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Alô, Paulistão, Voltamos!

Desde a manutenção da Série B em 2017, o Bugre teve uma missão para começar bem o ano que iria chegar: o acesso à série A-1 do Campeonato Paulista. Tarefa simples à vista grossa e obrigação do clube voltar à elite do futebol paulista. As contratações chegaram e, juntamente ao técnico Fernando Diniz, sugestões foram feitas para começar o desafio começando pelo novo elenco.

Fumagalli foi uma importante peça que renovou por mais uma temporada no Guarani e alegrou a torcida que tem o mito como ídolo (não é pra menos). Também houve importantes renovações como os Brunos (Mendes e Nazário). Com gente nova chegando, foi dando cara nova ao elenco e curiosidade de como iria ser o Guarani de Fernando Diniz.

As novidades começaram pelo setor defensivo: Bruno Brígido e Wallace para definir a titularidade no gol; Lucas Kal na zaga; na lateral o Marcílio; os volantes Ricardinho e Hélder; já no setor ofensivo: o meia Rondinelly e no ataque Erik e Pedro Bortoluzo. O Bugre preparado e, juntamente à parte remanescente, já tínhamos um bom time para o início de campeonato. No defensivo com Passarelli; na zaga com Philipe Maia e Willian Rocha; Lenon, Kevin e Salomão e Bruno Souza nas laterais; Baraka, Denner e Pablo como volantes; Os meias Bruno Nazário, Fumagalli e Gabriel Leite; por fim Bruno Mendes, Elias e Serafim no ataque. Além dos meninos da base que subiram para o profissional como: Carlão (goleiro), Acorsi e Luan (volantes) e Juninho (meia).

O Bugre já estava preparado e os treinos deram início no mês de dezembro. Tudo encaminhando para estreia até que um imprevisto acontece: Fernando Diniz recebe uma proposta para comandar um time da primeira divisão do Brasileiro e deixa o Bugre pouco menos de duas semanas antes da primeira partida. Sem pensar duas vezes, Umberto é promovido a treinador e assume o Bugre no dia seguinte. Não havia pessoa melhor para comandar o time. Umberto já estava há bastante tempo e conhecia o elenco mais do que ninguém.


Créditos: Letícia Martins/Guarani Press 

A escolha despertou dúvidas diante da torcida, mas a diretoria Bugrina sabia, como toda certeza, o que estava fazendo. O Guarani estreou diante do Oeste fora de casa que apresentou um futebol pobre mesmo tendo grande parte do seu elenco remanescente do ano anterior. Jogaram no nosso erro e, com um gol achado, foi suficiente para contentar o elenco rubro-negro. Após o gol, o time mandante se fechou e não quis saber de atacar. Um golzinho chorado foi o suficiente. Passarelli teve seu primeiro jogo como titular e teve um bom desempenho.

Créditos: Letícia Martins/Guarani Press
A estreia com derrota não causou desconforto, tendo que esse era um dos principais confrontos do Bugre para esse campeonato. Na semana consecutiva um novo reforço: Fernando Lombardi chegara para compor a zaga. Três dias depois o Bugre já tinha um novo desafio, desta vez em casa. O Nacional veio ao Brinco de Ouro em busca dos três pontos, mas Erik e Rondinelly deixaram os três pontos conosco e a primeira vitória do Bugre se viu em casa. Sem sofrer gols, a estreia de Bruno Brígido foi positiva e muito bem comentada.

Créditos: Letícia Martins/Guarani Press


O próximo jogo foi contra o São Bernardo e a segunda derrota consecutiva fora de casa. Nada a se desesperar, o Guarani apresentava um bom futebol e o que estava faltando era um pouco de entrosamento. Com o placar de 2 a 1 o Bugre volta até Campinas de mãos vazias, mas com sede de vitória preparando para a próxima partida em casa.

Falando em sede, o próximo adversário era o Água Santa, que não escapou da dupla dos Brunos (Nazário e Mendes) e, também, de Érik. Sem se esquecer do outro Bruno, desta vez o Brígido, que também contribuiu para mais um jogo em casa sem sofrer gols. Com o placar de 3 a 0 a torcida vai à loucura, mas consciente de que é só o começo de etapa para o objetivo final.

A partida contra o Água Santa foi adiada por solicitação da SporTV para que fosse transmitido na sexta-feira. Foi dado folga ao elenco que podia descansar para retornar aos treinos na próxima segunda-feira (29). Quem dera pudesse cancelar essa folga e treinar no sábado mesmo. O porquê disso todos deve ter conhecimento. Dia 27 de janeiro de 2018 perdemos o nosso goleiro reserva Wallace em um acidente de carro.

O elenco ficou enlutado e foi difícil a semana de treino. Principalmente o titular Bruno Brígido que estava junto com ele grande parte do tempo desses quase dois meses no Guarani. Foi uma notícia que deixou todos comovidos e foi muito difícil aceitar essa condição. Wallace que estava emprestado do Vitória estava próximo à família que reside em Ribeirão Preto. Era um menino cheio de sonhos e de muita habilidade.

O Guarani teve uma sequência de dois jogos em casa e o próximo era diante do Batatais. Wallace foi o centro das atenções e todos nós temos certeza que ele estava lá vendo a homenagem feita para ele em rede nacional. As homenagens contaram com a presença de cerca de quarenta pessoas da família do goleiro para assistir à partida dedicada a ele. E foi muito especial. Não teve um que não se emocionou diante disso. 


Créditos: Letícia Martins/Guarani Press


Wallace levava a camisa 12 e, por autorização da Federação Paulista de Futebol, a camisa 12 foi aposentada nessa temporada. Na noite da homenagem, todos os jogadores entraram com a camisa 12 em memória, uma faixa com seu nome foi carregada pelo elenco e havia uma programação para paralisação do jogo aos 12 minutos. Mas a grande surpresa ainda estava por vir (e isso não estava no planejamento).

Exatamente aos 12 minutos, Rondinelly abre o placar com um golaço e o estádio todo se emociona. Após a comemoração do gol, todos acendem a lanterna do celular e entoam: “Wallace Eterno”. Logo no número dele, no minuto destinado a ele, esse gol sair não pode se considerar como uma mera coincidência. No intervalo as homenagens continuaram e a mãe e tio foram convidados até o gramado para receber uma camisa enquadrada e todo o carinho da torcida que levou faixas em homenagem e terminou da melhor forma: vitória do Guarani. 



Depois da sequência em jogos em casa, o Bugre encara o Sertãozinho em busca da terceira vitória consecutiva e ela veio. Com 3 gols de Bruno Mendes e um do estreante Fernando Lombardi que assumiu a titularidade pela primeira vez após a venda do zagueiro Willian Rocha que foi para o Nagoya Grampus, no Japão. Com chuva de gols, o Bugre venceu o Sertãozinho por 4 a 2.

Bruno Mendes realizou um feito que por poucos foi executado: o  "hat-trick de ouro" ou "hat-trick clássico”, que consiste em gols da mesma partida marcados com um com cada pé e outro com a cabeça. Bruno Mendes que já jogou pelo Guarani em 2012 voltou com força total e assumiu a artilharia do elenco Bugrino e vem sendo destaque. Confira os lances do jogo e, claro, uma atenção especial aos 3 categóricos gols. 



O próximo desafio era um jogo em casa, diante do XV de Piracicaba. No Brinco de Ouro estávamos invictos e o visitante quebrou essa marca. O Bugre dominou o primeiro tempo, mas tem aquele ditado: quem não faz leva. No primeiro minuto da segunda etapa, o XV balançou as redes do goleiro Brígido e terminou assim mesmo. O jogo foi daqueles que se estivessem jogando até agora, ainda estaria com o placar mínimo de 1 a 0.

Créditos: Letícia Martins/Guarani Press

A derrota não abalou o Bugre que teve outra oportunidade de vencer em casa. O Taubaté veio até Campinas para enfrentar a equipe alviverde. Mas dessa vez sem surpresas ruins, pelo contrário, Nazário marcou um baita gol de bicicleta e fez virar a página do deslize Bugrino da rodada passada. Com o placar de 2 a 1 o Bugre esteve tranquilo para ir até a cidade de Osasco para enfrentar o apático Audax.

Créditos: Letícia Martins/Guarani Press


Foi a vez do Guarani ser visitante. Medo? Longe disso! Nazário deixou seus dois gols para garantir o lado que ficaria os três pontos. Mas não foi só ele; Rondinelly ampliou de pênalti e Denner, na cobrança de escanteio, aproveitou a sobra e chutou direto pra dentro do gol! Audax tentou fazer sua parte, mas levamos na bagagem a vitória. 4 a 2 no José Liberatti.

Créditos: Letícia Martins/Guarani Press

 A torcida já estava eufórica e esperançosa para ver o grande Guarani em mais um jogo em casa. Rio Claro foi o próximo desafio. Com um jogo bem equilibrado, o placar evidenciou essa paridade. 1 a 1 deixou o torcedor descontente que saiu do estádio esperando mais da partida. Mas nem sempre a vitória vem. Com o time embalado, o que se espera é sempre os 3 pontos, mas um empate também teve sua importância. Antes um ponto na mão do que três voando.

Créditos: Letícia Martins/Guarani Press

Inter de Limeira era logo ali e estavam ansiosos para nos receber no Limeirão. Um jogo para lavar a alma. A chuva estava castigando e o jogo quase foi interrompido pelo mau tempo. Nem a chuva parou o Guarani. O fator casa estava irrelevante para o Guarani. Fora ou em casa estava garantindo um bom jogo do time campineiro. A Inter ainda sonhava com a classificação e não quis deixar fácil. Mas o que não sabiam é que o difícil que nos interessa. Com gols Erik e Bruno Mendes, o Bugre levou mais uma vez os três pontos pra casa com uma vitória por 2 a 1.

Créditos: Letícia Martins/Guarani Press

Hora de encarar mais um adversário tradicional: Juventus. Nunca que uma vitória não é importante, mas o Bugre já tinha feito uma campanha e pôde jogar sem peso nas costas. Mas ganhar é muito melhor, certo? Correto! O Bugre venceu por 2 a 0, fora os ameaços. Juventus até tentou, mas Brígido não precisou trabalhar muito e deu a lógica.


Créditos: Letícia Martins/Guarani Press

Brinco de Ouro lotado e o time de Penápolis veio nos visitar. A lei do ex não funcionou para Denis Neves que retornou para o Brinco (agora do outro lado) e o Bugre venceu pelo placar de 4 a 2. Um jogo cheio de emoções que rendeu 6 gols e muito show de bola. Com dois gols de Denner, um gol de Nazário e o primeiro do volante Baraka, o Guarani já estava na zona de conforto.

Créditos: Letícia Martins/Guarani Press

O próximo jogo importava pela questão de honra, mas para o campeonato em si, estava praticamente nulo. Com o Bugre já classificado, a derrota contra a Lusa não deu dor de cabeça. Compreensível, pois o time mandante precisava da vitória para escapar do rebaixamento. Erik diminuiu para o Bugre, mas o placar ficou em 2 a 1.


Créditos: Letícia Martins/Guarani Press

Reta final do campeonato chegando e o Votuporanguense veio à Campinas enfrentar o Guarani. A vitória era necessária para garantir a decisão das semi-finais serem em casa. Então fizemos nossa parte. Foi o último jogo do Fumagalli com o manto Bugrino e esse jogo rendeu fortes emoções. O juiz apita e direciona seu braço para a área. Sim, amigos, pênalti para o Guarani! Não restou dúvidas de quem bateu o pênalti. “Uh, Fumagalli” era o canto único da torcida nesse momento. E foi ele para a bola e fez o óbvio: gol do Guarani!

Créditos: Letícia Martins/Guarani Press

Último jogo antes da decisão e o Guarani deixou a vitória para ir com tudo! Pedro Bortoluzo fez seu primeiro pelo Guarani no início do segundo tempo. O Votuporanguense diminuiu, mas o 2 a 1 foi o resultado final. Tudo pronto e adversário definido: XV de Piracicaba.

O Guarani enfrentou o único adversário que venceu na nossa casa no Paulista. Que agonia! Dentre todos, era o menos desejado para essa batalha. Como a campanha do Bugre foi muito boa, o jogo da volta foi para o Brinco de Ouro. A ansiedade foi demais e todos estávamos ansiosos para que chegasse logo o grande dia.

 A carga máxima dada para o torcedor Bugrino foi esgotada em poucas horas e a torcida pôde fazer uma linda festa mesmo fora de casa. O jogo foi agoniante do primeiro ao último minuto. O hino nacional estava prestes a começar e o fotógrafo do XV falou: “Gente, junta todo mundo aí que essa foto vai ser do acesso”. Algo me disse que não, sorri discretamente e fui fotografar o elenco Bugrino.

No jogo de ida, o marcador não quis trabalhar e ficou no 0 a 0. Denner quase, mas quase, marcou para o Bugre. Aquela bola está tremendo o travessão até agora. Voltamos para a Campinas com toda a responsabilidade do acesso. Em casa é mais que um dever, que uma obrigação. É toda a história e, há quantos anos o Guarani não chegava até a semi-final para desperdiçar essa oportunidade? Era nosso, já era pra ser. No G-4 esteve os 4 times que o Guarani foi derrotado no campeonato. O G4 estava assim: Guarani, São Bernardo, Oeste e XV.

Créditos: Letícia Martins/Guarani Press

Chegou o dia e o Brinco explodiu de tanta gente. A torcida foi prestigiar esse momento. Meu avô esteve lá após mais de 10 anos sem estar acompanhando de perto o time do coração. A torcida cantava e vibrava e cada lance foi vibrado como se fosse um gol. Foi apoio do começo ao fim e ele, Ricardinho, recebeu o passe de Nazário e não teve outro pensamento a não ser de tentar o gol. Se jogou na bola com todas as suas forças e deixou o goleiro à ver navios. A festa não foi grande, foi enorme!
 
Créditos: Letícia Martins/Guarani Press                    

O Brinco de Ouro estremeceu e dali em diante o XV não conseguiu mudar a história. Bruno Brígido fechou o gol de canto a canto e tão esperado apito final foi ouvido. SUBIMOS! A emoção não coube dentro do coração e depois do jogo não tive forças para gritar, correr e abraçar todo mundo. Ajoelhei no gramado e ainda tentava entender tudo aquilo em frações de segundos. QUE HONRA! Que honra estar vivendo tudo isso de perto e podendo abraçar cada um que foi responsável por esse momento único.
Créditos: Israel Oliveira
Dar a volta olímpica junto com os protagonistas foi algo que pra sempre vai estar no meu coração. A torcida com um misto de emoções contagiantes deixou aquela noite inesquecível para todos! Que honra ter meu vô ali, na arquibancada, revivendo os momentos de glória do Guarani Futebol Clube.
Os times da final já estavam definidos: Guarani e Oeste. Pela melhor campanha o Bugre pôde decidir em casa mais uma vez. O jogo foi bem menos tenso do que o do acesso. Mas ganhar o campeonato valia a vaga para a Copa do Brasil de 2019. O Bugre entrou em campo e encerrou o campeonato com chave de ouro! 4 a 0 para não ter dúvidas de quem seria o Campeão!

Créditos: Letícia Martins/Guarani Press


Algo a ficar pra sempre marcado: na despedida do nosso guerreiro Wallace, o seu tio reuniu todo o elenco e disse e pediu à todos que ganhassem esse campeonato por ele, Wallace. Na camisa de todos os jogadores, o seu nome foi estampado como homenagem no jogo da final. Foi pra ele, foi por ele e foi, com certeza, com ele.
Todos têm suas crenças, mas indiscutivelmente Wallace Ribeiro Barato estava lá, junto com todos comemorando pelo campeonato. Sua mãe foi receber sua medalha e esteve no pódio representando o nosso guerreiro. “Wallace” foi o grito de todos. A festa foi linda e essa exclusiva, só tem o LF. Um prazer enorme poder registrar grande maioria desse campeonato e acompanhar bem de perto os bastidores desse épico momento.

Bruno Brígido, mãe e filha do Wallace - Créditos: Letícia Martins/Guarani Press

Guarani, por fim, teve indicações pelo bom desempenho e tivemos o craque do campeonato e meia (Bruno Nazário), melhor atacante (Bruno Mendes), melhor volante (Baraka), melhor lateral (Lenon), melhor técnico (Umberto). Terminamos da melhor maneira!

Nunca foi e nunca será só um jogo!


#WallacePraSempre #CampeãoPaulista #A2 #ObrigadaGuarani  







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