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Chegamos ao nosso teto técnico?

Após a vitória contra o Chievo se desenhava para o torcedor rossonero o clássico contra a Internazionale e a chance de uma aproximação real de seus concorrentes diretos à Liga dos Campeões, o calendário nos dava uma chance e nos colocava em um momento de grande motivação contra um rival sem confiança e despencando na tabela. 

Fonte: AC Milan
No entanto, o trágico acontecimento da morte do zagueiro Astori da Fiorentina impediu que duelássemos com nossos rivais nas condições acima apresentadas (mas compreendo o adiamento da rodada com um belo gesto de respeito por parte da Federação Italiana) e o intervalo parece ter diminuído o embalo da equipe que não conseguiu mais vencer. Em que se pese a duríssima sequência contra Juventus, Internazionale, Sassuolo e Napoli, em que perdemos apenas para a Juventus logo após o retorno do campeonato, os dois empates sem gols contra Inter e Napoli e o frustrante 1 x 1 contra o Sassuolo (em que se pese a grande partida de Consigli) levantaram alguns questionamentos na torcida quanto ao limite técnico da equipe. 

Não é segredo para ninguém que o grande mérito do Gattuso além da ótima organização tática (especialmente na defesa) é a sua capacidade de mobilizar a equipe levando-a a jogar quase sempre em seu limite, exigindo grande concentração e intensidade física. Em seus primeiros jogos o treinador surpreendeu ao fazer boas escolhas táticas e técnicas, muitas delas ofensivas, contrariando muitos que esperavam apenas a estratégia de fechar a casinha, mas esbarra claramente nas limitações de elenco e no baixo rendimento de alguns jogadores que deveriam estar entregando mais. 

Em que se pese a inexplicável escolha de Kalinic em alguns jogos a culpa não é apenas dele. André Silva, embora conte com a simpatia de muitos por sua grande atividade no Instagram, até o momento é um fiasco e não entrega o que prometia no início da temporada e Cutrone (que supera as expectativas) está em formação e sua oscilação é natural. 

O teto técnico da equipe fica visível na zona de criação que conta com o voluntarioso Kessié que embora seja importante na manutenção da intensidade física da equipe, não é armador e sim um elemento de chegada surpresa na área, mas que às vezes acaba tendo que realizar esse papel pelo péssimo momento de Bonaventura. Bona, aliás, que é a maior decepção da temporada e embora se doe na defesa, é um elemento quase nulo no processo de criação, nem mesmo a chegada de trás e a finalização de média distância que eram pontos fortes têm aparecido nessa temporada sobrecarregando Çalhanoglu e Suso que deveriam ser válvulas de escape, mas acabam tendo que desempenhar também a recomposição e a criação. 

O turco evoluiu bastante, mas ainda municia pouco o ataque, com seus melhores melhores momentos sendo nos chutes de fora da área, na combinação com Ricardo Rodriguez e nos cruzamentos, pouco para quem usa a camisa 10. Suso que é disparado o jogador mais importante do setor de criação, apesar dos bons números também é vítima do mau momento de seus companheiros se tornando previsível em muitos momentos, principalmente por ser procurado o jogo inteiro e não ter alguém que divida o fardo com ele, mas ainda que seja importante e seu corte para direita seguido de chuveirada para o Cutrone venha rendendo frutos ainda é pouco para darmos o salto que imaginamos. 

A defesa tem sido ponto forte nessa recuperação, com Bonucci e Rodriguez sendo peças importantes que também auxiliam na construção do jogo, mas o teto técnico da equipe fica cada vez mais visível e com uma espinha dorsal consolidada deve ser alvo da diretoria no próximo mercado. Espero que as promessas feitas por Mirabelli visem essa qualidade que atualmente falta do meio para frente. 

Por Gil Costa

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