa. Inclusive esta ausência de equilíbrio em nossas campanhas nos fez deixar de ganhar mais títulos e transformou os que vencemos em verdadeiras sagas épicas. As campanhas da Libertadores, a partir das quartas de final, e Copa do Brasil falam por si. Se dentro do Horto o ritmo do time é acelerado e o aproveitamento é muito bom, fora de MG a coisa muda de figura e nesta quarta-feira não foi diferente.

Abri este texto com um “jargão” comum entre boleirada tupiniquim, empate na Argentina, especialmente em estreia de Libertadores, é um baita resultado. Isto, como tudo na vida, tem que ser relativizado e bem analisado por nós. Existem empates e empates. O cenário de ontem, adversário iniciando a temporada, estádio relativamente vazio e um juiz imparcial era o ideal para os três pontos. E convenhamos que para empatar com o Godoy Cruz não precisa gastar para ter um dos três elencos mais caros do torneio. Tenho todo o respeito pela equipe de Mendoza, mas ela não faz parte da prateleira de cima e nem a do meio do futebol argentino.

O Galo foi a campo com Giovanni, Rocha, Gabriel, L.Silva, Fábio Santos, Carioca, Elias, Otero e Danilo, com Robinho e Fred a frente. Novamente o 4-4-1-1. Contudo diferente de outras ocasiões, a organização entre linhas não aconteceu, deixando vazios nas costas dos laterais, principalmente de Fábio Santos que não se entendeu com Danilo. Ofensivamente a falta de um meia provocou certa desorganização, algo que a diretoria terá que ver em algum momento.

Fonte: Diário Lance
Na partida de hoje vi mais uma vez um Galo protocolar, preguiçoso e desorganizado na sua defesa. Entra ano e sai ano, entra e sai treinador e esta postura nas partidas fora de casa não muda! O golzinho besta sofrido no começo do jogo é quase que uma marca registrada nossa, assim como as bobagens e desatenções do sistema defensivo. Fora uma cabeçada do Leonardo Silva, o Galo não levou perigo algum para o goleiro Rey e empurrou o primeiro tempo, de forma irresponsável, com a barriga. Como disse antes, esta foi a primeira partida oficial do Godoy Cruz em 2017 e enquanto a equipe deles teve fôlego nos deu um trabalho absurdo! Fosse o time de Mendoza um pouco mais qualificado, sairíamos no intervalo com uns três gols na sacola e menos três pontos na classificação.

No intervalo parece que o Roger acertou um pouco a casa alvinegra e o cansaço bateu no time argentino. Durante o segundo tempo, conseguimos tocar um pouco melhor a bola e o empate ainda na primeira metade dos 45 minutos finais deu ao Galo maior tranquilidade, contudo faltou ambição e organização para buscar a vitória. A expulsão do defensor Ortiz veio tarde e acabamos por arrecadar apenas um ponto nesta primeira partida do torneio continental.

Fonte: Portal Super Esportes
Gostaria de finalizar este texto com uma observação que eu já deveria ter feito em postagens anteriores. Não sou do tipo de torcedor que pega no pé de um determinado jogador, mas precisamos conversar sobre o Fábio Santos. Não sei o que aconteceu de dezembro para cá, mas nosso lateral esquerdo tem acumulado partidas muito abaixo de sua já comprovada capacidade técnica. Se a segurança na marcação e competência no apoio foram destaques positivos no returno do Brasileirão 2016, neste ano elas não apareceram. Tenho percebido um Fábio Santos pouco interessado em marcar e extremamente preocupado em dar às suas jogadas ofensivas um “acabamento” exagerado e incompatível com a sua real qualidade. Na partida de hoje, foi pelo lado esquerdo de nossa defesa que o Godoy Cruz criou 90% de suas jogadas ofensivas. Depois daquela convocação do Tite a coisa desandou… Roger tem que corrigir isto, sob pena de termos problemas ao longo da temporada.

Fonte: Portal Superesportes
Foi um resultado aquém dos nossos investimentos e pretensões, mas que não é de todo ruim pela forma como o Galo permitiu que o jogo se desenrolasse e pelo empate na outra partida do grupo entre Sport Boys Warnes e Libertad. Na próxima rodada, no dia 13/04, daqui mais de um mês, receberemos o Sport Boys e não é aceitável um outro resultado que não a vitória e de preferência com um futebol mais organizado e comprometido. Qualquer outro postulante ao título que tenha visto o jogo de hoje e não conheça o real potencial do Galo pode ter esboçado um sorrisinho e esfregado as mãos. A partir da próxima rodada é a hora do Galo mostrar sua força e firmar o pé como favorito ao título. Que as apresentações do time sejam coerentes com o discurso que os jogadores colocam em suas entrevistas. Assumem-se o favoritismo que tenham postura de favoritos.

Galo sempre!

Um comentário:

  1. A postura do Atlético, não combina com o time, com a história e nem com a torcida. Queremos o Galo Doido de volta! Correndo e dando sangue. Lá do esquerdo não funcionou. Fábio Santos péssimo, Danilo e nem mesmo o Gabriel. Espero muito mais do Galo, para os próximos desafios. Abraços.

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