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O clube mais roubado do Brasil parou o líder, mesmo sendo roubado outra vez

Alguns dias atrás, torcedores opositores a Petraglia, condenaram meus textos por apontarem erros de arbitragem em todos os jogos. Eu avisava que somos o clube mais roubado do Brasil, eles escreviam todo tipo de asneira, mostrando sua torcida contra o Atlético, dizendo que era uma mentira absurda e que meus textos visavam apenas justificar o mau futebol. Oras pessoal uma coisa é jogar mal, outra é ser descaradamente roubado. Mas para desespero dos torcedores iludidos e anti atleticanos, no último final de semana, a própria CBF admitiu que o Atlético Paranaense é o clube do Brasil mais prejudicado pelas arbitragens em 2017, em outras palavras “roubado”.

Contra fatos não há argumentos, até os cegos enxergam isso, apenas aqueles que têm interesses secundários é que minimizam o problema em proveito próprio. E para esses nada presta no clube. Imagino então, que tipo de planejamento teria esse pessoal para o Atlético, afinal no tempo que estiveram “lá”, com a promessa de “mais chuteiras”, levaram o clube a uma dívida monstruosa e para a segunda divisão. A CBF que tome providências, pois enquanto apontava o Atlético como o mais prejudicado, indicava o Corinthians como o mais beneficiado.

Mas e o jogo contra o Corinthians? O Furacão entrou em campo buscando acerto na ordem tática. Era visível a busca pelo entrosamento no novo sistema de jogo, portanto foi até normal alguma pressão no primeiro tempo, visto que o Atlético vinha de resultados desastrosos, jogava contra o líder Corinthians, diante de 40 mil pessoas contra e no estádio deles. Alguns dirão que Kelly dirigiu a equipe e eu direi óbvio, mas a mão do treinador já estava no futebol dos jogadores, Kelly fez apenas cumprir as ordens que lhe foram direcionadas.

Foto: Marco Oliveira / Site Oficial
Nas jogadas do ataque adversário não se via o amontoado de sete jogadores na área, um atrapalhando o outro e dando espaços. Quatro ou cinco jogadores faziam a “segurança” dentro da área, os outros se deslocavam e ocupavam espaços não permitindo a chegada dos rápidos atacantes Corinthianos. Por todo o clima a favor, o Corinthians iniciou o jogo dominando o Furacão, ou achava que dominava, pois quando o Atlético roubava a bola conseguia permanecer com ela, trabalhava com poucos erros de passes e assim o esquema fluía melhor. Lembram que escrevi que nosso esquema só funciona sem erros de passes e em ritmo de futebol europeu? Eis a prova.

Até os 25’ houve equilíbrio nas ações o que obviamente surpreendeu a todos, inclusive nós Atleticanos, o futebol era tático, mas era bonito, bem jogado, bem tocado. Como não encontrava espaços o Corinthians passou a arriscar chutes de longe. Aos 26’ com Marquinhos Gabriel, Weverton defendeu. Um minuto após, Jadson, a bola passou perto. Aos 34’ Gabriel arrematou para boa defesa de Weverton. O perigo rondava o gol do Furacão e nos perguntávamos até quando o time suportaria.

Nada disso meu amigo. Aos 37’ Jonathan escreveu uma obra prima do Brasileirão 2017, uma pintura a la Messi. Pegou a bola na direita, enfileirou quatro “gaviõezinhos” com dribles desconcertantes e colocou na “caixa”. Um gol de placa que levantou a torcida do Furacão pelo Brasil. Um golaço dentro do ninho do Gavião para dar moral a equipe. Mas o Corinthians estava vivo e logo aos 41’ em uma falha de marcação do Furacão quase marcou, Weverton defendeu e Jonathan tirou para escanteio.

Foto: Marco Oliveira / Site Oficia
44’ e Jô aproveitaram o vacilo de Sidcley, que ao invés de acompanhar a bola, parou na jogada. O jogador Corinthiano aproveitou a bobeira e empurrou para o gol. A tendência seria o Corinthians voltar para o abafa no segundo tempo. Foi o que aconteceu e logo aos 5’ Jô marcou o segundo do Corinthians, após bela troca de passes do time alvinegro. Não vou tirar o mérito do gol Corinthiano, pois a maioria dos passes foi de primeira pegando a marcação do Furacão desprevenida.

Era uma ducha fria nos ânimos dos torcedores e jogadores rubro-negros, pois a partida era muito boa e o Furacão não deixava a desejar. Mas sabe aquele cheirinho de que “dá para empatar, dá para virar”? É, ele estava no ar! O Furacão não se entregou, não se abalou, colocou a bola no chão na batuta de Lucho Gonzales (eleito na semana entre os dois melhores jogadores estrangeiros no país) e foi para cima. Que alegria ver o time atacando o líder na casa deles.

Aos 13’ Coutinho arriscou, mas a bola foi longe. Aos 15’ o Corinthians chegou com perigo. Aos 19’ foi a vez do Furacão que por pouco não marcou. Jogo cá e lá. Aos 20’ a bola sobrou na marca do pênalti para Coutinho que desperdiçou a melhor chance do segundo tempo até então de empatar. Perdeu gol imperdível. Amadurecia o empate. Aos 24’ Coutinho tentou de cabeça e Cássio segurou. Era o Furacão dando pressão. Aos 25’ Sidcley cruzou para Pablo que tocou para trás de calcanhar, Lucho foi travado na hora do chute.

Foto: Marco Oliveira / Site Oficial
Aos 29’ veio o lance que originou toda a reclamação da torcida. Jonathan fez bela jogada pela direita, entra na área e no instante que vai dar mais um drible tem seu pé nitidamente pisado por Moisés que foi apenas no corpo do lateral Atleticano. Pênalti claríssimo que o Brasil todo viu, mas só Sandro Meira Ricci fez de conta que não. Um absurdo. O Furacão era melhor, fazia por merecer o empate. Só aos 34’ o Corinthians chegou com Jadson arriscando um chute com algum perigo.

Aos 36’ a justiça era estabelecida no marcador. Otávio recebeu no meio, avançou e bateu de fora, a bola desviou na cabeça de Balbuena e enganou Cássio, morrendo no fundo das redes. Festa total da nação Atleticana. Aqueles que esperavam que o Furacão tomaria um vareio se enganaram. E o Atlético merecia virar o jogo, visto as chances, o gol de empate, o pênalti não marcado. Sidcley aos 38’ arriscou de longe, Cássio se esticou todo para evitar o terceiro do Furacão. Quem diria! Nada está perdido! Furacão ressurgindo das cinzas!

O Corinthians parecia totalmente dominado, mas aos 40’ em uma bobeira de Sidcley, ganharam de presente um contra-ataque. Jô recebeu na frente batendo na saída de Weverton que defendeu. Jô ainda aproveitou o rebote, mas a bola passou em frente ao gol do Atlético. Quase o desempate Corinthiano. Com o presente o gavião acordou. Aos 41’ em cruzamento de Fagner quase Paulinho marca, a bola passou entre as pernas de Weverton e rente à trave. Abafado e Furacão recuado. Aos 43’ defesa de Weverton.

Aos 46’ Wanderson deu uma furada fenomenal na frente de Jô, mas o zagueiro rubro-negro se recuperou e cortou para escanteio. Susto para gelar a alma. Mas não demorou para o apito final. Tirando novamente a arbitragem que influenciou diretamente no placar, um grande jogo do começo ao fim. Furacão bem postado, com menos erros de passes dos jogos anteriores. Um ataque mais consistente e que conseguiu fazer dois gols na casa do Corinthians líder e que não havia sofrido nenhum gol nos últimos sete jogos pelo Brasileirão. Esperanças renovadas!

Em tempo: Tirinhas valiosas

Deixem o homem trabalhar. Em sua chegada na semana passada, o novo técnico do Atlético só não foi chamado de santo, inclusive a diretoria do Furacão. Muitos “torcedores” morderam literalmente as línguas. O cara entende do esquema, trabalhou muito bem a parte tática do time, que alternava, quando na necessidade, do 4-1-4-1 para o 4-3-3. No segundo tempo isso ficou mais claro. Com a troca de passes funcionando adequadamente o Furacão acuava o Corinthians, tanto que empatou e poderia ter virado. Não foi por acaso que os jornais espanhóis deram atenção especial para a nova contratação do Atlético Paranaense.

Próxima quarta às 21 horas, é hora da torcida responder e apoiar a nova fase. São dois jogos em nossos domínios e tempo para se arrumar e dar mais consistência ao time. Poderemos ter mais alegrias. E digo a vocês, o elenco bem encaixado nessa nova forma de jogar, o Furacão poderá sim surpreender o Grêmio na Copa do Brasil. Quem viver verá! Não acabou ainda não, vamos acreditar!

Por: Robson Izzy Rock @Robson_IzzyRock

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