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As três defesas da Juventus em sete dias

Benatia tem se tornado pilar na Velha Senhora (foto: Juventus.com)

Em uma época onde muito se busca a forma de jogar precisa e compacta, época onde cada vez mais se vê distinção entre jogar bonito e jogar bem, época onde o equilíbrio de jogo é tão difícil nos jogos de alto nível em competições de grande expressão, a Juventus de Massimiliano Allegri, com os seus defeitos e erros que - dentre outros pontos - derivam da falta da condição ideal da parte física/técnica, conseguiu num giro de pouco mais de uma semana expor três defesas quiçá perfeitas de formas totalmente diferentes, o que é importantíssimo no arco de uma temporada. Vejamos caso a caso:

Começamos com o dia 1 de Dezembro no grande duelo contra o Napoli, o time montado com Buffon; De Sciglio, Benatia, Chiellini e Asamoah enfrentou o até então líder que era visto por jornalistas como a melhor equipe da Serie A. Defesa baixa, em bloco, sólida e que evitava os partenopei de fazer o que sabem e fazem de melhor (transição rápida com tabela infiltrada; jogadas pelo lado esquerdo e/ou inversões Insigne para Callejón). O time que joga por baixo e que normalmente cruza até 7 bolas por jogo, levantou 44 de maneira forçada e quase nunca pelo seu lado forte e intencionalmente já que não passariam pela Juve de tal modo. Dos homens de frente, grande trabalho de Douglas Costa na recomposição, Dybala impediu a criação de Jorginho e Higuain marcou o gol do 0 a 1 para a Senhora que apesar de não ter a posse de bola, criou as outras 3 chances mais perigosas do jogo.

Na terça (5), o jogo contra o Olympiacos pela UEFA Champions League apresentou a Juve com os mesmos jogadores, exclusos Asamoah por Alex Sandro e Barzagli por Chiellini. Com a linha mais avançada e uma defesa que se espalhava mais pra evitar cruzamentos e velocidade nas pontas, sem força na intermediária ofensiva, os gregos apenas criaram duas chances de fato, quando Szczesný e a trave impediram o empate e garantiram a classificação para as oitavas-de-final com o 0 a 2 (Cuadrado e Bernardeschi).

Já no último sábado (9), no retorno a sua casa, a equipe Bianconera enfrentou a Internazionale que graças ao excelente trabalho de Luciano Spalletti no comando da equipe e as qualidades sobretudo de Perisic e Icardi na frente; Handanovic na meta com Miranda e Skriniar diante desse, era vista como talvez a equipe mais organizada do torneio até então. O artilheiro argentino enfrentou a mesma defesa dos jogos anteriores da Juve (com as voltas de Asamoah e Chiellini), o time de Allegri marcou de maneira estreita, justa e com antecipações sobretudo pelos dois ofensivos citados que pouco conseguiram fazer mas mesmo interpretando muito bem os movimentos e ações pedidas pelo treinador, Mandzukic sobretudo, não conseguiu executar o plano de jogo e perdeu as chances evidentes de gol, resultando no 0 a 0 amargo pra Juve mas bom em ótica campeonato já que muitos achavam que os confrontos diretos diminuiriam as chances de Scudetto quando a verdade é que aproximaram no fim das contas os duelantes e com futebol em crescimento qualitativo sempre nos pontos técnico/táticos. A Juve está ali, de novo.

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