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Frustração até na vitória: um Flamengo que subverte a lógica.

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O Flamengo desse ano, o time que parece subverter a lógica o tempo todo e decepcionar seu torcedor a cada jogo, parece ter contrariado mais uma máxima do futebol. Todo torcedor já ouviu que "treino é treino, e jogo é jogo." No caso da gávea, parece que treino é jogo e jogo virou treino.

O ritmo de jogo e a intensidade do time em campo estavam tão em marcha lenta que até Junior e Luís Roberto mencionaram isso na transmissão da TV Globo, ainda que normalmente isso seja muito raro de acontecer. O Flamengo entra e toca a bola como se o jogo não valesse nada e/ou fosse resolver a qualquer minuto a peleja. É claro que existem exceções, mas no conjunto, é bem por aí.

Por causa disso, cada jogo do time rubro-negro se transforma em uma disputa cada vez mais modorrenta. Jogos feios, travados. Jogos não-jogados. O princípio básico do jogo é se esforçar para ganhá-los, coisa que o Flamengo parece não fazer. Quando se depara com um time substancialmente inferior como o da Chape isso fica ainda mais claro. O time da gávea, tecnicamente melhor toca a bola não querendo nada, e o adversário inferior tenta sem conseguir passar pela zaga, e quando passa por ela agora o Flamengo tem D. Alves. Nessas horas, parece sintomático que os dois jogadores mais técnicos do time da Chapecoense sejam emprestados pelo Flamengo.

Reflexo maior disso é o penal de Everton Ribeiro. Em um jogo extremamente chato em que Jandrei não tinha feito nenhuma defesa, de repente aparece um lance que chama atenção. Como o ano do Flamengo, o Flamengo chama a atenção pra si mas batida do camisa 7 da gávea é frustrante, displicente.

O jogo era tão ruim, mas tão ruim, que em determinado momento parecia uma eterna pelada de veteranos em campo de grama. Sabe aquele momento que os coroas cansam e não existe meio de campo? Um time ataca e a defesa corta. Quando o time que ataca pega a segunda bola, o ataque continua. Mas quando o time que está defendendo apanha a pelota, toca a bola direto no seu atacante, enquanto os atacantes do time adversário não conseguem voltar e só ficam na esperança de que sua zaga tenha sucesso e os acione novamente.

Era assim o Flamengo x Chapecoense dessa tarde até o pênalti de Everton Ribeiro e continuou assim até o gol de Diego. O camisa 35 que fazia mais um jogo fraco sai como herói fazendo o que tem feito de melhor desde que chegou ao Flamengo: finalizando.

Em tempos de Rueda o rubro-negro da gávea teve mais uma tarde de Zé Ricardo. Ataque extremamente engessado e ineficiente, um meio que trabalha muito pouco, Guerrero isolado, confiança nos possantes Rafael Vaz e Gabriel, e um time recuado após fazer 1x0.

É bom mesmo que a lógica tenha se invertido. É bom mesmo que além de jogar como um treino, o Flamengo esteja encarando o treino como um jogo. Se não, vai ser um sufoco contra o Fluminense e ano que vem nada vai mudar. Fora o fato de que se continuar assim, é certo que não seremos campeões da Sul-Americana e quando acordarmos para buscar o G-7 do brasileiro, pode ser tarde demais.

E de todas as lógicas do futebol que o Flamengo vem subvertendo, a mais cruel de todas é a que mais incomoda os flamenguistas. Temos passado todos os jogos xingando ao invés de enaltecer nossos jogadores e hoje, tenho certeza, que o mesmo vencendo a chape, esse time do Flamengo fez com que terminássemos esse jogo chateados, pra não dizer frustrados ou decepcionados, palavras que já viraram sinônimo de Flamengo em 2017.

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