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Furacão Five-O: Pra lavar a alma e o corpo inteiro e queimar a língua

Após a vitória sobre o Vasco no Rio, fomos esperançosos por uma vitória contra o Avaí, até para termos certeza de que o time está no caminho definitivo da recuperação. Sem a presença da bateria da Fanáticos, pudemos ouvir mais vozes ecoando pela Arena que de costume, o que deu um brilho ainda maior ao estádio. Uma noite em que fomos surpreendidos de muitas formas. Em virtude de um acidente que engarrafou o transito cheguei atrasado e não pude acompanhar os primeiros 10 minutos, logo não comentarei essa parte. 

Na busca pela escalação, vi Guilherme em campo e claro, ele foi meu primeiro alvo de comentário negativo, mas mal sabia eu que ele seria também a minha primeira queimada de língua da noite. Mas quando queimamos a língua pelo lado positivo, tudo bem, nada de raiva não, só alegrias. Logo de cara também fiquei sabendo que o Avaí havia perdido grande chance de marcar. Não vi, não posso falar. Mas o time que estava em campo jogava bem, embora Guilherme não estivesse bem, ou meio que tentando se achar. 

Pavez novamente jogava brilhantemente e para o time com passes perfeitos, cortes sem faltas, e arrisco dizer, não deixará saudades de Otávio. Wanderson se destacava na zaga e muito mais que o general. Lucas Fernandes partia para cima dos defensores do Avaí sem medo e Nikão... Ah esse Nikão, quando coloca o coração no bico da chuteira, joga tudo e mais um pouco. Era visível que a armadilha para o Avaí estava armada, o preocupante era saber se o Avaí cairia e quanto tempo isso levaria. Precisávamos de um golzinho para aliviar a pressão. 

Foto: Fabio Wosniak / Site Oficial
E logo vi bela troca de passes com chute de Lucas Fernandes, passou perto. O jogo era bom, melhor do que imaginei que seria. Embora poucas chances, o Furacão tocava bem e dominava com estilo, com toque pra frente, sem recuar em demasia, era um jogo consciente de quem preparava o bote. Aos 25´ Nikão bateu falta com perfeição, mas Douglas defendeu. O Furacão tinha mais posse de bola, lembrei jogos anteriores, muita posse e nada de gol. 31´ Lucas Fernandes recebeu presentão na área, faltou tranquilidade para marcar.

Aos 34´ queimei a língua pela primeira vez. Rossetto cobra mal uma falta, mas quis o destino que a bola rebatesse e sobrasse nos pés de Guilherme, para levantar a torcida, para fazer a festa na Baixada, para tirar o "zero" do placar. Guilherme, aquele que não vinha bem no jogo e que eu sacaria fácil, queimou minha língua e provou ali que Fabiano estava certo e eu errado. Detalhe interessante sobre membros da Torcida Organizada que após o gol, ao invés de apenas vibrar pelo gol, começaram a xingar a Diretoria, acabaram tomando uma sonora vaia do estádio.

Cuidadoso atrás o time administrou até o fim do primeiro tempo. Antes do fim, Fabrício entrou no lugar de Sidcley e logo no primeiro lançamento para a área aplaudi o lateral. Esse sabe cruzar! Segundo tempo e o Avaí começou a arriscar chutes de longa distância com perigo. A torcida sem bateria, compensava na voz e estava bonito de se ver e ouvir, porque se de um lado os representantes da Organizada incentivavam e as vezes pisavam na bola com xingamentos e até com seus cantos meio fora de ritmo, de outro o setor GV dava uma aula de como cantar e incentivar o time e incendiavam o estádio.

Foto: Fabio Wosniak / Site Oficial
Aos 9´ o Avaí já mostrava que estava vivo e em um chute de Pedro castro, weverton teve que se esforçar para defender. Enquanto isso, algumas peças já se sobressaiam no jogo. Cascardo finalmente jogando uma boa partida e claro, Lucas Fernandes ajudou muito na subida de produção do garoto. Guilherme voltou para o segundo tempo comendo a bola e queimava definitivamente minha língua.

Aos 10´ Cascardo bateu com força e consciência de fora, Douglas deu rebote e Guilherme não perdoou e colocou a segunda bola do Atlético lá dentro da cidadela de Douglas que nada pode fazer e teve que buscar lá no fundo do baú. (Saudoso Lombardi Jr, saudades eternas do melhor narrador esportivo que viveu no sul). Alívio! Era o desafogo que necessitávamos para controlar o jogo e eu havia dito no intervalo ao meu filho: “Se fizer o segundo, arrebenta a porteira e faz mais, escreva aí”. Dito e feito! Enquanto isso após o gol, membros da Organizada vaiaram e xingaram a Diretoria e novamente foram vaiados.

Ainda comemorávamos o segundo gol, quando Nikão deitou e rolou na área do Avaí, chutou cruzado e o lateral esquerdo Capa se atrapalhou e marcou contra. 3x0. Nesse instante, todos os anti Atlético pegaram seus lenços e começaram a chorar. Aqueles que tinham por costume reclamar de tudo, se afogavam nas próprias lágrimas, era um massacre para o coração deles, mas não de nós verdadeiros Atleticanos que estávamos eufóricos. Alegria, alegria, alegria do meu povão Rubro Negro, estremecendo aquele gigante de concreto armado. 

Trabalho cortesia: Furacão no Face / Rock Facebook
Enquanto isso, após o gol, os membros da Organizada vaiaram e xingaram a Diretoria e novamente levaram sonora vaia. Aos 20´ Ederson entrou no lugar de Ribamar que saiu aplaudido. Riba foi bem. mas passou meio apagado no jogo em virtude das belas atuações de Lucas Fernandes, Guilherme, Rossetto, Pavez e Nikão. Fabricio jogava seguro e sem dar sustos. O time estava quase entrosado em campo, era bola de pé para pé, toques conscientes, raríssimos erros de passes. Dava gosto de ver e sabíamos que o quarto gol era questão de tempo. 

O Atlético cedia campo ao Avaí e preparava nova investida que não demorou muito. Antes dessa investida, eu iria queimar a língua novamente. E foi a entrada de Eduardo Henrique no lugar de Rossetto. Confesso, disse cobras e lagartos, mas também confesso que a substituição foi perfeita. Aos 25´ Guilherme que já havia marcado dois, dá uma assistência fenomenal para o Eduardo Henrique fazer o quarto gol Rubro Negro. Para queimar minha língua novamente. Claro que sem tristeza. Eu estava errado e fiquei feliz por isso. 

Enquanto isso, após o gol, os membros da Organizada vaiaram e xingaram a Diretoria outra vez e levaram uma vaia ensurdecedora para calarem de vez e só ficarem nos cânticos de apoio ao time. Daí em diante só se ouvia apoio e o pessoal da GV ensinando "aqueles" a torcerem para o Atlético e não por eles mesmos. Fenomenal. Querem vaiar e xingar? Vaiem e xinguem no final do jogo. O Atleticano demonstrou que não necessita de nada para torcer e cantar e o estádio inteiro incentivou e cantou, até mesmo os senhores de idade que convenhamos, não tem mais pique para isso, se juntaram no apoio.

Foto: Fabio Wosniak / Site Oficial
Aos 32` Ederson fez um cruzamento milimétrico na cabeça de Eduardo Henrique que marcou o quinto. 5x0. A maior goleada do Brasileirão até o momento. Uma goleada saborosa, gostosa de ver, aplaudir e com o time jogando muita bola. Claro que o Avaí não é um esquadrão ao tipo dos líderes, mas com certeza não é um time a ser menosprezado, até por alguns resultados expressivos que alcançou no campeonato. A goleada deve ser valorizada e muito, pois dá um novo ânimo ao time e a torcida. 

Os últimos 15 minutos serviram para a torcida gritar Olé, cantar, vibrar, se abraçar, lavar a alma e saber que com apoio irrestrito dela, o Furacão passa por cima de qualquer time. Não necessitou adereços, bateria, faixas para sentirmos a Baixada um verdadeiro Caldeirão como há muito tempo não se via. Parabéns ao pessoal da GV que foi um show à parte. Parabéns a todos os verdadeiros Atleticanos que cantaram vibraram e mostraram que o Atlético precisa mesmo é de nossas vozes e não de vandalismos.

Em tempo: Tirinhas valiosas

Uma vitória fantástica contra o Avaí. Mas está tudo bem? Não para os “revoltadinhos” com a Diretoria que amanheceram enviando recados e ameaças a este colunista e a pessoas que não concordam com vaias, protestos exagerados, depredações, vandalismos, ofensas e tudo que seja em favor da prática do Anti Atleticanismo imposto por eles. Tudo feito pelas redes em privado e em público. E são ameaças de todos os tipos que o leitor possa imaginar. Cuidado! Esse tipo de individuo inescrupuloso pode estar sentado ao seu lado. Se estiver xingando em excesso tenha certeza, faz parte do exército do mal que conspira contra os verdadeiros Atleticanos.

O desespero pelo retorno do Furacão aos bons resultados, deixou muita gente irada e indignada. Definitivamente perderam a noção do ridículo e claro da sexualidade, pois ameaçam sem mostrarem as caras. Para mostrar a cara, para dar a cara para bater, tem que ser macho, ameaçar anonimamente até uma pulga faz. A revolta das “poderosas” acontece por verem o torcedor tomando o partido do Atlético, pelo Atlético, contra politicagens diversas. Aviso: Não adianta ameaçar, não nos calarão jamais. 

A verdade deve ser dita e esfregada na cara daqueles que só repercutem mentiras e coisas negativas. “Atleticano de verdade mostra sua força” e sou Atleticano verdadeiro e não manipulado por políticos que tem interesses secundários no Atlético e por isso mesmo bato palmas para o DIF. Ninguém irá aplaudir agora? Desceram lenha nos profissionais e agora? Não irão elogiar os acertos? Que contratação fenomenal essa do Pavez, que bela contratação essa do Ribamar e ainda é cedo para falar, mas Fabrício pode surpreender. Aplausos para o DIF.

A nova camisa do Atlético é um espetáculo. A nova camisa do Weverton sensacional. Mas claro que na falta do que reclamar estão reclamando da medalha na camisa. Vai outro recado ao bando de otários que só reclamam das coisas feitas pelo Atlético. Esse titulo do Weverton deve ser lembrado por toda a vida, foi conquistado por um goleiro Atleticano jogando no Atlético e é o primeiro título olímpico da seleção. Vocês sabem o que significa a estrela amarela na camisa do Grêmio? Vocês achavam que era do Brasileirão? Tem haver com o título de um jogador em especial. Vão estudar e ver que grandes clubes valorizam as grandes conquistas de seus atletas.

Por: Robson Izzy Rock @Robson_IzzyRock

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