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O fulcro do futuro do Lyon passa diretamente por sua exitosa base

Desde que eclodiu no futebol europeu como potência francesa, o Lyon usufrui do talento de seus garotos em prol do sucesso. No início desse século, na temporada de 2000-01, os Gones conquistavam a Copa da Liga Francesa, sendo assim o primeiro título relevante dos vários que o time levantaria ao longo da última década - nesse caneco, uma joia bruta encantava todo país: o meio-campista Steed Malbranque, que na época, era comparado a Zinedine Zidane. Logo, foi vendido para o futebol inglês, onde permaneceu por anos, até voltar para o Lyon há algum tempo, deixando o futebol na última temporada atuando pelo Caen. Sua aparição, é um marco para o clube - já que após seu surgimento, o OL se firmou como celeiro de craques dentro do velho continente, trazendo diversas safras com grandes nomes posteriormente.


Uma das grandes safras do OL nos últimos tempos, foi formado por eles. (Imagem: L'Equipe).
Em meados dos sete títulos consecutivos do Campeonato Francês no período citado, outros jovens pintaram como expoentes do clube no quesito. Dentre eles, os mais marcantes eram Hatem Ben Arfa e Karim Benzema, que após destaque pela seleção local em competição de base, foram apontados como potenciais líderes técnicos dos Bleus futuramente - o primeiro representante, nunca conseguiu render o esperado na carreira, apesar de bons lampejos e ter se tornado um ótimo jogador, tem aquela sensação de algo mais, sempre arcando com as consequências de ser problemático por onde passa. 

Na fase transitiva do Lyon quase beirando o final da década passada, ambos tiveram contribuição considerável no rendimento da equipe nas temporadas seguintes - porém, apenas Benzema possui carinho especial da torcida do clube, sendo aclamado um dos maiores jogadores da história do Lyon. Deixando de lado o destino de ambos da badalada safra no futebol, a solução para os entreveros que o time viveu, estava em casa.

Atualmente, o Lyon passa por um momento anormal, levando em conta algumas circunstâncias - entre elas, para muitos, o clube gerido por Jean-Michel Aulas desde 1987 teve em 2016/2017 um dos melhores elencos do clube na década - e, pelo futebol apresentado, organização e outros fatores, o desempenho  de Bruno Génésio voltou a ser questionado. Um time desorganizado, sem dotes táticos necessários e dependente de individualidades: reflexo do que foi a última temporada para o Lyon, que em resultados, não aparentou ser tão ruim - chegando às semifinais da Europa League e figurando na quarta colocação do campeonato local. 

Outra falha grave da atual gestão de Aulas, é seu preciosismo, meio que ter parado no tempo - a falta de ambição do clube, um projeto a longo prazo, fez com que o capitão e prata da casa Maxime Gonalons deixasse o OL - além dele, a janela deixou outras lacunas imensuráveis no elenco Lionês, peças importantes como Corentin Tolisso, Alexandre Lacazette, Rachid Ghezzal e Emanuel Mammana rumaram a outros times no velho continente.

Falando da atual temporada, o plantel Lyonnais sofreu diversas alterações. A principal delas, no ataque - o espanhol de 24 anos, Mariano Diaz, veio do Real Madrid com a responsabilidade de suprir a ausência de Lacazette, tarefa difícil, para um jogador que não provou tanto em seu ex-clube, muito pela falta de oportunidades. Outra transformação duvidosa por parte da diretoria, foi a venda do melhor zagueiro do time, Mammana, para ficar com nomes mais rodados - como Jéremy Morel e Nicolas Nkoulou. O miolo da defesa em si, tende a ser completado por Marcelo (recém-chegado do Besiktas) e pelo talentoso Mouctar Diakhaby, cria da base. Já nas laterais, Fernando Marçal e Rafael devem ser os titulares da equipe - o segundo "brazuca" citado tem a forte disputa com o holandês Kenny Tete, que mais jovem e físico pode ganhar espaço. 

No geral, nome por nome, o plantel do Lyon é competitivo o suficiente para postular a vaga em UEFA Champions League, no entanto, pelo contexto e sem ter achado um equilíbrio perfeito desde que assumiu o time na metade de 2015/16, a comissão técnica terá que se provar. A falação interna que mais ronda o clube recentemente, é de que toda a responsabilidade do sucesso do Lyon na temporada, passa pelos pés de Nabil Fekir - outra vez batendo na mesma tecla, mesmo erro: enfatizar o individualismo e sofrer com erros defensivos, principalmente na recomposição.

Alguns desses erros, podem ser corrigidos - e, não há necessidade de investir tanto em reforços impactantes. A atual geração da base do Lyon figura em todas as seleções de base da França, enchendo os torcedores de expectativas. Veja agora, quatro nomes que inseridos com mais frequência no time principal devem render frutos:

Hoje o principal nome do elenco, Fekir terá grandes obrigações. (Imagem: L'Equipe).
Houssem Aouar: apesar de já ter ganho minutos no profissional, inclusive fazendo gol em competição europeia (vs AZ Alkmaar na Liga Europa), Aouar ainda não emplacou uma sequência de jogos na Ligue 1 - em algumas oportunidades, jogando nas beiradas, função na qual pode desempenhar, mas não é de origem. Ágil, habilidoso e de técnica apurada, o jovem não escolheu sua seleção em tese, já que possui nacionalidade argelina com raízes francesas. Atuando tanto como enganche quanto mais recuado de interior, a lógica é que receba chances nessa temporada, sendo substituto imediato de Nabil Fekir na função de criador.


Aouar é a maior esperança do Lyon para o futuro. (Imagem: L'Equipe).

Amine Gouiri: fisicamente similar á Karim Benzema, o também franco-argelino foi artilheiro do último Mundial sub-17 - de bom drible, posicionamento e goleador, o jovem de 17 anos destoava facilmente dos demais nas divisões inferiores na base do clube - esse desempenho excelente para sua idade, culminou em ser relacionado para uma partida do Campeonato Francês na temporada passada, surpreendendo a maioria dos adeptos. Na pré-temporada, Gouiri brilhou ao fazer grande partida diante do Ajax - confronto que reeditou uma das semifinais da última Liga Europa. Já em definitivo no profissional, é eminente sua consolidação no time de cima - inicialmente, seria o reserva imediato de Mariano, recebendo várias oportunidades durante a época.


Gouiri em ação pela seleção sub-17 da França. (Imagem: BeinSports).

Christopher Martins Pereira: polivalente e técnico, o luxemburguês já é titular de sua seleção e disputou maior parte das eliminatórias europeias como titular, seja na zaga ou sendo o único pivote. No OL, sua função deve variar assim como em Luxemburgo: por isso, após a saída de Mammana, o clube comunicou que o atleta ganharia chances na defesa, esporadicamente. Sem tantas chances na preparação do time, o jovem de início tende a jogar algumas partidas pelos reservas (Lyon B) - porém na minha opinião, Martins Pereira é o backup ideal para Tousart, que assim como ele, é um volante de muito vigor físico e de certa qualidade para avançar - na visão da comissão técnica, Ferri (candidato a ser o novo capitão do OL) e Grenier têm moral mais elevada no elenco, mesmo estando claramente abaixo do resto do plantel.


Martins Pereira, pela versatilidade, com o tempo pode repor a saída de Corentin Tolisso. (Imagem: GettyImages).

Alan Dzabana: A reposição natural para Lacazette? Dzabana tem status de novo craque dentro da base do clube - artilheiro do time B por algumas temporadas seguidas, o atacante que também atua na ponta bateu o recorde de gols do próprio Lacazette em um único ano nos reservas. O ponto de vista de Génésio é que nos flancos, há mais espaço para a ascensão do jovem: no setor, sua concorrência é acirrada, apesar de poder ganhar vaga tranquilamente - Cornet, Del Castillo e ele aparecem como opções diante dos titulares Memphis Depay e Bertrand Traoré. Velocista e habilidoso, Dzabana tem tudo para vingar no clube - assim como Lacazette, possui identificação com o OL, isso porque nasceu em Lyon e desde criança está presente nos juniores do clube. Jóia bruta que precisa de lapidação, principalmente física, já que com apenas 1.64M, não contém imposição.


Dzabana também pode ser um dos melhores jogadores do OL no futuro. (Créditos na imagem).

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