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Muito além de Neymar e PSG: tudo sobre a Ligue 1 mais badalada dos últimos tempos

A espera está próxima do fim! Após muita ansiedade, os amantes do futebol europeu logo poderão, oficialmente, matar a saudade dos seus respectivos clubes, que voltam à campo em breve, para mais uma temporada. As fases preliminares da Champions League já começaram, mas o retorno das principais ligas europeias, é que marca o retorno dos maiores clubes do velho continente. Pesando nisso, o Linha de Fundo preparou uma série de guias das grandes ligas europeias, trazendo todas informações: time por time, liga por liga. 



Por: Higor Leonardo, Marcelo Júnior e Gabriel Dufliyer

E uma das ligas mais aguardadas é a Ligue 1. Embora muitos a considerem uma liga de nível baixo em comparação as principais ligas europeias, os clubes franceses tem papel importante para as outras sejam tão prestigiadas, sempre revelando diversos jogadores à nível mundial. Tais como James Rodríguez, Eden Hazard, Pierre Aubameyang, Karim Benzema, só para citar os exemplos mais recentes, passaram pela França, antes de se destacarem em outras ligas. No caminho inverso disso, o craque Neymar chega ao futebol francês nesta edição, sendo o principal atrativo para que o campeonato local seja prestigiado.

Assim como nas últimas edições, diversos jogos poderão ser vistos através dos canais ESPN e SporTV, enquanto o site LF traz uma visão diferente: seguindo a metodologia nas nossas colunas "de torcedor para torcedor" com análises pessoais da nossa equipe amante do futebol francês ao longo de 2017/18. Antes disso, lhes apresento este guia mais imparcial, detalhando como chegam os 20 participantes desta edição:

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Angers Sporting Club de I'Ouest

Fundação: 1919
Cidade: Angers França
Mando de jogo: Stade Jean-Bouin
Melhor campanha: 4º colocado (1970/71 e 1973/74)
Temporada 2016: 12º colocado (Ligue 1)

Como um clube tradicionalmente modesto, o Angers tem como principais títulos os dois canecos obtidos na Ligue 2 (1969 e 1976), apesar de também já ter feito duas boas campanhas na primeira divisão. No início da década de 70, o time alcançou duas vezes o 4º lugar, que lhe rendeu participações na Copa da UEFA. De lá pra cá, foram raras e breves as suas passagens pela elite, chegando até a frequentar a 4ª divisão recentemente. Mas a partir de mudanças administrativas, o clube recuperou seu espaço no cenário nacional, conseguiu o acesso na temporada 2014/15 e retornou à competição mais importante da França, quebrando um jejum de 21 anos sem disputa-la.

Issa Cissokho a marqué contre son camp en toute fin de match.
Chegar à final da Coupe de France provou definitivamente a ascensão do Angers no futebol francês (Foto: AFP)
Desde então, os les Soïstes vem conseguindo certa instabilidade na elite francesa, à começar pelo surpreendente 9º lugar obtido em 2015/16. Já na edição passada, a equipe comandada por Stéphane Moulin voltou a fazer uma campanha regular para se manter, raramente frequentou a degola e, se não conseguiu repetir o feito de alcançar a parte de cima da tabela, pelo menos voltou a ser protagonista do futebol francês, como há muito tempo não se via, através da Copa da França. Após eliminarem, entre outros adversários de menor relevância, os tradicionais Guingamp e Bordeaux, chegou perto de conquistar o seu primeiro título de grande expressão no território local. Mas, apesar de um "suado" 1 a 0 no Stade France, acabou derrotado para o poderoso PSG.

O ANGERS 2017/18

Essa consistência na elite também foi mérito de elenco bem montado e principalmente fruto de um trabalho tático intenso, com diversos medalhões na faixa central do campo. Nessa janela, a grande preocupação no clube foi como reagiria no mercado, após vencer dois de seus principais homens de frente, por valores consideráveis: Famara Diedhiou e Nicolas Pépé  O segundo especialmente tinha exímia vitalidade dentro das pretensões da equipe, já fazendo parte da Seleção Marfinense, apontado por muitos como um dos pontas mais interessantes do campeonato. 

Já no meio-campo, a não renovação contratual de um dos ícones da torcida, Chaikh N'doye, deixou uma lacuna imensurável no setor. O senegalês era um "motorzinho", chegava à frente, fazia gols e também contribuía nas transições defensivas. Sua reposição teve núcleo baseado numa renovação, tanto em idade quanto no potencial de cada atleta contratado  o versátil Angelo Fulgini que integra as seleções de base da França, rumou ao alvinegro mais simpático do país, tendo algumas sondagens de Lyon e Marseille. É esperado que por característica dê mais técnica ao setor de força física e que tem velocidade para ligar ataques objetivos. 


Lassana Coulibaly foi um dos reforços que chegou ao Angers (Foto: Divulgação/Angers)
Outro nome promissor que chega rodeado de expectativas no clube, é o maliano Lassana Coulibaly, que após bom desempenho na pífia campanha do rebaixado Bastia na última edição, deve figurar como opção viável na função de interior pela direita. No geral, o setor conta com uma mescla interessante: a juventude de Coulibaly, Santamaria e Fulgini, combinada a experiência de Mangani e Capelle.

No ataque mais apostas de jovens talentos: o bom Enzo Crivelli que oferece jogo aéreo forte e sabe jogar de costas, tinha passe ligado ao Bordeaux e, assim como o já citado Coulibaly, vem de uma temporada sólida como expoente de um time limitado que era o Bastia. Pela versatilidade de seu elenco, o Angers trouxe outro atacante com estilo de pivô, trata-se do belga Baptiste Guillaume, que terá disputa acirrada por vaga junto com Crivelli, visando o 4-1-4-1 corriqueiro.

TODAS CHEGADAS E SAÍDAS

Quem chegou: Angelo Fulgini (M, França, ex-Valenciennes), Lassana Coulibaly (M, Mali, ex-Batia), Loïc Puyo (MFrança, ex-Nancy), Wilfried Kanga (A, ex-PSG) e Baptiste Guillayme (A, Bélgica, ex-Lille)

Quem saiu: Issa Cissokho (LESenegalAmiens), Pablo Martinez (LEFrança, Strasbourg), Jamel Saihi (M, Tunísia, free agent), Goran Karanovic (M, Suíçafree agent) e Cheikh N'doye (M, Senegal, Birmingham City)Jonathan Bamba (AFrança, fim de empréstimo  retornou ao Saint-Etienne), Kevin Bérigaud (AFrança, fim de empréstimo - retorna ao Montpellier), Nicolas Pepé (A, Lille), Famara Diedhiou (A, Senegal, Bristol City);

PERSPECTIVAS NA TEMPORADA

Em plena ascensão, o Angers se apresenta pela terceira vez consecutiva na elite francesa com perspectivas de ser coadjuvante, porém com grandes chances de conseguir a sua permanência com certa tranquilidade e, quem sabe, se aproximar das campanhas nas duas últimas edições.

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Amiens Sporting Club Football

Fundação: 06 de outubro de 1901
Cidade: Amiens França
Mando de jogo: Stade de la Licorne
Melhor campanha: Nunca participou
Temporada 2016: Vice-campeão (Ligue 2)

Eis a principal novidade da Ligue 1 2017/18: o Amiens. Apesar de longevo, o time que já alcançou a marca centenária não possui nenhuma participação na elite, tampouco uma grande conquista em sua galeria de troféus. Ao longo da história, a realidade do clube situado no norte da França sempre foi disputar divisões inferiores (há duas temporadas estava na 3ª divisão),  e, até a última temporada, tinha como maior feito obtido a campanha na Coupe de France 2000/01. Naquela oportunidade, chegou até à final para enfrentar coincidentemente outro clube recém-promovido desta edição, o Strasbourg, mas ficou com o vice-campeonato após o revés (derrota por 5-4) nos pênaltis.

Quando a Ligue 1 começar, o time da região da Picardia será mais um a disputar a elite, deixando de ser o único  dentre os 20 participantes desta edição 2017/18  que nunca conseguiu tal feito. Isso só foi possível porquê conseguiu dois acessos consecutivos: da Ligue 3 para a Ligue 2 e da Ligue 2 para a Ligue 1. O último, inclusive, teve mais drama do que normalmente se espera. Apesar da boa campanha no decorrer do campeonato, o time não chegou à última rodada precisando ainda vencer o Reims, fora de casa, para enfim confirmar o acesso. Desta forma, a torcida só pôde comemorar o acesso no último momento, literalmente: o gol da classificação ocorreu aos 96 minutos do último jogo! Confira:

O AMIENS 2017/18

Em sua primeira aparição na elite, o modesto Amiens tentou mesclar a juventude do time que conseguiu o histórico acesso com a experiência de alguns novos contratados. O técnico Christophe Pélissier costuma montar sua equipe dentro do reativo 4-2-3-1, lutando por espaço e explorando o erro do adversário. Na última temporada, o epicentro do sucesso para o time teve contribuição influente da boa dupla central, composta por Guessouma Fofana e Tanguy N'Dombélé  o segundo citado, inclusive, chegou a receber algumas sondagens nessa janela. Outro meio-campista destacável, é o capitão Thomas Monconduit, que atua mais avançado, como um enganche.

Para a zaga, o jovem Prince Gouano  que tem passe ligado a Atalanta e jogou a última temporada no futebol português – chega como um dos elipses do setor no time, que além dele, trouxe outro nome amparado na combinação citada, o experiente Mathieu Bodmer, com passagens por Nice, PSG e Lyon. Além de qualificar o elenco, dá variações táticas a seu comandante, já que exerce funções de um meio-campista também. Junto deles, devem moldar o sistema no miolo o rodado Khaled Adénon e uma promessa da base do clube, Nathan Dekoke, posturante a convocação em seleção de base. As laterais contém dois nomes quase do mesmo nível em ambos os flancos: o recém-contratado Issa Cissokho com o titular da posição, o marroquino Oualid El Hajiam, tendem a formar a direita, enquanto que na esquerda Bakaye Dibassy e Julien Lelsch brigam por vaga.

A faixa central também conta com certa evidência, quatro nomes diversificados lutam por dois espaços no esquema convencional do time: Guessouma Fofana (forte, passador e de boa chegada à frente), Tanguy N'Dombélé (completo, possui passe rápido e agilidade apesar da sua estatura)  e Thomas Monconduit (titular absoluto até por ser o líder do time) também tende a desempenhar outras propriedades. Por fim, Mehdi Talal, a maior joia do Angers, chocou a todos ao deixar o alvinegro e acertar com o Amiens. O último oferece mais armação na zona central, distribuição, porém deve atuar esporadicamente.

Também recém-contratados, Gaël Kakuta e Jean-Luc Dompé Diarra podem ser os expoentes da equipe, caso consigam a permanência. Dompé possui versatilidade, já que por característica arma pelas beiradas, além de gostar da joga individual. Por outro lado, Kakuta é mais um daqueles pontas de muita agilidade, porém pouco inteligência, mesmo assim, pode ser essencial.

TODAS CHEGADAS E SAÍDAS

Quem chegou: Mathieu Bodmer (ZFrançaex-Guingamp), Gaël Kakuta (A, Hebei China Fortune/La Coruna)

Quem saiu: Junior Tallo (ALille)

PERSPECTIVAS


Le Stade de la Licorne d'Amiens où évolue le Racing Club de Lens cette saison.
O Stade de la Licorne é a casa do Amiens (Foto: JB  Autissier)
Tanto pela inexperiência na elite quanto pela fragilidade do elenco, a temporada do Amiens não promete uma enorme dificuldade para a equipe do promissor treinador, enquanto a sua torcida tentará aproveitar o máximo esse momento atípico na história do modesto time francês. A expectativa, até dado momento, é que não consiga nada além que travar um briga dura contra o rebaixamento.

Girondins Bordeaux.pngFootball Club des Girondins de Bordeaux

Fundação: 1881
Cidade: Bordeaux França
Mando de jogo: Matmut Atlantique
Melhor campanha: Campeão (6 títulos)
Temporada 2016/17: 6º colocado (Ligue 1)

Mesmo com a queda de rendimento em viés da crise atual, o Bordeaux segue tendo sua importância no cenário local ao longo dos tempos. Detentor de seis títulos franceses, os Les Girondins levantaram o caneco pela última vez em 2008/09, acabando com um jejum que parecia ser interminável. Além de ser um dos mais tradicionais do país, o Bordeaux é famoso por ser um time copeiro, também tendo história nos primórdios do futebol francês, na criação do campeonato, sendo um dos times fundadores do que conhecemos hoje como Ligue 1.

Na edição passada, o time do sudoeste da França fez uma das melhores campanhas nos últimos anos, terminando na 6ª colocação. O acesso a competições continentais passou muito pela vitalidade de Valentin Vada na faixa central do campo, tendo protagonismo dividido com Malcom, Kamano e Laborde, jovens promessas que juntamente de nomes como Plasil e Pallois (ícones do clube na atualidade, fizeram excelente papel, dando sobrevida para um dos mais tradicionais times da França.


O BORDEAUX 2017/18


Os frutos colhidos pelo Bordeaux na última temporada, é ligado diretamente por uma mudança drástica na filosofia de contratações e gestão do clube. Anteriormente, era corriqueiro vermos o time apostar em veteranos como a chave do sucesso, coisa que em certos momentos até deu certo, porém em temporadas recentes, o Girondins apenas fez figuração no campeonato 
 e por sinal, com elencos mais qualificados do que o atual. Além de uma ideologia diferente na administração do futebol, a proposta de jogo convém com as características dos atletas.


Malcom Bordeaux Nantes (Foto: AFP)
Malcon é só um dos muitos brasileiros do Girodins (Foto: AFP)
Com um mercado agitado, o Bordeaux perdeu alguns nomes importantes, mas fez o que pôde pra manter o nível do seu plantel. Um dos destaque na última temporada, o bom e muito promissor Adam Ounas deixou o clube rumo ao Napoli, por uma boa quantia. Apesar de ser uma grande perda, o lucro obtido em sua transferência foi crucial para a montagem do elenco nesta nova época. Para o seu lugar, o clube não contratou necessariamente num substituto e deve apostar as suas fichas em François Kamano, que também fez uma temporada sólida, além de Malcom que já era figurinha carimbada no time de Jocelyn Gouryennec. 

O investimento feito em Lucas Lerager. O meio-campista dinamarquês, que chega do Zulte Waragem, tem um potencial interessante. O jogador chega para somar num setor que conta com os bons Vada e Plasil. Outro importante jogador que deixou a equipe foi Nicolas Pallois. Capitão da equipe, o zagueiro rumou ao Nantes, onde buscará novos ares. Para o seu lugar, o Bordeaux foi na Rússia buscar Vukasin Jovanovic, zagueiro ex-Zenit e que chega pra ser opção no setor defensivo. 

Youssof Sabaly, que atuou por empréstimo na última temporada, agradou e foi comprado junto ao PSG. O lateral-direito, agora mais ambientado ao clube, tem tudo para evoluir ainda mais. No gol, também há mudanças: Benoit Costil, após seis anos no Stade Rennes, chega para ser titular. O bom goleiro francês vem para assumir a vaga que era de Cédric Carrasso, que deixou o clube, e apesar do grande tempo atuando pelos Girondins, já não era mais o mesmo e sofria bastante com as lesões, além de ter sido preterido em alguns momentos pelo jovem Jerome Prior.

Para o ataque, Alexandre Mendy chega do Guingamp pra ser opção em jogos de menor apelo e fazer sombra para Gaetan Laborde e Diego Rolán após a saída de Jérémy Ménez para o futebol turco.

TODAS CHEGADAS E SAÍDAS

Quem chegou: Benoit Costil (G
França, ex-Rennes); Youssouf Sabaly (LDFrançadefinitivo - PSG), Fréderic Guilbert (LDFrançaretornou de empréstimo - Caen); Vukasin Jovanovic (Z, Sérvia, definitivo - Zenit)Luks Lerager (M, Flag of Denmark.svg, ex-Zulte-Waregem); Alexandre Mendy (AFrança, ex-Guingamp);

Quem saiu: 
Paul Bermardoni (GFrançaClermont Foot) e Cédric Carrasco (GFrançafree agent); Cédric Yambéré (Z, República Centro-Africana, Dijon), Abdou Traoré (MMalifree agent) e Nicolas Maurice-Belay (MFrançaaposentado); Jérémy Ménez (AFrançaAntalyaspor), Adam Ounas (AFrançaNapoli) e Enzo Crivelli (AFrança, Angers),

PERSPECTIVAS NA TEMPORADA


O bom desempenho em 2016/17 dá a entender que os comandados do pródico técnico Jocelyn Gourvennec, almejam coisas maiores para a temporada que está por vir. Após a eliminação frustrante e precoce nos playoffs Europa League, a meta  para o Bordeaux é conseguir brigar por um retorno em competições do continente, quiça honrar a tradição copeira, chegando longe em copas nacionais.


SM Caen 2016 logo.pngStade Malherbe Caen Calvados Basse-Normandie

Fundação: 1913
Cidade: Caen França
Mando de jogo: Michel d'Ornano
Melhor campanha: 5º colocado (1991/92)
Temporada 2016/17: 17º colocado (Ligue 1)

Como um clube tradicionalmente modesto, o Caen conquistou um dos seus dois principais títulos (o outro mais recente, em 2009/10) na Ligue 2 de 1987/88, fazendo a sua primeira aparição na elite no ano seguinte. Posteriormente, o clube conseguiu uma sequência que até hoje é a sua maior na elite, entre 1987/88 e 1994/95, quando foi rebaixado pela primeira vez. Desde então, o clube busca tamanha sequência, mas sempre se alternando entre as duas principais divisões da França. Porém, recentemente fez uma boa participação na edição 2015/16, quando terminou, de maneira surpreendente, no 7º lugar e ficou a 4 pontos de disputar competição europeia.

Já na edição passada, o Caen voltou a fazer uma campanha ruim, lutou do início ao fim na parte de baixo e viu de perto a chance de retorno à Ligue 2, isso porquê fez a pior campanha entre os times que não foram rebaixados na edição passada. Dono da terceira pior defesa, o time foi facilmente batido na maior parte do campeonato, o que culminou numa briga até a última rodada contra o rebaixamento. Ainda assim, o 17º lugar foi o bastante para conquistar o seu objetivo, que era a permanência na edição 2017/18.

O CAEN 2017/18

O rodado técnico Patrice Garande não foge de suas características em nenhum time por qual passou: sempre priorizando a defesa, abusa da compactação utilizando muitas vezes um esquema com cinco defensores  dando mais liberdade para os homens de frente decidirem individualmente, fazendo associação com meio-campistas que têm obrigações voltadas em prol de consistir proteção a defesa.

Com uma canteira das mais produtivas da França, o Caen trouxe ao mundo da bola recentemente nomes como Benoït Costil, Thomas Lemar, Mbaye Niang e Mathieu Bodmer. Atualmente, com a falta de investimentos que elevem seu patamar, a solução se encontra em casa. Na última temporada, os interiores Jordan Leborgne e Jean Makengo (já negociado com o Nice) ganharam ênfase, junto da grande revelação da temporada do clube, Yann Karamoh. Esses garotos saem cedo do pequenino clube francês, às vezes até não dão certo por pouco continuidade no país.

O lateral/zagueiro Frédéric Guilbert que é formado no clube e esteve cedido pelo Bordeaux na temporada passada, chega em definitivo ao Caen para somar nas opções dentre os cinco titulares no setor. A defesa que tem mantido certa firmeza, deverá ser composta por Damien da Silva, Romain Genevois e Djiku em seu miolo  um tridente decente levando em consideração a qualidade do elenco um todo. 

No meio, o que predomina no plantel de Garange são veteranos: o capitão do time Julien Féret (35 anos), junto de Delaplace (31 anos) e da joia Leborgne tendem a marcar presença na posição  as características desses três são exatamente de desarmar e ligar rapidamente transições, por isso, a chegada de mais um interior era fundamental: o belga Stef Peeters terá o desafio de dar mais armação, distribuir e avançar para finalizar no gol, figurando como oásis no modesto elenco do Caen. 

O expoente de um time reativo e objetivo: Ronny Rodelin é, sem dúvidas, o principal jogador do clube com capacidade de desequilibrar partidas. O ex-Lille tem como companhia no ataque jogadores dos mais diversificados tipos   a badalada revelação Karamoh e o artilheiro do time na última temporada, Ivan Santini. Juntos, os três podem solucionar os hiatos ofensivos que o Caen possui constantemente.

TODAS CHEGADAS E SAÍDAS

Quem saiu: Chaker Alhadhur (Z, Ilhas Comores, Châteauroux), Alaeddine Yahia (ZTunísia, aposentado), Jean Makengo (MFrançaNice), Pape Sané (MSenegal, Auxerre), Jordan Adéoti (M, Benim, Auxerre), Steed Malbranque (MFrança, aposentado), Nicolas Seube (MFrança, aposentado);

Quem chegou: Brice Samba (G, Congo, ex-Marseille), Alexander Djiku (ZFrançaBastia), Frédéric Guilbert (LDFrança, definitivo - Bordeaux), Stef Peeters (MBélgicaex-St-Truiden), Baïssama Sankoh (M, Drapeau : Guinée, ex-Guingamp), Adama M'bengue (ASenegal, ex-Diambars);

PERSPECTIVAS

Apesar de lucrar devidamente com seus destaques nesse século, o Caen nunca teve estilo de montar elencos acima do natural para o potencial do time, que é evidentemente lutar diante da queda. Porém, a expectativa dos seus torcedores é que o time consiga um campeonato mais tranquilo do que foi o último, sem tanto drama para conseguir o seu objetivo.
Dijon FCO logo.pngDijon Football Côte d'Or

Fundação: 1998
Cidade: Dijon França
Mando de jogo: Stade Gaston Gérard
Melhor campanha: 16º colocado (2016/17)
Temporada 2016/17: 16º colocado (Ligue 1)

Buscando o seu espaço no futebol local, o Dijon vem para a sua segunda participação consecutiva na Ligue 1, onde mais uma vez chamará a atenção por uma particularidade: será o "caçula" da edição 2017/18. Com menos de duas décadas de existência, o jovem clube ainda não possui nenhum título de grande expressão, mas fez campanhas de destaques em divisões inferiores, nas vezes que conseguiu os acessos. Já na Ligue 1, a única participação  até a anterior  havia sido na edição 2011/12, quando terminou na 19ª colocação,  não conseguiu evitar o "bate volta" e foi rebaixado logo na temporada de estreia.

De volta à elite na edição passada, um dos clubes mais modestos entrou com o objetivo claro, que era evitar o que havia acontecido na campanha anterior. 
Um time muitas vezes formado por nomes desconhecidos, conseguiu alguns resultados surpreendentes, à exemplo da vitória maiúscula sobre o Lyon por 4 a 2 logo no início da competição. Apesar da irregularidade demonstrada durante as rodadas do campeonato, o Dijon resistiu bem, somou 37 pontos, deixou outros 4 clubes para trás e terminou na 16º colocação, o bastante para evitar o que havia acontecido na campanha anterior. Com a permanência, o clube conseguirá algo inédito: pela primeira vez o Dijon fará duas participações consecutivas na elite. 

O DIJON 2017/18

O jovem e retroativo técnico Olivier Dall'Olglio tem como principal virtude um time organizado e que usufrui de um esquema que voltou a ativa nas grandes ligas europeias recentemente  o 4-2-2-2, onde insere interiores talentosos, na maioria das vezes sem tanta imposição física, mas com velocidade e criação nos flancos. Na temporada passada, Lees-Melou e Sammaritano eram praticamente meias com fundamento de passe curto e carregar a bola, o que deve mudar nessa temporada. 

A vinda do meio tunisiano Naïm Sliti por empréstimo junto ao Lille é exatamente uma reposição ideal para o buraco pendente no elenco tardiamente a saída de Lees-Melou. Um meia armador que gosta de atuar pelos flancos, é parecido com o jogador citado, e pode perfeitamente substituí-lo, atuando na segunda linha de dois jogadores na formatação típica do Dijon. Para disputar posição com o africado, o clube se movimentou inteligentemente no mercado, aproveitando a oportunidade e levando uma das jóias mais faladas da exitosa base do Rennes: o ponta Wesley Saïd, que diferentemente de Sliti que oferece armação, ele é incisivo, dando opção de mais velocidade nas beiradas.

(Créditos na imagem)
A aquisição do clube que mais chamou a atenção na janela foi a contratação da ex-promessa Benjamin Jeannot. Apesar da badalação quando surgira no Nancy, a ex-promessa nunca obteve firmação na elite do país. E a missão dele será dificílima: suprir a ausência do bom Lois Diony, que após grande ano na equipe, rumou a um dos gigantes franceses, o Saint-Étienne.

A cria monegasca Dylan Bahamboula, que teve presença certa em seleções de base da França no início da carreira, ainda não mostrou todo futebol esperado no Dijon e, por rendimento, perdeu espaço para Sammaritano na direita. Contudo, o ainda jovem tem tudo para despontar nessa temporada, já que, com algumas saídas, tende a receber mais oportunidades.

O sistema defensivo do clube também se destaca pelas novidades: o zagueiro da pequena República Centro Africana, Cédric Yamberé, estava no futebol do leste europeu e deverá formar dupla titular da equipe junto do veterano Varrault. Levando em conta as perspectivas do elenco na temporada, outras opções razoáveis são as de Wesley Lautoa e do húngaro Adám Lang, que podem brigar pelo posta na posição, já que tem níveis parecidos aos dos titulares, em tese.

TODAS CHEGADAS E SAÍDAS


Quem chegou: Wesley Lautoa (Z, Nova Caledónia , ex-Lorient), Cédric Yambéré (Z, Rep. Centro-Africana, ex-Bordeaux), Eden Massouema (MFrança, ex-Paris FC), Naïm Sliti (MTunísia, ex-Lille), Benjamin Jeannot (AFrança, ex-Lorient), Wesley Saïd (ATunísia, ex-Rennes);

Quem saiu: Pierre Lees-Melou (MFrança, Nice), Marvin Martin (MFrança, retornou de empréstimo - Lille) e Jordan Lotiès (MFrança, Eupen); Jérémie Bela (A, República Democrática do Congo, Albacete-ESP) e Loïs Diony (AFrança, Saint-Étienne).

PERSPECTIVAS NA TEMPORADA

Com um plantel mais limitado em relação a temporada passada – muito pelas perdas de Pierre Lees-Melou e Loïs Diony, jogadores que decidiam jogos e são difíceis de repor pelo poderio aquisitivo do clube , o Dijon passará por grandes desafios em 2017/18. A lógica é que o modesto time do norte brigue contra a queda, porém, por já estar adaptado ao nível de intensidade da Ligue 1, está um passo à frente dos times que subiram da divisão inferior.

EAGuingamp Logo2014.pngEn Avant de Guingamp

Fundação: 1912
Cidade: Guingamp França
Mando de jogo: Stade du Roudourou
Melhor campanha: ?
Temporada 2016/17: 10º colocado (Ligue 1)

Apesar de ser um clube modesto, o Guingamp teve certa ascensão de uns tempos pra cá. Outro clube pequeno que forma muitos atletas, conquistaram dois títulos recentemente, ambos de Copa da França, em 2008/08 e pouco depois voltaram a levantar esse importante caneco, na temporada 2013/14. Falando em questão de paixão do torcedor, o time do sul francês tem a maior cota de torcedores de sua região, além de ser um time simpático dentro do país. Nas última temporadas, o clube apesar de sofrer perdas consideráveis, como Bakary Bone, Antonhy Knockaert, Gianelli Imbula e Claudio Beauvue, manteve consistência e passou longe de lutar contra a queda.

No início da temporada passada, o Guingamp conseguiu uma sequência de vitórias que deram esperanças ao seu torcedor de uma campanha melhor no campeonato, brigando por algum tempo na parte de cima da tabela. Porém, a falta de um plantel mais encorpado afetou bastante o rendimento do time, que sofreu com diversas lesões. Mais uma vez, a história ficou perto de se repetir na Copa da França, onde o rubro-negro eliminou o Lyon no Parc Olympique Lyonnais e, posteriormente, chegou à semifinal da competição. Porém, não conseguiu furar o bloqueio do Angers. De qualquer modo, o saldo da temporada para o Guingamp foi positivo, com destaque a trinca ofensiva 
 Marcus Coco, Jimmy Briand e Yannis Salibur.

O GUINGAMP 2017/18

Para repetir o nível da época anterior, o Guingamp fez apostas costumeiras em prol de lapidar seu elenco: a maioria dos reforços foram jovens vindos de ligas menores ou jogadores relativamente famosos e com cancha na França. A zaga será formada por três defensores variados. Titulares desde 2014/15, a dupla Jerémy Sorbon e Christophe Kerbrat continua a ser incontestável no posto, entretanto, diferentemente de outras oportunidades, agora possuem um reserva de grande talento: o jovem Félix Eboa Eboa  nome impactante nas categorias de base do PSG, deve ter algumas chances.

A principal perda, com certeza, foi a de Fernando Marçal. O brasileiro, que apesar de lateral, armava por dentro e participava das maioria das jogadas ofensivas do time. Mas a reposição promete substituir à altura: são dois nomes, o português Pedro Rebocho e Frank Tabanou compõem o setor  o segundo citado, já viveu momentos melhores na carreira, ainda nos tempos de Saint-Etienne, chegou a ser cotado pra Seleção Francesa. 

Já no meio-campo, o Guingamp também pode oferecer perigo aos adversários durante a temporada  cinco atletas, sendo três deles mais qualificados com a espera no pé, interiores, com dois volantes marcadores: Ludovic Blas, um dos craques da França no europeu sub-19 de 2016, é um médio intenso e de passe refinado, fazendo funções até mesmo nos flancos; Legogang Phiri, titular da seleção sul-africana, é mais um meio-campista carregador de bola e incansável; recém-chegado do Brondby, Étienne Didot- capitão do Toulose por alguns anos, no auge dos 34 anos, está indo para sua última temporada no futebol  apenas um reserva interessante e experiente, agrega nesses pontos ao setor, Lucas Deaux e Mustapha Diallo  dois volantes de estilos parecidos: força física, jogo aéreo e primeiro passe eficaz, uma das disputas mais acirradas por vaga no elenco.

Do meio pra frente, o elenco conta com opções interessantes, sendo mais preciso, o seu trio de ataque  um dos extremos badalados do campeonato, Marcus Coco, aparece como protagonista. Além dele, o capitão e ícone do plantel de Antoine Kombouaré, Jimmy Briand, terá a função de marcar a maior parte dos gols da equipe competição  do outro flanco, dando molde a trinca, o velocista Yannis Salibur, outro falado ponta que vem sendo pretendido em clubes maiores.

TODAS CHEGADAS E SAÍDAS

Quem saiu: Fernando Marçal (LEBrasil, Lyon); Mathieu Bodmer (ZFrançaAmiens); Baissama Sankoh (M, Guiné, Caen); Nill de Pauw (A, Guiné, Zulte-Waregem) e Alexandre Mendy (AFrança, Bordeaux);

Quem chegou:
 Lebongang Phiri (M, África do Sul, ex-Brondby), Felix Eboa Eboa (Z, Flag of Cameroon.svg, PSG), Abdoul Kamara (A, Guiné, ex-Derby County), Pedro Rebocho (Benfica)*

PERSPECTIVAS NA TEMPORADA

Como todo time médio, o pensamento inicial do Guingamp no campeonato é evitar o rebaixamento. Mas pelo desnível da concorrência, essa tarefa não deverá ser tão complicada assim. O time tem margem para crescer e, quem sabe, repetir a ótima temporada feita em 2016/17, quando terminaram na metade de cima da tabela do Campeonato Francês.

Lille osc.pngLille Olympique Sporting Club Métropole

Fundação: 1944
Cidade: Lille França
Mando de jogo: Stade Pierre-Mauroy
Melhor campanha: Campeão (4 títulos)
Temporada 2016/17: 11º colocado (Ligue 1)

Nos primórdios do futebol francês, o Lille era conhecido por outra nomenclatura, que continua em seus traços até hoje: Olympique Lillois. Com essa denominação, veio o primeiro título de campeão local de sua história, em 1932/33. Ainda nos meados do século passado, o clube manteve certa constância como força francesa fora do país no período, conquistando diversos canecos. Depois da mudança em seu nome, o que conhecemos hoje, o time ainda conquistou muita coisa na França, mas extra-oficialmente, o título mais antigo do clube (Olympique Lillois), aconteceu nos anos 30. Porém, na alteração do formato financeiro do futebol do velho continente pouco depois a essa fase vitoriosa, o Lille também ficou estagnado como outros clubes na França. Após 56 anos sem erguer a taça mais relevante no país, o tradicional clube levantou novamente a Ligue 1, em 2011/12.

O contexto histórico citado da última glória do Lille, reflete diretamente a fase atual do clube hoje. Para a maioria dos analistas na França, faltou planejamento visando o futuro tardiamente ao título de 2010/11 - quando tinham um elenco recheado de bons valores, contudo um plantel mais veterano que com o tempo acabou caindo, naturalmente, de rendimento. Na última temporada, era evidente a limitação mais técnica do que financeira no clube - já que a ambição de chegar em competição europeia, não condizia com a realidade do clube. Apesar dos pesares, com irregularidade durante o ano, para um momento de transição, a temporada até foi razoável: destaque para Nicolas De Préville e Yassine Benzia, que mesmo com a má fase, acabaram se sobrepondo e fazendo belo papel. Resumindo, o meio de tabela apenas espelhou o nível do elenco do clube.

O LILLE 2017/18

Presentación Marcelo Bielsa
Marcelo Bielsa sendo apresentado no Lille (Foto: Divulgação/LOSC)

Com um projeto pra lá de ousado, o Lille sofreu diversas mudanças no elenco, a partir do anúncio do novo comandante, Marcelo Bielsa. Apesar de um carreira sem muitos títulos, o argentino é um técnico que em questão de ideologia do jogo é vanguarda, inspirando muitos jovens treinadores que surgem hoje em dia. O que mais impressiona na montagem desse "novo time" é a presença notória de jovens promessas que até então são desconhecidas para o grande público, mas que já tem o acompanhamento do treinador há algum tempo.

Moldando basicamente um time à sua característica, o treinador aposta principalmente em jovens sul-americanos, sem deixar de olhar com atenção ligas pouco expressivas no mercado. E dentro do seu modo de jogar, a maioria dos recém-chegados deverão ter a sua importância. A impressa local aponta, mesmo nos amistosos de preparação, numa variação visando o 3-4-3. Com isso, poderemos ver Thiago Mendes (interior pela direita) e Thiago Maia (pela esquerda); Malcuit (ala no franco-direito) dando amplitude, já que é a principal qualidade do mesmo; Palmieri ou Caju (na esquerda), ambos disputando posição  mas provavelmente o brasileiro será o preferido pelo técnico argentino.

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O ex-São Paulo Luiz Araújo é um dos postulantes no ataque bem concorrido do Lille (Foto: Divulgação/Site Oficial/LOSC)
Além de várias possibilidades de se encaixar a equipe no meio-campo, Bielsa conta com muitas opções no sistema ofensivo: nomes como El Ghazi, Luiz Araújo, Pépé, Bahlouli, De Préville, Benzia e Sliti, tem totais condições de serem titulares no time do argentino. No entanto, a trinca que dá moldes ao 3-4-3 deve ser designada por Pépé, Benzia e Luiz Araújo  nessa formatação, o franco-argelino Farés Bahlouli perderia muito espaço por não exercer funções nas beiradas, disputando vaga cativa basicamente com os volantes brasileiros.

TODAS CHEGADAS E SAÍDAS

Quem saiu: Soualiho Meite (Mônaco), Sebastién Corchia (LDFrançaSevilla), Alexis Araújo (Gazelec Ajaccio), Gabriel (Troyes), Marko Basa (sem clube), Rony Lopes (Mônaco), Ricardo Kishna (Lazio)

Quem chegou: Marcelo Bielsa (T, Argentina, sem clube), 
Hervé Kouffi (G, Burkina Faso, ex-ASEC Mimosas), Kévin Malcuit (LDFrança, ex-Saint-Étienne), Edgar Ié (LD, Flag of Portugal.svg, ex-Belenenses),  Caju (LEBrasil, ex-Santos), Thiago Maia (M, Brasil, ex-Santos), Thiago Mendes (M, Brasil, ex-São Paulo), Xeka (MFlag of Portugal.svgex-Braga), Naim Sliti (, ex-Red Star), Ballo-Touré (, ex-PSG), Chahreddine Boukholda (ex-Mônaco), Yves Dabila (ex-Mônaco), Nicolas Pépé (A, ex-Angers) e Luiz Araújo (A, Brasil, ex-São Paulo) e Ezequiel Ponce (A, Argentinaex-Roma);

PERSPECTIVAS NA TEMPORADA

É praticamente um início de uma nova página na história do Lille. Espera-se que o time consiga se adaptar bem as alterações feitas, fazendo uma campanha bem melhor que a anterior. Caso consiga, a tendência é que brigue por competições europeias, ficando pelo menos entre os seis primeiros.

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Olympique Lyonnais (Lyon)

Fundação: 03 de agosto de 1950
Cidade: Lyon França
Mando de jogo: Parc Olympique Lyonnais
Melhor campanha: Campeão (7 títulos)
Temporada 2016/17: 4º colocado (Ligue 1)

Um dos mais emblemáticos clubes franceses deste século, o Lyon viveu o maior período de títulos nacionais consecutivos na França, totalizando sete conquistas da Ligue 1. Sempre apostando na ousadia tupiniquim, o time que até os anos 80 era apenas mediano até mesmo na segunda divisão, se tornou com o tempo, um dos maiores do país. Desde que assumiu no final do último milênio, o presidente Jean-Michel Aulas impulsionou esse crescimento do clube, sempre dando espaço para os garotos e contando com a estrela de Juninho Pernambucano em sua melhor fase.


O Lyon chegou a sua segunda semifinal europeia da história em 2016/17, mas foi eliminado (Foto: Reuters)
O 2016/17 do Lyon pode ser traçado como algo paradoxal, levando em conta as perspectivas colocadas no elenco, e oscilações anormais ao longo da época. No final de tudo, o fulcro da temporada do Lyon é relatado por frustração no campeonato local, e esperança por chegar em sua segunda semifinal europeia na história. O técnico Bruno Génésio sofreu muitos questionamentos em relação a forma na qual conduzia o elenco, além de aparentar deficiências mais do que evidentes em questões táticas - Essas críticas se devem ao fato do time do Lyon ser desorganizado e extremamente dependente do individualismo de certas peças. A quarta posição e consequentemente a vaga direta na próxima Europa League, demonstram um momento de transição vivido pelo clube.


O LYON 2017/18

Com um material humano limitado em comparação ao que tinha na temporada anterior, o inexperiente técnico Bruno Génésio terá que achar soluções para o Lyon nessa temporada. A base dessa transformação passa diretamente pela reposição das peças perdidas, além claro, de toda evidência que a ótima safra da base do clube deve ganhar nos próximos anos. A principal queda para os Gones, obviamente é na qualidade do ataque  onde tiveram por muito tempo um jogador acima da média do campeonato como referência, Lacazzete.

Num setor que a equipe sofreu com falhas recentemente, a comissão técnica visava dois perfis de zagueiros  um de estatura e vigor físico, e outro mais jovem tendo margem de crescimento. Com isso, chegou o brasileiro Marcelo, que estava na Turquia e aparece como postulante a vaga de titular juntamente do argentino Mammana. O miolo deve ser composto por Nkoulou, Mammana, Diakhaby, Marcelo e Morel - já deixando explicita a provável saída de Mapou Yanga M´biwa.

Outra faixa em que o Lyon conseguiu bons nomes e de certa forma uma reformulação, foram as laterais. Na temporada passada, o polonês Rybus e Morel figuravam como opções na esquerda, enquanto Jalllet e Rafael faziam uma dura disputa na direita. Hoje, a grande promessa Ferland Mendy briga por lugar no time com o tupiniquim Fernando Marçal 
 ambos recém-contratados , já no outro flanco Rafael se manteve, mas ainda tem um concorrente de mesmo nível, o holandês Kenny Tete, que era titular da posição em seu ex-clube, o Ajax.


O Lyon conta com mudanças significativas para essa temporada (Créditos na imagem)
O setor de meio-campo também sofreu transtornos. Além de Tolisso, o capitão Gonalons deixou o clube em rumo do futebol italiano. Sendo assim, os muitas vezes reservas na temporada passada, Darder e Tousart, ganham vaga cativa no setor. Falando taticamente, o espanhol por característica possui tanto qualidade na saída de jogo quanto na armação  com capacidade de dar o famigerado passe final, enquanto a sensação do momento dentro do clube, Lucas Tousart, é mais parecido com Gonalons, porém demonstrou mais versatilidade quando vai ao ataque. Os backups desses atletas, serão os já rodados Jordan Ferri e Clément Grenier, ambos formados no clube, que já tiveram destaque recente. As revelações Timothé Cognat e Christopher Martins Pereira pedem passagem para a função, no entanto, tendem a atuar apenas esporadicamente.

Mesmo com a saída do ídolo Lacazette, o
 último terço do campo conta com individualidades interessantes. A mais lógica formatação do meio pra frente do Lyon é: Nabil Fekir armando o time; Memphis Depay abusando de sua habilidade e velocidade para buscar o fundo na esquerda; a aquisição mais cara da janela do clube, Bertrand Traoré, tentando repetir o sucesso no Ajax; o novo contratado Mariano Diaz como centroavante - algo que sabe fazer é jogar de costas para o gol, além de ter funcionalidade fora da área, com certa mobilidade.

Vale observar também, as jóias Amine Gouiri - aparentemente reserva imediato de Mariano - , Myziane Maolida - atua por dentro e nas beiradas, outra excelente opção nessa nova fase dos Gones, - e Alan Dzabana - considerado por muitos o sucessor de Lacazette, é apontado como a maior esperança da nova colecta da base do clube, inclusive, batendo recorde do próprio Lacazette de gols em uma única temporada no Time B do Lyon.


TODAS CHEGADAS E SAÍDAS


Quem saiu: Jordy Gaspar (LDFrançaMônaco), Fahd Moufi (LDFrançaTondela-POR), Mathieu Valbuena (MFrança, Fenerbahce-TUR), Corentin Tolisso (MFrança, Bayern München-ALE), Maxime D'Arpino (MFrança, emprestado - Orléans), Gaetan Perrin (AFrança, emprestado - Orléans); e Alexandre Lacazette (AFrança, Arsenal);

Quem chegou: 
Marcelo (ZBrasilex-Besiktas-TUR); Fernando Marçal (LEBrasilex-Guingamp) e Kenny Tete (LDPaíses BaixosAjax-HOL); Ferland Mendy (MFrançaex-Le Havre)Berthand Traoré (A, Burkina Faso, Chelsea-ING);

PERSPECTIVAS NA TEMPORADA

Tendo em mente os investimentos feitos pela diretoria, algumas saídas de nomes cruciais, é claro para todos dentro do futebol local que a meta do Lyon nessa temporada é figurar entre os postulantes a vaga em torneio de primeiro escalão no continente  como já dito pelo presidente do clube, a prioridade na temporada é vencer a Europa League, onde os Gones terão a concorrência de times como Arsenal, Everton e Zenit, que prometem chegar forte.

Olympique Marseille logo.png
Olympique de Marseille

Fundação: 31 de agosto de 1899
Cidade: Marseille França
Mando de jogo: Vélodrome
Melhor campanha: Campeão (9 títulos)
Temporada 2016/17: 5º colocado (Ligue 1)

Único clube francês a conquistar a Champions, o OM também é detentor de nove títulos da Ligue 1, sendo o segundo maior campeão  atrás apenas do Saint-Étienne, com dez. Nos anos iniciais do século, o tradicional clube chegou a passar por uma breve seca, mas após a dinastia lionesa, os marselheses voltaram a levantar o mais importante caneco do país, dando início a uma nova era. Contudo, na sequência voltou a fazer temporadas fracas em comparação ao que se espera do time, ficando algum tempo de fora dos torneios mais importantes do velho continente.

Na temporada passada, o Marseille iniciou a temporada com perspectivas de brigar por "algo a mais". Porém, o primeiro turno fraquíssimo culminou na mudança de planos. Desde janeiro, novas ambições foram traçadas. O retorno de Dimitri Payet, a contratação do veterano Patrice Evra e aposta feita em Rudi Garcia deram margem para o crescimento da equipe no campeonato, que ao longo da competição, dependeu muito do individualismo de Florian Thauvin e o faro de gol do carismático Bafetimbi Gomis. Apesar da irregularidade na edição 2016/17, o time obteve certo sucesso, o que para os novos proprietários do clubes era uma obrigação: conseguir vaga em competição europeia através da Europa League.

O MARSEILLE 2017/18

Mesmo contando com um técnico acostumado a moldar defesas sólidas, a grande deficiência do time de Rudi Garcia até a temporada passada era a defesa, por conta da falta de juventude e também qualidade no setor. Nome por nome, nenhum dos zagueiros do clube na última temporada convenceram. Com a chegada de Adil Rami, Esse problema, tende a ser solucionado, já que o franco-marroquino é constantemente convocado para a seleção local, chegando do Sevilla com tal badalação.


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Luiz Gustavo foi um dos reforços importantes do Marseille e será mais um brasileiro na Ligue 1 (Créditos na imagem)
Na faixa central do campo, o plantel também contou com algumas importantes alterações. Emprestado pela Roma na temporada passada, o volante Vainqueur a retornou ao seu clube de origem, mas a diretoria não demorou para trazer um substituto para a função: Luiz Gustavo, que chega após anos sendo vital no Wolfsburg, para em tese, ser o titular absoluto, ao lado de Morgan Sanson. Apesar de ter mais renome e notadamente qualidade, o brasileiro deve sofrer com a concorrência do camaronês Zambo-Anguissa, que mesmo sem badalação, é um dos homens de confiança do treinador do time.

Nessa elevação em seu patamar, o Marseille precisava reformular o leque de opções no ataque.
 E em prol disso, as permanências de Clinton Njié e Florian Thauvin, serão de vitalidade imensurável. Além dessas notícias que deixam o torcedor do gigante esperançoso, a contratação do polivalente Valére Germain no comando da trinca de frente é de grande ajuda pensando no funcionamento do time  o atleta que ficou por mais de uma década com passe vinculado ao Mônaco é mais passivo do que era Gomis sem a bola  ou seja, não tem tanta intensidade, mas decide individualmente  especialmente quando bem municiado  algo que vimos em sua passagem no Nice em 2015/16, quando ficou na lista de artilheiros do campeonato. 


Dimitri Payet será ainda mais protagonista do OM com a braçadeira de capitão (Foto:Divulgação/OM)
Outra novidade no elenco marselhês é o seu novo capitão. Após muitos cogitarem o garoto Maxime Lopez, o principal jogador do time  e um dos melhores do campeonato –, Dimitri Payet, levará consigo a importância da braçadeira do time. Vale ressaltar que desde que voltou para o clube, em janeiro, o jogador não conseguiu emplacar uma sequência que empolgue a torcida, porém é evidente a capacidade dele de ganhar jogos, então, ainda assim, possui grande moral no elenco, além de idolatria pelo amor à camisa já demonstrado.

TODAS CHEGADAS E SAÍDAS

Quem saiu: Brice Samba (G, Congo, Caen);  Julien Fabri (LDFrançaStade Brest); Stepháne Sparagna (ZFrança, Boavista-POR), Baptiste Aloé (ZFrançaValenciennes) e Karim Rekik (ZPaíses BaixosHertha Berlim-ALE); Abou Diaby (MFrançafree agent);

Quem chegou: Steve Mandanda (GFrança, ex-Crystal Palace), Adil Remi (ZFrança, ex-Sevilla), Luiz Gustavo (M
Brasil, ex-Wolfsburg) e Florian Thauvin (MFrança, ex-Newcastle-ING); Valere Germain (AFrança, ex-Mônaco), Clinton Njié (A, Flag of Cameroon.svg, definitivo - Tottenham Hotspur).

PERSPECTIVAS NA TEMPORADA

Na opinião de muitos, o atual plantel do Marseille é o que mais tem versatilidade em comparação ao resto dos clubes do campeonato, excetuando apenas o PSG. Sendo assim, tardiamente a um ano de consolidação, os marselheses podem ser apontados como um dos favoritos a figurar no G-3 e, consequentemente, conquistar uma das vagas na principal competição do continente.

FC Metz.pngFootball Club de Metz

Fundação: 1919
Cidade: Metz França
Mando de jogo: Stade Saint-Symphorien
Melhor campanha: ?
Temporada 2016/17: 14º colocado (Ligue 1)

Prestes a atingir a marca centenária, o Metz é outro que têm como principais títulos nas copas francesas, tendo vencido a Copa da França duas vezes (1984 e 1988) e a Copa da Liga Francesa outras duas (1986 e 1988). Conquistou também a Ligue 2 em três oportunidades: 1935, 2007 e, a mais recente delas, em 2013. Já na elite, o time ainda busca uma solidez maior, já que tradicionalmente costuma lutar contra o rebaixamento.

Na edição anterior, inclusive, o Metz foi mais um dos times que fizeram figuração no campeonato, frequentando a parte mais baixa da tabela. Na ocasião recém-chegado à elite, o tradicional clube viveu grandes perrengues no decorrer da campanha - as principais contratações da temporada não conseguiram tanto destaque e, no final do primeiro turno, o time se via encurralado diante da eminente queda. Mas com a recuperação após o mercado de janeiro, o rendimento do clube ficou dentro do esperado, que era escapar do indesejável retorno à Ligue 2 - encerrando sua participação na 14ª colocação, o resumo pode ser apontado como positivo.

O METZ 2017/18

A janela não foi nada generosa com o Metz, já que perderam nomes cruciais. Entre eles, o extremo Ismaila Sarr rumou ao Rennes, numa das transferências internas mais caras do mercado. No meio-campo, seus dois interiores titulares saíram - um deles, o marfinense Doukouré preferiu por ir a Espanha, no Levante, enquanto o capitão Mandjeck - que disputou a Copa das Confederações por Camarões - surpreendentemente foi para o leste europeu, onde atuará no tradicional Sparta Praga. Somadas, essas três lacunas deixaram o elenco mais vulnerável.

Para repor no meio-campo, a diretoria busco dois jogadores que devem brigar por vaga cativa no setor, sendo eles o argentino Geronimo Poblete, que vem da surpresa Argentino, o Colón, juntamente ao português Cafú, que foi rebaixado com o Lorient na última edição, mas conseguiu certo destaque. No comando de ataque, o novo contratado Nolan Roux que já figurou na seleção local - deve se sobressair no setor e exercer poucas funções táticas.

Em conceitos, o rodado técnico prefere que seu time jogue compacto, no tradicional 4-2-3-1 - onde a base do meio-campo é formada por jogadores mais defensivos, dando liberdade para a trinca de meias criar e se movimentar - nessa função, o bom armador Yann Jouffre terá vitalidade imensurável de cadenciar e pensar mais o jogo, enquanto que nos flancos os jovens Opa N'guette e a joia Vincent Thill podem acelerar mais. 

TODAS CHEGADAS E SAÍDAS

Quem chegou: Quentin Beunardeau (GFrança, ex-Tubize); Geronimo Poblete (MArgentina, ex-Colón); Cafu (MFlag of Portugal.svg, ex-), Nolan Roux (AFrança, ex-Saint-Étienne) e Abile Jallow (AGâmbia, Generation Foot);

Quem saiu: David Oberhauser (GFrança, ex-Platanias); Guido Milan (ZArgentinaex-Veracruz-MEX); Cheick Doukouré (M, Levante), Georges Mandjeck (MFlag of Cameroon.svg, Sparta Praga) e Hamza Sakhi (M, Marrocos , emprestado - Auxerre); Ismaïla Sarr (ASenegal,  Rennes), Mevlut Erdinc (A,Turquia, retornou de empréstimo - Hannover 96) e Cheick Diabaté (AMali, retornou de empréstimo - Osmalispor);

PERSPECTIVAS NA TEMPORADA

Dentre os times que têm luta contra o rebaixamento já intitulada, os comandados de Phillippe Hinschberger não possuem um dos elencos mais competitivos. Porém, alguns valores podem diferenciar o time do Metz dos demais em suas pretensões - levando em conta que o nível de competitividade dos das equipes recém-chegadas não se demonstrou alto, o tradicional clube pode sair na frente dessa corrida.


AS Monaco.pngAssociation Sportive de Monaco Football Club

Fundação: 23 de agosto de 1924
Cidade: Mônaco 
Mando de jogo: Louis II
Melhor campanha: Campeão (8 títulos)
Temporada 2016/17: Campeão (Ligue 1)

Um dos maiores clubes do futebol francês, o Mônaco passou por um breve ostracismo no final da última década, sem erguer o caneco mais relevante do país durante 16 anos e até sendo rebaixado à Ligue 2 recentemente. Mas está de volta aos holofotes, conseguindo campanhas satisfatórias recentemente, sobretudo na temporada passada. Com uma surpreendente campanha, o time do principado voltou a vencer uma edição da Ligue 1, onde não era o principal favorito. 

Monaco é campeão francês superando recorde de gols do PSG
O Mônaco quebrou um longo tabu sem conquistar o Campeonato Francês (Foto: Boris Horvat/AFP)
Mesclando a juventude de seu elenco com a cancha de um técnico pra lá de capacitado, os monegascos colheu diversos frutos. Todavia, praticando um futebol reativo, mas sempre priorizando o setor ofensivo, superaram PSG e Nice na luta pelo título, consolidando um projeto de curto-prazo e quiça encantando o velho continente pela quantia abusiva de gols marcados  Foram 107 gols na campanha que lhe rendeu o título. Além disso, os monegascos conseguiram exito na competição europeia, revelando promessas para o futebol mundial.

O MÔNACO 
2017/18

Todo o sucesso obtido tem seu dissabor. E o do Mônaco, sem dúvidas, foram as perdas imensuráveis de seus principais atletas, que chamaram a atenção dos maiores clubes do continente. Entre eles, o lateral-esquerdo Benjamin Mendy, o volante Tiemoué Bakayoko e o meio-campista Bernardo Silva, todos com rumo ao futebol inglês, foram as principais baixas. Apesar de não ter sido titular absoluto, a saída de Valeire Germain para o Marseille também merece destaque, já que deixa o clube após sete anos, tendo sido fundamental no acesso do à Ligue 1 há algumas temporadas atrás.

Após tantas perdas, em sua maioria importantes, o Mônaco manteve a sua filosofia de apostar em jovens valores, sendo uma das exceções na meta: o clube trouxe o experiente Diego Benaglio, ex-Wolfsburg. Após longevos anos na Alemanha, o goleiro suíço disputará posição com Danijel Subasic, uma vez que De Sanctis anunciou a sua aposentadoria. 

Ainda na defesa, os monegascos deram mais uma demonstração de que olham para o futuro ao contratar o promissor Terence Kongolo, que chega após se destacar no atual campeão da Eredivisie, Feyenoord. O holandês chega pra assumir a lateral-esquerda e terá a sombra do brasileiro Jorge na posição. Outro lateral promissor, Jordy Gaspar chegou do Lyon sem custos e também será opção no setor. Atuando pelo lado direito, será opção à Sidibé, consolidado no time titular, mas que vez ou outra atua pelo lado esquerdo, abrindo assim uma chance pro novo reforço poder atuar.


Youri Tielemans foi um dos reforços jovens do Mônaco (Foto: Reprodução/YouTube)

A grande contratação nesta janela foi Youri Tielemans, jogador que chama a atenção desde cedo, o belga de apenas 20 anos se destaca pela versatilidade e, sem dúvidas, orquestrará o meio de campo dos monegascos junto à Fabinho, Moutinho e cia. Também proveniente do futebol belga, outro jovem que chega à equipe é Soualiho Meïté, ex-Zulte Waregem. O meio-campista também será importante opção para Leonardo Jardim no setor.

Algumas posições mais à frente, aparecem nomes que serão cruciais para o ímpeto ofensivo da equipe: Adama Diakhaby, que após boa temporada no Rennes, chega ao Mônaco para repetir o sucesso no seu antigo clube e evoluir ainda mais. O jovem ponta tem tudo para estourar nesta temporada e alçar vôos mais altos.Mais um atacante que atua pelos lados, Jordi Mboula era uma grande promessa do Barcelona, que vacilou e perdeu o talento pro Mônaco pelo mísero valor de 3M. Além destes, Allan Saint-Maximin volta de empréstimo com moral alta e ainda mais habituado à liga francesa, depois de um estupenda temporada pelo Bastia.


Mbappe e Falcao, o artilheiros do Monaco contra o Metz (Foto: reuters)
Mesmo com baixas o Mônaco conseguiu segurar alguns dos seus principais nomes (Foto: Reuters)
Além dos reforços, o time do principado já conta com o consagrado Falcão Garcia, que busca repetir a ótima temporada passada, quando comandou o ataque e não deixou falta gols. Kylian Mbappé dispensa apresentações e deve ser a estrela da equipe no ataque, apesar do gigantesco assédio das grandes equipes europeias o jovem atacante permanecerá no clube e tem tudo para se consolidar como um dos grandes nomes do futebol mundial.

TODAS CHEGADAS E SAÍDAS


Quem saiu: 
Paul Nardi (GFrança, emprestado - Cercle Brugge); Corentin Jean (ZFrançaToulouse); Bernardo Silva (MFlag of Portugal.svg, Manchester City), Timoué Bakayoko (MFrançaChelsea), Abdou Diallo (MFrançaMainz 05) e Jordy Gaspar (MFrançaemprestado - Cercle Brugge); Germain (AFrança, Marseille), Nabil Dirar (A, Flag of Morocco.svg, Fenerbahce) e Irvin Cardona (AFrança, Cercle Brugge);

Quem chegou: 
Diego Benaglio (G, Suíça, ex-Wolfsburg); Terence Kongolo (ZPaíses Baixos, ex-Feyenoord); Youri Tielemans (MFlag of Belgium (civil).svg, ex-Anderlecht), Jordy Gaspar (MFrança, ex-Lyon), Soualiho Meite (MFrança, ex-Lille) e Adama Traoré (MMali, retornou de empréstimo - Rio Ave); Jordi Mboula (AEspanha, ex-Barcelona), Gil Dias (AFlag of Portugal.svgretornou de empréstimo - Rio Ave), Allan Saint-Maximin (AFrança, retornou de empréstimo - Bastia);

Espera-se que o nível da última época seja mantido. Porém, dessa vez a grande disputa dos monegascos tende a ser por vaga na próxima UEFA Champions League. Isso pela ambição do PSG em levar de volta a taça para Paris - apesar do foco dos parisienses ser a tão sonhada Champions, dominar o cenário local é um desejo real de Nasser Al Khelaifi. Por outro lado, os comandados de Leonardo Jardim podem voltar a surpreender. Mesmo com todas saídas, a filosofia de colocar a garotada para jogar foi mantida e sem dúvidas deverá render frutos.

MontpellierHSC logo.png
Montpellier Hérault Sport Club 

Fundação: 1974
Cidade: Montpellier França
Mando de jogo: Stade de la Mosson
Melhor campanha: Campeão (2011/12)
Temporada 2016/17: 15º colocado (Ligue 1)

Outro clube que "impediu" um título parisiense recentemente foi o Montpellier. Foi na temporada 2011/12, quando o PSG ainda dava início a "era Nasser Al-Ghanim Khelaifi", mas já era apontado como o principal favorito ao título francês, contando com as primeiras contratações por custos elevados. Ainda pouco conhecidos, o time de Belhanda, Giroud e cia, conseguiu algo surpreendente, se tratando de um clube que nunca em sua história havia conquistado um título de tamanha magnitude. Antes disso, o principal título havia sido no início da década de 90, quando ergueu o troféu a Copa da França. Mesmo com a conquista, jamais deixou de considerado um time modesto historicamente, sempre lutando para se manter na elite.

Mais uma vez, o MHSC vem de uma campanha de mero coadjuvante na edição passada, quando terminou apenas na 15ª colocação. Entretanto, com uma posição mediana, o time ainda sim fez grandes jogos: a vitória por 3-0 sobre o PSG foi um das melhores e quiçá a melhor atuação da equipe na temporada. É válido ressaltar que até janeiro - antes da saída do protagonista Morgan Sanson para o Marseille, o Montpellier figurava na parte de cima tabela, até incomodando times mais fortes. O jogador que mais se destacou na equipe, sendo considerado um dos melhores da última temporada na Ligue 1, foi o argelino Ryad Boudebouz - insinuante, técnico e diferenciado na criação de oportunidades, o atleta não deve permanecer no tradicional clube.


O MONTPELLIER 2017/18

Com uma média de idade um tanto quanto alta no seu plantel por apostar em jogadores mais experientes. A missão é dura e a defesa que foi a terceira mais vazada na última edição da Ligue 1 precisa melhorar com urgência. Pensando nisso, Benjamin Lecomte foi contratado junto ao Lorient para resolver de vez o problema na meta da equipe, já que Pionnier foi inconstante e Jourdren foi ao Nancy. Também para o setor defensivo, Pedro Mendes chega para somar e fazer companhia ao brasileiro Hilton e Pokorny.


Dois dos reforços do Montpellier 2017/18 são Pedro Mendes (esquerda) e Giovanni Sio (esquerda) (Foto: Divulgação/Twitter/MHSC)
Após a saída de Morgan Sanson, claramente sentida, o Montpellier ainda não achou um substituto à altura e por isso, aposta na vinda de Facundo Piriz, que vem por empréstimo do Akhmat Grozny. Fará sombra a Ellyes Skhiri e Stephane Sessègnon, titulares da posição, depois das saídas de Yacouba Sylla e Joris Marveaux, antes opções para o setor. O jovem Jonathan Ikoné agradou na última temporada e continuará emprestado ao clube pelo PSG, podendo evoluir ainda mais na época que se aproxima atuando pelos flancos. 

No setor ofensivo, Ryad Boudebouz continuará como protagonista e comandando as principais jogadas da equipe. Exímio criador de oportunidades, terá um novo parceiro no ataque, já que o bom Steve Mounié, artilheiro do time, rumou ao Huddersfield da Inglaterra. O escolhido foi Giovanni Sio, que chega do Rennes com a missão de balançar as redes.

TODAS CHEGADAS E SAÍDAS

Quem saiu: Geoffrey Jourdren (GFrançaNancy); Mathieu Deplagne (LDFrançaTroyes); Joris Marveaux (AFrançaAjaccio) e Steve Mounié (ABenimHuddersfield Town);

Quem chegou: 
Benjamin Lecomte (G, França, ex-Lorient); Rúben Aguilar (LD, França, ex-Auxerre); Pedro Mendes (ZFlag of Portugal.svg, ex-Stade Rennais); Giovanni Sio (A, , ex-Stade Rennais);

PERSPECTIVAS NA TEMPORADA

Para a nova época, a meta do Montpellier é fazer uma campanha digna e não sofrer como na temporada 2016/17. Com apenas contratações pontuais, o clube espera brigar por, no máximo, um lugar no meio da tabela, mas sem ser ameado pelo rebaixamento como na última temporada. Caso Ryan Boudebouz permaneça na equipe, essa chances são maximizadas. 


FC Nantes.pngFootball Club de Nantes

Fundação: 21 de abril 1943
Cidade: Nantes França
Mando de jogo: Stade de la Beaujoire
Melhor campanha: Campeão (8 títulos)
Temporada 2016/17: 7º colocado (Ligue 1)

Historicamente, um dos clubes mais emblemáticos do futebol francês no século passado, conquistando diversos títulos na época, o Nantes está praticamente afundado no profundo ostracismo. Apesar de possuir uma torcida pra lá de fanática, o time perdeu força desde seu mais recente auge, que aconteceu no final dos anos 90 e início dos anos 2000, quando levantou o caneco da Ligue pela última vez, em 2000/01. Intrinsecamente falando, o time jamais perdeu sua essência de ser um celeiro de craques, priorizando as jóias lapidadas em casa. Mas a realidade segue dura para o Nantes, que de potência europeia virou apenas um time médio, que sofre constantemente com péssimas administrações, tendo disputado até mesmo segunda divisão na década passada.

O resumo da temporada anterior do Nantes, de qualquer forma, é positivo. Porém, podemos separar em duas faces distintas o ano do tradicional time francês em 2016/17. No início, era evidente a fragilidade do time em si, desde então, o principal foco do clube era escapar do rebaixamento. As primeiras rodadas foram prejudicais ao Nantes, que fez um de seus piores papéis em começo de campeonato na França em toda história - para quem acompanhava o time, era nítido o descontamento do elenco com o técnico Réne Girard, que, segundo a imprensa local, não tinha o respeito dos jogadores. A chegada de Sérgio Conceição, jovem treinador português, culminou numa abordagem diferente do time diante dos adversários - até mesmo na janela de janeiro, ousando em apostas arriscadas, como Felipe Pardo, Nakoulma e Sérgio Oliveira. Quem mais se aproveitou da fase vivida pela equipe, foram as pratas da casa Valentin Rongier (volante) e Amine Harit (meia), que tiveram exímia importância para o aumento de produção na reta final da temporada do 7º colocado da edição passada.

O NANTES 2017/18


Claudio Ranieri assumiu o comando do Nantes
Claudio Ranieri assinou até 2019 com o Nantes (Foto: FC Nantes/A.D)
Após a boa última temporada, o Nantes teve de fazer mudanças importantes para a nova época. À começar pelo comando técnico, cargo este que antes era ocupado pelo promissor treinador português Sérgio Conceição, que deixou o clube rumo ao Porto por sua decisão, causando espanto para todo o clube e sua torcida. Para o seu lugar, o presidente Waldemar Kita decidiu apostar em um nome mais experiente e o escolhido foi o campeão inglês Cláudio Ranieri, que estava livre no mercado após ser demitido do seu antigo clube, o Leicester City.


Para conseguir exito, o técnico precisa melhorar o sistema defensivo da equipe que foi bastante vazado, fator crucial para o distanciamento do time das competições europeias. Visando reforçar o setor, o Nantes foi ao mercado e contratou o experiente defensor Nicolas Pallois, que chega do Bordeaux após três temporadas atuando pelo Girondins. Outro zagueiro que chega ao clube, é o jovem Chidozie Azawiem, nigeriano de apenas 20 anos que vem por empréstimo do Porto. Para completar as chegadas no setor defensivo, também foi anunciada a contratação de Ciprian Tatarusanu, bom goleiro romeno que chega da Fiorentina e que promete resolver o problema na meta dos Canários. Setor defensivo que já conta com os brasileiros Diego Carlos e Lucas Limas, figurinhas carimbadas do time de Conceição, além do bom lateral-direito francês Léo Dubois. 

Mas nem só de chegadas vive o Nantes. Além da sentida perda do antigo técnico, o clube vendeu o bom, e muito promissor, Amine Harit ao Schalke 04, que era uma das principais armas ofensivas do time. Sua perda talvez explique a chegada de Kayembe, outro ex-Porto, que chega para disputar posição no setor. Outro que deixou o clube foi o goleiro Rémy Riou, que mesmo estando há um bom tempo no clube, na última temporada chegou a revezar a titularidade com Maxime Dupé e rumou ao futebol turno, assim abrindo espaço para a chegada do já citado anteriormente, Tatasuranu. Também deixaram o clube o zagueiro Vizcarrondo e o atacante Aristegueta, perdas que não devem ser muito sentidas, além de Felipe Pardo e Sérgio Oliveira, que tiveram seus empréstimos no clube terminados.


Quem chegou: Ciprian Tatarusanu (G, Roménia, ex-Fiorentina); Chidizie Awaziem (Z, Flag of Nigeria.svg, ex-Porto) e Nicolas Pallois (Z, França, Bordeaux); Joris Kayembe (A, Flag of Belgium (civil).svg, ex-Porto);

Quem saiu: Rémy Riou (GFrança, Alanyaspor); Oswaldo Vizcarrondo (Z, Flag of Colombia.svg, Troyes); Amine Harit (MFrança, Schalke 04) e Sérgio Oliveira (M, Flag of Portugal.svg, retornou de empréstimo - Porto); Fernando Aristeguieta (A, Equador, Caracas) e Felipe Pardo (A, Flag of Colombia.svgretornou de empréstimo - Olympiakos);

PERSPECTIVAS NA TEMPORADA

A questão é: de um comandante inovador e de grandes variantes táticas como é o português, o clube está em risco eminente com a incógnita representada pelo italiano, que, mesmo tendo feito um trabalho histórico na Inglaterra ao vencer a Premier League nos Foxes, têm métodos ultrapassados e conceitos já mais do que manjados. Ainda assim, o Nantes tem condições de fazer uma boa campanha, ficando pelo menos na parte de cima da tabela.

OGC Nice.svg
Olympique Gymnaste Club de Nice Côte d'Azur

Fundação: 09 de julho de 1904
Cidade: Nice França
Mando de jogo: Allianz Raviera
Melhor campanha: Campeão (4 títulos)
Temporada 2016/17: 3º colocado (Ligue 1)

Mesmo sofrendo com negligências presidenciais num curto período no início do século, o Nice conseguiu a redenção com o passar dos anos, fazendo campanhas regulares e lucrando com vendas absurdas para times maiores da própria França. Os Aiglons viveram sua melhor fase no século anterior, quando eram protagonistas do país em competições europeias, chegando a derrotar o lendário Real Madrid de Paskás e companhia. Com quatro títulos nacionais, o Nice voltou a ser destaque nessa década, se mantendo firme e forte na elite local.

O Nice chegou a sonhar com o título da Ligue 1 na temporada passada (Foto: Alexandre Debbache/Divulgação/Nice)
O time da Costa Sul francesa vem de uma campanha excelente. Desde o começo da temporada, a equipe comandada por Lucien Favre já apresentava um futebol vistoso, possessivo e de muita paciência para trocar passes, dote característico do técnico. Nas primeiras rodadas, o time liderou com sobras o campeonato, demonstrando não sentir falta de Hatem Ben Arfa (oásis do time anteriormente, que assinou com o PSG), surpreendendo o continente e sempre priorizando os jovens. O resumo de 2016/17 para os Aiglons é positivo pela ótima campanha e vaga garantida na Champions, porém de certa forma, deixou um gosto amargo, por perder o fôlego ao decorrer da Ligue 1 e ver seu maior rival, o Mônaco, levantar a taça.

O NICE 2017/18

Para essa temporada, algumas chegadas agregam muito para o elenco, sendo basicamente o que faltava dentro do leque do treinador suíço. O jovem Makengo, que chega do Caen, é um meio-campistas com características similares à de Seri (reativo, incansável e versátil nas transições mais velozes) até então, ninguém no plantel Niçõis possuía tais doutrinas. 

A falta de um volante físico e marcador no plantel do Nice, deve ser solucionada com a chegada de Tamèze, que foi um dos poucos destaques do Valenciennes na média campanha na segunda divisão local. O ainda jovem volante tende a ser terceira opção entre os atuais atletas do setor central do time, entretanto, terá bastante espaço pela rotatividade feita pela comissão técnica.


Sneijder é mais uma atração na Ligue 1 ao acertar com o Nice (Foto: Divulgação/Nice)
Em relação ao veterano e selecionável Jallet, o carequinha briga por posição com Souquet, que ganhou a posição na reta final da última temporada, sendo o lateral com mais assistências do campeonato em 2016/17. Já o ex-Dijon, Lees-Melou, terá funcionalidade essencial dentro das variações de Lucien, já que atua em qualquer posição do meio pra frente, preferencialmente exercendo o papel de armador pelos lados. Cercado de expectativas, Wesley Sneijder será mais um jogador world class na liga francesa, apesar de estar no fim de carreira.

Com um plantel de diversas opções em cada setor do campo, há de se destacar também os postulantes a vaga de titular em ambos flancos. Na direita, o Nice deve conta com a volta de Pléa para a função, além do jovem e versátil Bassem Srarfi, seguido da maior joia da base do clube, Vicent Marcel. Já do outro lado, temos em tese, meias criativos jogando abertos, por exemplo o recém-chegado Pierre Lees-Melou, que pela lógica será substituto imediato de Eysseric.


Falando taticamente, o ótimo Lucien Fravre tem como dote mais destacável suas variáveis e, claro, as boas leituras de cada situação dos jogos. Pensando nesse ponto, é plausível vermos os Aiglons tendo três formatações como prováveis durante toda a temporada: 4-2-3-1 (com a dupla de interiores mais reativa  Jean Seri e Koziello); 4-3-3 (tendo mais mobilidade no ataque com Pléa, municiado por uma trinca forte fisicamente e menos talentosa) e até o 5-3-2 (naturalmente dando consistência ao meio formado por Seri, Koziello e Cyprie, além de Pléa e Balotelli juntos, no ataque).

Quem saiu: 
Paul Baysse (ZFrançaMálaga); Ricardo Pereira (LD, Flag of Portugal.svg, fim de empréstimo  retornou ao Porto); Younés Belhanda (AFlag of Algeria.svg, retornou de empréstimo  Dynamo Kiev), Alexis Bosetti (AFrança, free agent) e Anastasios Donis (A, Grécia, Stuttgart);

Quem chegou: 
Mouez Hassen (G, retornou de empréstimo - Southampton); Christophe Jallet (LDFrança, ex-Lyon); Jean Makengo (MFrança, ex-Caen), Pierre Lees-Melou (MFrança, ex-Dijon), Adrian Tamèze (MFrança, ex-Valenciennes) e Wesley Sneijder (M, Países Baixos, ex-Galatasaray); Saïd Benrahma (A, retornou de empréstimo - Ajaccio);

PERSPECTIVAS

Em busca da firmação no pódio do futebol local, a diretoria do clube almeja vôos mais altos na próxima temporada. Na teoria, o Nice, sem nenhuma saída, é time para disputar ponto a ponto um passaporte à torneios continentais. Com uma torcida fanática e estando na Champions, os Aiglons devem fazer bom papel em todas as frentes em 2017/18 - apesar de obviamente não chegar longe em ambas. Em prol desse ideal, é possível vermos o clube abrindo mão de certa competição para priorizar a outra, algo que aconteceu na temporada passada, quando utilizaram na maioria das rodadas da fase de grupos da Liga Europa um time reserva, sendo eliminados ali mesmo 
 para focar na Ligue 1, onde conseguiram fazer frente aos grandes.

Logo PSG.pngParis Saint-Germain Football Club

Fundação: 12 de agosto de 1970
Cidade: Paris França
Mando de jogo: Parc des Princes
Melhor campanha: Campeão (6 títulos)
Temporada 2016/17: Vice-campeão (Ligue 1)

O Paris Saint-Germain foi o clube da França que mais cresceu nos últimos anos. Apesar do clube da capital sempre ter tradição no cenário local, foi a partir de investimentos estrangeiros que a ascensão aconteceu, se colocando num patamar altíssimo em pouco tempo. Os crescimento abundante que chega a deixar o campeonato modorrento e pouco atrativo para o público fora do país: o time parisiense venceu quatro das últimas cinco edições.

A única exceção aconteceu justamente na última temporada: o Mônaco superou o time parisiense e foi quem ficou com o título. Em 2016/17, a equipe empolgou sua imensa torcida ao golear o Barcelona no Parc des Princes, mas na volta sucumbiu e amargou um vexame sem tamanho. Essa eliminação inexplicável se tornou o alicerce para que o PSG voltasse suas atenções em prol dos torneios nacionais. No fim, o time fez o dever de casa, com sofrimento, derrotando o modesto Angers na final da Copa, por 1 a 0. Apesar da segunda colocação e vaga direta na competição mais importante da Europa, para todos diretores do clube, o rendimento do time comandado por Unai Emery foi aquém das expectativas, levando em consideração o desnível aos principais concorrentes em território francês.

O PSG 2017/18

Para retomar a soberania, a diretoria disponibilizou verba o suficiente em busca de reforços impactantes no elenco, que seguirá sendo comandado pelo técnico espanhol. E a principal contratação não impactou apenas a França, como o futebol mundial: Neymar deu fim a novela ao se despedir do elenco na semana que antecedeu o início da Ligue 1. Apenas essa chegada bastaria para que o time mudasse de patamar, mas o craque foi apenas um dos grandes reforços à nível mundial do time, que já havia anunciado Daniel Alves.

Mesmo com a manutenção de Trapp no gol, o restante da defesa será predominantemente brasileiro, contando com Thiago Silva e Marquinhos no "miolo" de zaga. Além deles, Kimpembe, jovem e bastante promissor, possivelmente não será descartado, ganhando seus minutos também. Fechando a defesa, a vaga que foi de Maxwell como titular por anos na lateral-esquerda, agora terá Kurzawa. Após anunciar a aposentadoria ao fim da última temporada, o brasileiro seguirá no clube parisiense, agora como diretor.

Outro reforço, podendo assim ser considerado após tantas especulações, é Marco Verratti. Apesar do forte interesse do Barcelona, o excelente volante deverá continuar no PSG, assim como o ítalo-brasileiro Thiago Motta, que renovou contato por mais uma temporada. Além deles, o jovem Rabiot compõe o setor, enquanto Matuidi tem o seu futuro ainda indefinido  o contrato do francês está próximo do fim e uma negociação não está descartada. 

Neymar foi apresentado no PSG (Foto: Divulgação/PSG)
Do meio pra frente, a concorrência que já era enorme, será ainda maior após a chegada de Neymar. Além de qualidade técnica, a maioria dos nomes oferecem alternativas de variação tática, como Pastore, Di Maria, Draxter. Com isso, a tendência é que Lucas Moura perda espaço no time titular, mas caso permaneça será mais uma opção a ser considerada, já que vem de uma das melhores temporadas desde que chegou à França, isso porquê não só distribuiu assistências como marcou mais gols que de costume na edição passada - Só o artilheiro Cavani marcou mais.

Assim como o novo mais novo camisa 10 do PSG, o centroavante uruguaio é um dos poucos que deverá ter vaga cativa no ataque titular, já que por característica o que mais se aproxima é Jesé Rodriguez. Entretanto, essa disputa vale apenas para os jogos da Champions, enquanto que na prática todo elenco deverá ser aproveitado, possibilitando que jovens também atuem na competição nacional.

Quem saiu: Maxwell (LEBrasil, aposentado);

Quem chegou: Daniel Alves (LDBrasil, sem custos), Neymar Júnior (ABrasil, ex-Barcelona); 

PERSPECTIVAS

O PSG faturou a sua 5ª Supercopa consecutiva (Foto: Divulgação/PSG)
Após ser campeão da Supercopa Francesa, os objetivos para a sequência da temporada serão as mesmos desde o primeiro título do clube na nova administração: conseguir êxito fora da França, sem perder a dinastia no campeonato local. Com estes reforços, somados ao elenco que já tinha, a tendência é que não tenha dificuldades para conseguir o primeiro objetivo. Mas como já ficou claro após destoar no futebol local, a ambição de Nasser Al-Khelaifi é vencer de maneira inédita Champions, mas intenção é confirmar o favoritismo na Ligue 1 com o título. 

Stade Rennais FC.pngStade Rennais Football Club

Fundação: 1901
Cidade: Rennes França
Mando de jogo: Roazhon Park
Melhor campanha: ?
Temporada 2016/17: 9º colocado (Ligue 1)

Ao longo da sua história, o Rennes a melhor fase certamente foi nos anos 70, quando conseguiu ir longe em competição europeia, erguendo duas taças de Copa da França no período - os únicos títulos do clube na sua história. Nesse século, é possível afirmar que o clube voltou a fazer campanhas dignas na primeira divisão local - o que obviamente alegra o torcedor do time da menor cidade francesa, tem sido a a soberania perante a seu maior rival, o Nantes. Algo que não saíra da memória dos adeptos do Rennes tão cedo: a vitória incontestável no clássico regional, por 3 a 0, com hat-trick da prata da casa Ousmane Dembélé, que posteriormente deixou o clube.

Após anos sem chamar a atenção no campeonato local, o Rennes viveu a expectativa de retornar à uma competição européia através da edição passada, quando teve um início avassalador. Sob comando de Christian Gourcuff, o time do sul do país chegou a figurar por algumas rodadas no grupo dos quatro primeiros colocados, até a virada do ano. Contudo, um entrevero entre a diretoria do clube e Paul-Georges Ntep foi um dos motivos que mudaram a situação da equipe na temporada. Visando uma saída, o jogador recusou todas propostas de renovação com o Rennes e, em janeiro, rumou ao Wolfsburg. Desde que ele deixou o clube, o técnico não conseguiu solucionar a lacuna no elenco, o que culminou numa queda drástica de produção, ficando apenas no meio da tabela. 

O RENNES 2017/18


Christian Gourcuff estará à frente do Rennes por mais uma temporada (Foto: Divulgação/Twitter/Stade Rennais)
A pequena restruturação de Christian Gourcuff no clube Bretão terá continuidade nessa temporada. Sempre conceituado numa única formatação tática, o veterano técnico deve estar em seu último trabalho da carreira. O fulcro dessa reformulação no clube que passa desde as categorias de base até o profissional, é designado pelo preciosismo dentro do 4-2-2-2, onde muitas vezes jogam Benjamin André e Sanjin Prcic  interiores que são valorizados no país, pela versatilidade de não ficarem presos apenas num estilo de jogo. Nas beiras, é costumeiro vermos um meia jogando pelos lados, com auxílio de um ponta mais agudo no flanco oposto - no caso, a reta final da temporada passada teve Amalfitano ocupando a função de criador nos lados e Mubele sendo o expoente da profundidade do time. 

Setor mais carente do elenco, as laterais tiveram calibre renovado com as chegadas de Maouassa e Traoré. Ambos, que por origem são extremos, rendem da mesma maneira jogando recuados. Essa versatilidade de ambos agrega – e muito – para as pretensões do clube na temporada. Mas o que mais agrada a torcida do Rennes, é a juventude de seus zagueiros titulares: o argelino Bensebaini junto ao marfinense Gnagnon. Ambos dão consistência ao setor, se firmando como uma das mais promissoras duplas de zaga do campeonato. Ainda no banco, o que já foi titular consolidado da equipe, Mexer, briga para volta ao pódio e ter vaga cativa no elenco, qualificando o plantel.

No meio-campo, outra novidade importante: o jovem interior Benjamin Bourigeaux, ex-Lens, chega ao Rennes com a missão de suprir uma nítida deficiência na distribuição do jogo pela faixa central do campo, algo que os atuais nomes do setor não conseguem desempenhar. Mais à frente, o principal oásis do time na janela. Trata-se do jovem senegalês Ismaïla Sarr, que apelidado de "novo Dembélé" deve compor o flanco esquerdo com exímia vitalidade para o funcionamento do time. Ele chega por uma quantia estratosférica para os padrões franceses, sendo uma aposta de risco, mas que poderá render frutos futuramente. 

O ataque é, para Christian, necessário mobilidade e capacidade de variar alternativas: o seu filho Yoann faz a função de flutuar entre as linhas finais do campo, chegando para finalizar, atuando perto do gol e criando, enquanto o marfinense Giovanni Sio (que deixou o clube), era mais centroavante, jogando de costas para o gol. Outro opção polivalente para o técnico, é o velocista espanhol Brandon Thomas, que pode ser utilizado tanto no comando do ataque quanto nas pontas.


Quem chegou: Faitout Maouassa (LEFrança, ex-Nancy), Benjamin Bourigeaud (MFrança, ex-Lens), Hamari Traore (MMali, ex-Stade Reims), Ismaila Sarr (A, Senegal, ex-Metz), Brandon Llamas (A, Espanha, ex-Mallorca)

Quem saiu: Benoït Costil (GFrança, Bordeaux); Pedro Mendes (Z, Portugal, Montpellier) e Sylvain Armand (ZFrança, aposentado); Denis Wil Poha (MFrança, Orleans/empréstimo), Gelson Fernandes (MSuíça, Frankfurt), Giovanni Sio (A, Flag of Côte d'Ivoire.svg, Montpellier), Aldo Kalulu (AFrança, retornou  Lyon), Adama Diakhaby (AFrança, Mônaco) e Wesley Saïd (AFrança, Dijon);

PERSPECTIVAS

A pequena reformulação comandada pelo técnico tem tudo para ser concretizada com bons frutos nessa temporada. Com as aquisições feitas, é esperado que o clube bretão brigue por vaga na parte de cima da tabela, quiça Europa League. Em relação a competição europeia, a concorrência é mais acirrada, já que entre os postulantes a essa vaga são superiores ao Rennes, em tese. Porém, com um time jovem e recheado de bons jogadores, é candidato a ser uma das surpresas boas de 2017/18.

Logo AS Saint-Étienne.svgAssociation Sportive de Saint-Étienne Loire

Fundação: 21 de abril 1919
Cidade: Saint-Étienne França
Mando de jogo: Stade Geoffroy-Guichard
Melhor campanha: Campeão (10 títulos)
Temporada 2016/17: 8º colocado (Ligue 1)

Detentor de 10 títulos na sua história, o Saint-Étienne ainda é o maior campeão do país, mas é outro grande clube francês que passou (ou passa, se considerarmos que o último título não foi tão expressivo assim) por um longo ostracismo. Após a última conquista em 1981/82, o clube do centro-leste da França teve que conviver com um longo jejum de 32 anos sem títulos nacionais, que só foi quebrado com a conquista da na temporada 2012/13, quando conquistou a Copa da Liga.

Com uma campanha apenas regular, os Verts chegaram a brigar por vaga em competições europeias, mais precisamente na Europa League, competição a qual também disputou na temporada passada. Porém, não conquistou este objetivo, terminando na 8ª colocação. Como já era anunciado, o fim da era de Christophe Galtier no comando do clube se encerrava nessa temporada. E pensando no futuro, o mais copeiro clube da França pode retornar aos holofotes - já que uma mudança na ideologia geral do clube está sendo feita. Isso passa desde contratações até metodologia de futebol, ter um estilo de jogo. Além desse desempenho aquém do normal na última temporada, é plausível apontar o crescimento de Keita (atacante) e Jorginho, jovens valores do clube.


O SAINT-ETIENNE 2017/18


Oscar 1
Óscar Garcia chega ao Saint-Etienne para substituir o longevo Christophe Galtier (Foto: Divulgação/ASSE)
Após quase uma década no cargo do clube, o veterano técnico Christophe Galtier deixou o Saint-Etienne, iniciando uma nova era no lado verde do centro-oeste francês. Discípulo de Pep Guardiola, Óscar Garcia em conceitos tem um projeto ambicioso. Dentro de sua filosofia de apostar em jovens que trouxe do Red Bull Salzburg, os Verts tem margem para crescer futuramente, já que formam a maior parte das seleções de base do país atualmente. Podemos destacar de seus garotos, alguns atletas mais famosos para quem acompanha de perto a canteira do clube: o ponta Jonathan Bamba, Arnaud Nordin, o polivalente (atua tanto na lateral quanto mais avançado) Arnaud Nordin, Kenny Rocha Santos. O último se tornou na última temporada o jogador mais jovem a atuar pelo ASSE na história da Ligue 1 e promete postular a um das vagas no time.

Mais uma temporada está por vir e veremos novamente os oásis técnicos do Saint-Etienne recentemente firmes e fortes no clube: o zagueiro extraclasse para o nível do futebol local, Loïc Perrin, e também o goleiro da Seleção Francesa, Stéphane Ruffier. Com as ideais inovadoras do técnico, o zagueiro especialmente será muito útil, já que pode contribuir tanto defensivamente quanto no primeiro passe - tendência atual, onde é especialista. 

Ainda na defesa, a saída de Malcuit para o Lille foi uma grande perda, já que era unânime na função. A sua reposição manteve a ideologia de aquisições trazida pelo técnico espanhol, que é apostar em jovens talentos. O físico Saidy Janko, com passagens pelo Manchester United, chega vindo do Celtic, com uma clara sinalização de que será titular. Por fim, entre os mais badalados, o senegalês Assane Dioussé é mais uma opção de no elenco recheado de volantes do clube - por sinal, o jovem que chega do Empoli possui qualidade no passe e intensidade, podendo exercer função à frente.

No meio-campo, as peças atuais não condizem com o estilo de enxergar o futebol do comandante espanhol, que conta com jogadores mais destruidores do que armadores. Por isso, é plausível se ver uma variação comum nos dias de hoje: o 3-4-3. No caso, o fulcro da questão nessa formação, é possuir interiores reativos por dentro, com agilidade nos flancos  porém, isso pinta como apenas uma possibilidade mesmo  na prática, o time de se portar no 4-3-3, com Tannane e Hamouma, sendo meias nas beiras, contando com opções similares na função de centroavante.

Principal nome da janela até agora, o atacante Loïs Diony tem grande responsabilidade de solucionar um problema cômico do Saint-Etienne nos últimos anos: a carência de um centroavante goleador  E com a sua mobilidade mais evidente, o atleta certamente sai na frente do esloveno Beric, por vaga cativa no onze ideal de Óscar García.

Quem saiu: Kévin Malcuit (LDFrança, Lille), Neal Maupay (Brentford), Fabien Lemoine (MFrança, Lorient), Benjamin Corgnet (MFrança, Strasbourg), Nolán Roux (M, França, Metz), Henri Saivet (M, Senegal , Newcastle United), Jordan Veretout (M, França, Aston Villa)

Quem chegou: Louis Diony (A, 
França , ex-Dijon), Saidy Janko (LD, Suíça, ex-Celtic), Jorginho (ex-Arouca)

PERSPECTIVAS

Levando em consideração tudo já dito, é desejo de todos dentro do clube uma temporada consistente, para retornar a competição europeia e dar os primeiros passos para o novo projeto. O elenco do time em si, tem peças de reposição e principalmente margem para variar - porém, os rivais diretos na luta pela vaga na Liga Europa, também possuem um plantel qualificado. Por isso, fica claro que caso vá á torneio continental, será uma grata surpresa, que representaria um começo espetacular do técnico espanhol em frente aos Verts.

Toulouse FC.pngToulouse Football Club

Fundação: 1970
Cidade: Toulouse França
Mando de jogo: Stade de Toulouse
Melhor campanha: Vice-campeão (1954/55)
Temporada 2016/17: 13º colocado (Ligue 1)

Em termos de "solidez na elite", o Toulouse é um dos times mais destacáveis neste século na Ligue 1, onde desde a temporada 2003/04 marca presença. Ao longo desse período, o time obteve duas boas campanhas recentes - em 2006/07 (3ª colocado) e 2008/09 (4º colocado). Contudo, os melhores momentos da história dos Pitchouns aconteceu antes da refundação em 1970, quando já haviam chegado ao vice-campeonato em 1954/55 e conquistaram uma Copa da França três anos depois.

A temporada passada foi um tanto quanto atípica para o Toulouse: cercado de dúvidas em relação ao seu desempenho após perder seu maior ídolo em toda a história  Wissam Ben Yedder, que rumou ao Sevilla. Cotado como candidato a cair, os comandados de Pascal Dupraz inovaram e apresentaram um futebol vistoso, fazendo jogos malucos e passando longe das posições mais baixas do campeonato. No entanto, o time não conseguiu nada além do meio da tabela, desta vez encerrando a temporada em 13º colocado. 

O TOULOUSE 2017/18

O sistema defensivo do Toulouse já tem diversos nomes de valor considerável e jovens. Como por exemplo, a dupla jovem moldada pelo badalado Issa Diop juntamente a Christopher Jullien. Nas laterais, a direita ganha mais ênfase por contar com dois titulares em seleção de base da França, que disputam arduamente posição por lá: o velocista Amian é o dono da vaga, mas conta com opção de mais qualidade técnica, sinalizada por Michelin. Fora eles, a maior joia do clube atualmente é o goleiro Alban Lafont, que com apenas 16 anos, assumiu o posto de titular da equipe - e mesmo com algumas falhas,ainda é cotado a terceiro goleiro dos Bleus numa eventual lista de Copa do Mundo.

Outra faixa do campo recheada de jovens é o meio-campo. O Toulouse pode variar de muitas formas seu modo de jogar, tendo base as peças em seu elenco. Dentre os garotos falados, três deles fazem parte do setor: Alexis Blin (de boa presença física e qualidade técnica), Yann Bodiger (mesmo com atributos defensivos evidenciados, tem virtudes na bola parada e desempenha essa função nas partidas) e Zinedine Machach (com nome de craque, chegou a ser comparado com o seu "xará mais famoso" no início da carreira, no entanto 

No sistema ofensivo, cinco homens lutam por três vagas: como referência, o móvel Andy Delort sai na frente do mais pivô Ola Toivonen, enquanto nos francos Durmaz terá a concorrência de Sylla, no lado oposto o driblador Corentin Jean é titular absoluto e não possui nenhum substituto imediato. Falando taticamente, Durmaz é mais um daqueles meias criativos que jogam abertos, enquanto Jean tende a ser mais agudo, contando com a movimentação de Delort no centro do ataque.


Quem chegou: Steeve Fontes (ZCabo Verde, ex-Le Havre), Yannick Cahuzac (MFrança, ex-Bastia), Zinedine Machach (MFrança, retorna de empréstimo  Marseille) Alexander Peric (A, , retorna de empréstimo  Atalanta), Corentin Jean (AFrança, ex-Monaco), Yaya Sanogo (AFrança, ex-Arsenal);

Quem saiu: Uros Spajic (Z, SérviaAnderlecht); Tongo Doumbia (M, Mali, Dínamo Zagreb) e Oscar Trejo (MArgentina, Rayo Vallecano); Aleksandar Pesic (A, Sérvia, Red Star) e Martin Braithwaite (A, Flag of Denmark.svg, Middlesbrough);

PERSPECTIVAS

Com um plantel mais qualificado, espera-se que o simpático clube francês consiga manter certa constância e até mesmo sonhar com algo mais. Vale ressaltar que, o clube mesmo que modesto, possui reconhecidamente uma das melhores estruturas da Ligue 1, e tem margem para crescer com o tempo. Além desse alarde, é plausível dizer que a base do clube também é muito forte  a média de idade baixa do elenco prova isso, sempre colocando os seus prodígios para jogar.

Resultado de imagem para estac troyes escudoEspérance Sportive Troyes Aube Champagne

Fundação: 1986
Cidade: Troyes França
Mando de jogo: Stade de L'Aube
Melhor campanha: 7º colocado (2000/01 e 2001/02)
Temporada 2016/17: 3º colocado (Ligue 2)

Diferentemente dos outros dois clubes recém-promovidos, o Troyes não se ausentou por um longo período da Ligue 1, onde esteve pela última vez na edição 2012/13. Com auge no início dos anos 2000, o ESTAC fez as suas melhores participações na elite exatamente nesse período, especialmente nas 2000/01 e 2001/02. Em ambas, fez campanhas semelhantes, terminou na 7ª colocação e, partir disso, conseguiu disputar competição europeia, que resultaria no título mais importante da sua história, a Copa Intertoto da UEFA de 2001. 

Desde então, o time não conseguiu repetir grandes feitos nem no próprio país, tradicionalmente disputa a Ligue 2 e eventualmente a elite, mas sempre longe de igualar os feitos do passado. Na última vez que esteve na Ligue 1, inclusive, o Troyes fez uma campanha pífia - em 38 rodadas, somou apenas 18 pontos, sendo rebaixado como lanterna na edição 2015/16. Já na última temporada, o Troyes não era dado como um dos favoritos ao acesso na Ligue 2, mas o time comandado por Jean-Louius Garcia conseguiu surpreender, conseguindo avançar aos playoffs. Diante do Lorient, o Troyes conseguiu um milagroso triunfo, garantindo, assim, a presença na Ligue 1 em 2017/18.

O TROYES 2017/18

Grande destaque do time na ocasião e desde muito tempo, o meia Benjamin Nivet é ícone emblemático do pequeno clube francês, um de seus maiores ídolos de toda história e dos remanescentes da última participação na elite, quando conseguiu certo destaque. Atualmente, com 39 anos, o meia é mais velho entre as principais ligas europeias. Além do capitão e eterno camisa 10, um dos poucos valores individuais do time para a temporada é Adam Niane, ex-Nantes. Artilheiro da equipe na divisão inferior, o atacante maliano oferece excelente trabalho de pivô e jogadas aéreas. 


Benjamin Nivet ainda é o principal líder do Troyes (Foto: Divulgação/ESTAC)
Em relação aos reforços, alguns nomes variados chegaram ao time. Entre eles, o talentoso meia tunisiano Saif-Eddiene Khaoui vem por empréstimo do Marseille, com função de dar mais juventude a criação do time, auxiliando o veterano Nivet, que apesar de diferenciado perante as circunstâncias do Troyes, deve sentir o fardo da idade. Outras boas aquisições que tendem a postular como titulares, são os dois zagueiros Gabriel e Oswaldo Vizcarrondo  o primeiro representante, jovem zagueiro brasileiro cedido pelo Lille, que se destaca constantemente nas seleções de base tupiniquins, enquanto o segundo pode formar uma defesa mais sólida e experiente, atributos que faltam no setor.


Quem chegou: Oswaldo Vizcarrondo (Z, Colômbia, ex-Nantes), Gabriel (ZBrasil, emprestado  Lille), Mathieu Deplagne (LDFrança, ex-Montpellier), Bryan Pelé (MFrança, ex-Stade Brest), Saîf Khaoui (MTunísia, emprestado  Marseille), François Bellugou (MFrança, ex-Lorient);

Quem saiu: John Martial (ZFrança, Petah Tikvia) e Rincón (ZBrasil, free agent); Thiago Xavier (MBrasil, Valenciennes); Mour Paye (AFrança, Créteil);
PERSPECTIVAS

Com um dos elencos mais vulneráveis da elite francesa  quiça entre as grandes ligas europeias , o desafio do Troyes é enorme. O plantel é visto como limitado tanto em qualidade quanto em quantidade. O lado bom dessa história, é que o bom técnico já provou que apesar das limitações, consegue resultados sem tanto material humano - como foi na última temporada na segunda divisão local. Desta vez, porém, o objetivo não será pelo acesso, e sim, contra uma nova queda.

Resultado de imagem para escudo StrasbourgRacing Club Strasbourg Alsace

Fundação: 1906
Cidade: Strasbourg 
Mando de jogo: Stade de la Meinau
Melhor campanha: Campeão (1978/79) 
Temporada 2016/17: Campeão (Ligue 2)

O Strasbourg, por sua vez, está de volta à elite após nove anos. Assim como o Amiens, o time azul também frequentou a terceira divisão recentemente, conseguiu dois acessos consecutivos e tem presença garantida na Ligue 1 de 2017/18, porém esta não será a primeira vez que disputará a elite. Apesar da longa ausência, não foram poucas as vezes que o clube disputou a elite, sendo que numa delas ficou com o título  Na edição 1978/79. Também já venceu a Copa da França em 1951, 1966 e 2001, além da Copa da Liga Francesa em 1997 e 2005.


A torcida do Strasbourg esperou nove anos pelo retorno à Ligue 1 (Foto: G. Varela/20minutes)
Com o título da Ligue 2 na temporada passada, o RSC se tornou um dos poucos clubes a conseguir o feito de vencer as três principais divisões do país, já que também havia vencido a terceira divisão no ano anterior.

O STRASBOURG 2017/18

No retorno à elite, uma das apostas mais corretas da diretoria em relação a reforços foi investir em nomes com experiência na liga, que podem somar de outras formas além da parte técnica. Isso é evidente quando olhamos a média de idade do elenco: uma das mais altas na França, de 27,1 anos. Um dos valores mais destacáveis do atual elenco é o goleiro Bingourou Kamara. O jovem integra seleção de base da França e desde cedo era titular em seu ex-clube, o Tours. Contudo, a pouca idade de início surte efeito em sua titularidade, já que o da posição deverá ser o experiente Alexandre Oukidja.

Defesa menos jovial, porém cascuda. Esse é o traço do Strasbourg em seu sistema defensivo, que conta com nomes conhecidos do torcedor local, como o espanhol Pablo Martinez (ex-Angers), além de Kenny Lala. Ambos tendem a ser os laterais titulares da equipe na posição. O miolo da defesa tem seu elipse formado pelo bom zagueiro africano Kader Mangane ao lado do capitão e ícone do elenco, Ernest Seka. Vale ressaltar que a saída de Felipe Saad, brasileiro que fez toda a carreira na França, talvez faça falta para o sistema no geral


Divulgação do uniforme do time recém-promovido à elite contando com alguns jogadores do plantel (Foto: Twitter/Strasbourg)
O que promete ser a trinca mais provável do time no meio-campo, tem base dentro de duas contratações importantes feitas pelo clube no mercado: o versátil e técnico Jonas Martin juntamente ao meio Benjamin Corgnet, que por muitos anos permaneceu no Saint-Etienne, sendo peça essencial. Já o melhor jogador do time na última temporada, Vincent Nogueira, pode dar mais qualidade no último passe, além de recompor bem nas transições defensivas.

O ataque também passou por mudanças. O artilheiro do time na última temporada, o talentoso marroquino Khalid Boutaïb, deixou o time em rumo do futebol turco, ocasionando uma lacuna de cunho inimaginável para o time. Além dele, o jovem belga Baptiste Guillaume também partiu para novos ares, não teve o empréstimo renovado e acabou vendido para o Angers. A reposição foi feita com certa discrição, já que outros nomes foram ventilados antes da chegada do argelino Idriss Saadi  outra cria do Saint-Etienne , que terá a função de fazer a maior parte dos gols do time no campeonato. Vale lembrar que na última temporada o mesmo fez 14 gols em 29 jogos atuando no futebol belga, figurando na artilharia da temporada por lá.


Quem chegou: Bingourou Kamara (GFrança, ex-Tours), Kenny Lala (LDFrança, ex-Lens), Pablo Martinez (LEFrançaex-Angers), Jonas Martin (MFrança, ex-Real Bétis), Nuno da Costa (M, Cabo Verdeex- Valenciennes), Benjamin Corgnet (MFrança, ex-Saint-Etienne), Idriss Saadi (A, Argélia, ex-Cardiff City);

Quem saiu: Felipe Saad (ZBrasil, Lorient); Vincent Granic (MFrança, free agent); Baptiste Guillayme (ABélgica, fim de empréstimo  retornou ao Lille), Khalid Boutaïb (A, Marrocos, ex-Malatyaspor);

PERSPECTIVAS

O ponto de vista de todo time modesto que sobe à Ligue 1, obviamente, é se manter na principal divisão por mais uma temporada, algo que não foge muito das pretensões e condições do tradicional clube. Com um elenco abaixo da concorrência, os comandados de Thierry Laurey terão que se empenhar mais do que o esperado, para ficar longe das colocações mais baixas do campeonato.

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