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Liverpool joga mal e vence Huddersfield por 3 à 0 num dia muito estranho.

O Liverpool jogou mal hoje. Talvez seja uma frase dura, dado o resultado. Talvez deveríamos parabenizar esse time por não precisar fazer nada além do necessário para bater um adversário que temos a "obrigação" de bater. Talvez seja necessário aceitar que não somos o Barcelona de Guardiola e que não venceremos todos os jogos dando show, apresentando um futebol sufocante, de cair o queixo e esperar mais desses jogos, onde só fazemos o básico e saímos com os três pontos. Tudo isso é aceitável e, numa temporada onde já perdemos muitos pontos jogando bem, uma vitória "feia" é muito bem vinda.

Mas algo ainda incomoda. Klopp nos deixou mal acostumados. Uma vitória dessas sob o comando de Gerard Houllier ou Rafa Benítez seria vista como apenas mais um jogo padrão. Efetivo, acima de tudo, todos vão pra casa felizes com os três pontos e fim de papo. Mas hoje? Esse time, esses jogadores, com esse técnico? Eles não são efetivos. Só existem dois extremos desse Liverpool, um no qual atropelamos tudo a nossa frente para vencer de forma espetacular e o outro onde vemos uma performance chata, sem vida, sem urgência, sem criatividade... e sem resultado. Nos acostumamos tanto com os extremos, que o meio-termo é estranho o bastante para nos questionarmos sobre a qualidade do futebol apresentado.

O primeiro gol nasce de uma bola longa - longe de ser característico desse time - que é desviada pela defesa do Huddersfield e cai no pé de Daniel Sturridge, sozinho, dentro da área. O inglês, então, calmamente encobre o goleiro Lössl. Ganhamos um presente da defesa adversária, após nos acostumarmos a dar presentes. Estranho.

Foto: Divulgação/Liverpool FC
O segundo gol tinha tudo para ser um gol digno do time de Klopp. Jordan Henderson abriu a defesa do Huddersfield com um passe magistral para Roberto Firmino, o brasileiro dominou, invadiu a área, levantou a cabeça e cruzou para Sturridge só empurrar para o gol. Jogada bem trabalhada, um dos gols da temporada estava nascendo! O pé do zagueirão de azul tinha outros planos e jogou a bola para escanteio. No escanteio, James Milner cruza e Firmino cabeceia para o fundo das redes. 2-0. Com um gol de bola parada! A última vez que o Liverpool havia marcado com uma cabeçada após um escanteio havia sido contra o Crystal Palace na temporada passada, coincidentemente, nessa mesma data. No aniversário de um ano do nosso último gol proveniente de um escanteio, o time quebra a maldição e consegue fazer outro. Estranho...

Foto: Divulgação/Liverpool FC
E para encerrar a noite, Gini Wijnaldum marca um golaço-aço-aço, após passar os primeiros 1075 minutos de sua temporada sem participar diretamente em um gol, seja marcando ou provendo uma assistência.
Foto: Divulgação/Liverpool FC
Após um primeiro tempo apático e um segundo tempo nada especial, o 3-0 no placar parece injusto com os visitantes e não foi um reflexo da partida, mas indicou que esse time pode tomar proveito de situações específicas e sair com um resultado positivo. Apesar da incerteza da performance, temos a certeza de três pontos na mala e de missão cumprida. Que venham mais jogos como esse! Ou não? Talvez não...É um sentimento estranho.

O Liverpool é capaz de muito mais, mas ao mesmo tempo já fez muito mais e não saiu com um resultado tão bom quanto esse. O futebol de resultado é um jogo perigoso e o mesmo eventualmente não virá, mas, por hoje, é bom o bastante. Agora só precisamos achar uma forma de aliar boas performances e vitórias para não precisar escolher entre um e outro.

Por: Luiz Felipe Gomes Santos / @MakeUsDreamBR

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