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A força do querer... No futebol moderno

Os senhores dos campos são os €uros (foto: BlitzQuotidiano.it)

Em uma Era onde o Deus Dinheiro manda e desmanda em praticamente tudo e todos no esporte bretão, quando nem tudo é meramente finanças, críticas também acontecem a todos os envolvidos, tendo cada um o seu modus operandi... Clubismo, elemento intenso e ativo nas análises. Jogador sai, jogador fica, quer sair, quer ficar. Quanto custa? Quanto vale? Confuso né? O mercado é uma novela. Vamos desmembrar as tramas e diferentes formas de ações de forma imparcial e entender as partes.

Nos capítulos anteriores da trama real, vimos Daniel Alves deixar a Juventus gratuitamente, exercendo sua vontade de forma que sim, surpreendeu a diretoria mas que entendeu ser melhor a sua saída até por custos e por influência num vestiário caso ficasse contra sua vontade. Iria pro Manchester City de Guardiola, seu amigo, seu "parça". Não rolou, PSG foi o destino e dizem que mais de "12 milhões de motivos brutos" por fazê-lo, esse é um modo de conduta; Bonucci teve propostas melhores mas queria ficar na Itália e o fez para a única que podia pagar, foi o zagueiro mais caro dos transferidos com mais de 30 anos, Milan e súbito capitão, outra forma de agir, todos felizes neste caso. França e Itália em formas diferentes.

Já na Inglaterra e Alemanha os casos de agora são Coutinho e Dembélé que entre seus "aparentes" desejos de ir para a Catalunha em blaugrana, clubes firmes em não permitir-se girar o braço (Liverpool) e com ressalvas pra vender apenas a seus valores (Dortmund), afinal, para os clubes o custo do atleta é X, mas seus valores para os times são ainda maiores. Essa é uma tendência forçada pelos jogadores: Não ter jogadores descontentes no clube, fica quem quer, quem quer sair que respeite acordos e que seja pago o valor entendido entre todas as partes como justo e que se aceite a decisão do clube que cederia eventualmente o jogador até pra evitar acusações de aliciamento (Barcelona, Atletico de Madrid e Real Madrid já tiveram problemas com aliciamento de pé de obra).

A forma de agir da Juventus por exemplo é polêmica, quem quer pode sair, a torcida é de fato descontente com essa forma de agir, mas como questionar quem venceu e vence a tantos anos no país? E isso não se aplica apenas a saídas. A diretoria trabalhou com intermediários durante meses por Bernardeschi até trazê-lo da Fiorentina onde briga entre diretorias vão muito além dos estádios, agora não consegue trazer Spinazzola da Atalanta um jogador que já é da Juve nos direitos federativos mas não nos esportivos já que o empréstimo assinado vai até junho de 2018 e o diretor Marotta disse nesta terça-feira que jogador não virá se a Atalanta não quiser, e basta. Manter um jogador contra sua vontade e deixá-lo vendo o campo apenas das tribunas durante um ano, por quê? Que os atletas respeitem suas palavras e assinaturas. A moda do ano é apresentar atestados médicos para faltar treinamentos enquanto negociação está na fase mais viva, o que não é justo e imoral caso seja feito com o intuito de meramente causar uma desfeita, claro que isso depende se presidentes e diretores do clube sabem ou não ou se a briga é mais midiática do que real (vide Keita-Lazio, jogador quer sair, mas presidente Lotito que era opositor ferrenho agora empurrou decisão para diretor porque sabe que não é interessante tê-lo por um ano fora até o contrato vencer, ainda mais que o senegalês não está totalmente errado em suas queixas por conta de acordos verbais). 

Todas as partes precisam ser mais equânimes e impôr respeito por decisões pessoais (certas ou erradas), respeitando contratos e palavras ditas no fio do bigode, mesmo nessa Era de novelas e tramas via mídias sociais: Para o bem de todos, sobretudo dos torcedores que estão vendo seus ídolos de curtos ou longos períodos cada vez menos plantados em lugares onde são queridos em busca por vezes apenas da maior religião do planeta bola, o dinheiro.

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