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Resumo da péssima temporada do West Ham

Com o encerramento da temporada no dia 21 para o West Ham, que enfrenta o Burnley no Turf Moor, acabará um pesadelo, que no início era um sonho de estar nessa altura do campeonato brigando por uma vaga na Champions League ou na final da Copa da Inglaterra. Vou escrever um breve resumo da péssima temporada dos Hammers e três motivos.

1 - Falta de planejamento nas contratações: Como eu já disse anteriormente faltou ao David Sullivan e ao David Gold culhão para a contratação de alguém de peso. Contrataram jogadores em fim de contrato que não acrescentaram em nada (Havard Nordtveit, Sofiane Feghouli, Arbeloa), jogadores que vieram por empréstimo e não vão ficar (Gokhan Tore, Jonathan Calleri) e jogadores que foram contratados por um bom dinheiro e não renderam o esperado (André Ayew e Robert Snodgrass). Precisa acertar nas contratações da próxima temporada.

2 - Mudança do Boleyn Ground pro Estádio Olímpico: Para mim, o principal fator de todo essa temporada ruim do clube. O Upton Park era um caldeirão, nós no antigo estádio acanhado fazíamos belas partidas, e botávamos uma pressão enorme nos adversários. Agora, no Olímpico de Londres, é um estádio grande, sem aproximação dos torcedores com o campo, e que não fazem um caldeirão, perdendo aquele clima e atmosfera.

3 - Rendimento dos jogadores: O rendimento dos jogadores da temporada 15/16 para a 16/17 caiu de algo inesperado. Bons jogadores tiveram rendimentos abaixo do nível e com estilo de jogo pragmático. Bem verdade que somos muito refém do Dimitri Payet - conhecido como Judas -, que era o motorzinho do time. Quando ele estava ainda aqui, o rendimento dele caiu e consequentemente o time também. O nosso time tinha nível para chegar a Liga Europa, porém, o rendimento decaiu demais, de jogadores como Reid, Cresswell, Noble, Ádrian, Sakho, entre outros.

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Jogadores conversando na estreia da Premier League, contra o Chelsea (Fonte: Yibada)
Agora, um resumo das quatro competições que disputamos na temporada.

Liga Europa: Primeira competição oficial que o WHU disputou, começou perdendo de 2x1 para o NK Domzale, da Eslovênia, em Ljubljana. No segundo jogo, no Olímpico de Londres, vitória dos Hammers por 3x0 e qualificando-se para a última rodada de playoffs. E conseguimos perder, para o Astra Giurgiu da Romênia. Empate em 1x1 na Romênia e 0x1 na Inglaterra. Foi um vexame.

Copa da Inglaterra: Em jogo único, tomamos 0x5 para o Manchester City no Estádio Olímpico de Londres e fomos eliminados precocemente.

Copa da Liga Inglesa: Com uma vitória aos 50 minutos do 2º tempo com gol de Winston Reid sobre o poderoso Accrington Stanley na 3º rodada, passamos para 4ª fase e enfrentamos o Chelsea, e, no melhor jogo da temporada disparada, 2 a 1 com absoluto controle no Olímpico de Londres. Passamos e enfrentamos o Manchester United no Old Trafford, tomamos 4 a 1 e fomos eliminados.

Premier League: Faltando um jogo para terminar a PL, estamos em 12º com 42 pontos, podendo chegar até o 9º lugar, ultrapassando Leicester City, Bounermouth e West Bromwich Albion, porém, a missão é complicada, tendo que tirar 11 gols de saldo. Não foi o ano que nós torcedores esperávamos, e foi bem complicado sofrer derrotas para o Watford em casa, Southampton, empatar com o Middlesbrough e perder pontos para o lanterna Sunderland. Que a temporada 2017/2018 seja excelente para os Hammers.

DESTAQUES POSITIVOS E NEGATIVOS NA TEMPORADA

Edimilson Fernandes: Grata surpresa vindo do FC Sion, o jovem suíço é volante de origem, porém, já jogou na lateral e atuando como meia atacante. Com seu bom vigor físico e agilidade, o jogador foi uma bela surpresa e só tende a evoluir.

Manuel Lanzini: O melhor jogador da temporada, junto com Antonio. O meia argentino ex-Fluminense e River Plate teve participações decisivas na maioria dos jogos que obteve vitória, e foi fundamental para os Hammers logo depois da saída do francês Payet. O meia-atacante, já sondado por Everton e Liverpool, teve uma bela evolução e seu destaque é sua visão.

Michail Antonio: O melhor pior jogador do mundo. Desengonçado às vezes, foi o artilheiro da equipe na temporada e foi fundamental por assegurar a permanência dos Hammers na elite. Forte e alto, ele de origem é meia-direita, e já jogou na lateral e centroavante. Mas sua melhor fase foi no ataque, quando marcou vários gols e foi chamado para representar a Inglaterra na Eurocopa

Gokhan Tore: Emprestado pelo Besiktas, o meia-direito vinha como um dos destaques do time turco e do campeonato local. Porém, não se adaptou, e recebeu pouquíssimas chances com seu ex-treinador há algumas temporadas no Besiktas e vai voltar para Turquia sem brilhar.

Diafra Sakho: Um dos melhores jogadores há duas temporadas, foi prejudicado muito por indisciplina e viveu muito tempo com lesões. Não repetiu a temporada 2014-2015 e 2015-2016 que se credenciou como um dos melhores atacantes do plantel. Precisa se impor para conquistar a vaga de atacante.

André Ayew: Contratado com status de titular, o ganês filho do maior jogador do seu país, Abedi Pelé, não rendeu as expectativas trazidas em torno do seu futebol apresentado pelo Swansea City. Precisa mostrar uma evolução na pré-temporada para credenciar o seu futebol dos tempos do time galês.

Jonathan Calleri: O argentino com boa passagem pelo Boca Juniors e São Paulo não se adaptou ao futebol inglês. Com um gol marcado na Premier League contra o Middlesbrough, o artilheiro da última Libertadores recebeu poucas oportunidades no início da temporada, mas no final, com lesões de Andy Carroll e Michail Antonio, recebeu e não aproveitou. Deve sair, muito se especula uma volta ao São Paulo ou ir para o Las Palmas.

CURTINHA: O goleiro Ádrian renovou seu contrato até 30 de junho de 2019.

Um resumo grande sobre a temporada, e que na próxima possamos ser um time com mais raça e com mais amor à camisa. COYI!!!

Por: Guilherme Pacheco / @PachGuilherme

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