Header Ads

O começo do fim do Imperialismo Brillinguiano

Sete anos depois, pode estar chegando o fim de uma era no Figueirense Futebol Clube. A Era do 'Imperialismo Brillinguiano'. Nos últimos meses, trouxe aqui nesta mesma coluna, inúmeras matérias pondo críticas ao presidente Wilfredo Brillinger e seus imensos erros. Eis que na noite desta segunda-feira (07), um grande passo foi dado para que um novo futuro esteja a caminho.

O 'Imperialismo Brillinguiano' está chegando ao fim (Foto: Betina Humeres/Agência RBS)
Nas últimas semanas, uma reunião extraordinária foi marcada para a segunda-feira (31/07), para uma votação a favor ou não de uma nova gestão para tornar do Figueirense um clube-empresa. Os novos investidores à época queriam que o contrato fosse aprovado de imediato para o trabalho ser iniciado logo. Os conselheiros, em decisão acertada, não aceitaram tal imposição e um novo prazo foi dado para que os conselheiros pudessem ler as 53 páginas do contrato.

A nova reunião do Conselho Administrativo, antes marcada para o próximo dia 10, fora antecipada para esta segunda-feira, e a partir daí foi dado o que talvez possa se dizer um dos maiores passos nos últimos anos do Figueirense.

Iniciada às 20h, a reunião teve uma duração de duas horas e meia. E após muitos debates, discussões de cláusulas, e tantos outros fatores, o novo contrato de gestão do Figueirense foi aprovado por 85 votos a 2.

Em reunião fechada, contrato de nova gestão foi aprovado por maioria avassaladora dos conselheiros presentes (Foto: Léo Munhoz/Agência RBS)
O contrato e nem o nome dos investidores foram revelados ainda, mas segue alguns pontos já colhidos pela imprensa sobre a nova gestão:

– Investidores pediram contrato de 20 anos;

– Nomes dos investidores não foram revelados, mas seriam de fundos de investimentos americano e dos Emirados Árabes;

– Os investidores assumiriam uma dívida de R$ 70 milhões, e um déficit mensal de R$ 500 mil;

– Empréstimo com o grupo investidor para sanar as dívidas emergenciais, como salários atrasados;

– Cesar Grafietti, Luiz Paulo Rosenberg, Luiz Lara e Luis Eduardo Batista foram os nomes citados como possíveis integrantes da gestão empresarial;

– Cláusula propõem rompimento do contrato em caso de rebaixamento à Série C;

– Investimentos imediatos no futebol, como a contratação de pelo menos cinco novos reforços ainda para a Série B;

– Contratação imediata de um novo treinador;

– Meta de levar o clube à Libertadores em 5 anos


E um desses tantos pontos foi realmente feito de imediato. Um minuto após o anúncio da posição favorável do Conselho Deliberativo, o Figueirense comunicou de forma oficial em suas redes sociais, a contratação de Milton Cruz como novo treinador. Auxiliar técnico do São Paulo por muitos anos, Milton Cruz trabalhou com o francês Alexandre Burgeois, que foi escolhido pelo grupo investidor para ser o CEO executivo do Figueirense. O primeiro e último trabalho de Milton como treinador, foi no Náutico, quando em 12 jogos, teve 5 vitórias, 4 empates, e 3 derrotas. Milton Cruz e Alexandre Burgeois serão apresentados nesta terça-feira, às 14h30.

Milton Cruz é o novo técnico do Figueirense (Foto: Rubens Chiri)
O último ponto, mas não menos importante, é o que é o início do fim do 'Imperialismo Brillinguiano' que já está há 7 anos acabando com o Figueirense.  Com a aprovação do contrato da nova gestão, Wilfredo seguiria como presidente, poderia compor o conselho de gestão da Associação, porém, numa reviravolta, Wilfredo Brillinger cedeu o cargo. É importante deixar claro que Brillinger não sai de imediato, porém ele perde todo o poder de decisão no clube. A princípio, esta associação teria um presidente diferente do clube, e este seria o homem que passaria a administrar o Figueirense com decisões no futebol e estruturais.

Francês Alexandre Bourgeois será o CEO executivo do Figueirense (Foto: Divulgação/ESPN)
O senso crítico sempre haverá de ter, e o que causa espécie no torcedor alvinegro, é um pouco de falta de transparência. A gestão de Wilfredo Brillinger nunca teve transparência alguma, muito pelo contrário. Vide agora e nos últimos anos que Wilfredo diz que não há salários atrasados, e todos sabem que há. Hoje, por exemplo, o Figueirense está com dois meses de salários atrasados, três meses do direito de imagem em atraso. Além de uma dívida de 70 milhões – podendo no fim do ano atingir os 80 milhões – e um déficit mensal de 500 mil. Transparência faltou para Wilfredo, e agora falta para os investidores que não dizem quem são. Podem ter bônus a nós, mas o ônus, quando a gente menos espera, poderá vir.

Tudo tem de ser tratado com bastante cautela. O futuro pode ser incerto; o tiro pode ser um tiro completamente no escuro; mas a esperança do torcedor de que tudo venha a melhorar, pode estar ressurgindo. Com os pés no chão, vamos todos juntos, caminhar lado a lado e buscar por um Figueirense Futebol Clube melhor e mais transparente.

Patrick Silva | @figueiradepre

Nenhum comentário

Tecnologia do Blogger.