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EXPLODE NAÇÃO: tarde de Flamengo no Maracanã.


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(Gilvan de Souza/Flamengo)

Comprei ingresso pro jogo de ontem quando nem queria ir. Venderam na semana que estávamos em crise, empatando duas vezes com o Santa Fé. Para completar, semana cansativa, vontade zero de ir pro jogo. Parti pro Maracanã onde minha mãe estava internada. Passa bem já, mas sempre é ruim.

Fato é que cheguei ao Maracanã meio sem vontade. Até porque daria aula cedo no dia seguinte, precisava poupar um pouco a voz. 

A massa, porém, me impediu.

Não existe nada mais revigorante do que uma bela tarde de Flamengo no Maracanã.

Horário clássico. 16h da tarde, 60 mil presentes, como deve ser. A direção finalmente, seja lá porque motivo, resolveu abaixar o preço dos ingressos. Esse aspecto, somada a volta de Guerrero e a incipiente liderança trouxeram a massa de volta ao Maracanã.

E esses muitos menos alguns foram agraciados com uma bela tarde de Flamengo, com todos os ingredientes de um grande jogo. Partida contra um grande rival, volta de ídolo, garotos brincando de jogar bola, cenas lamentáveis, golaço do jogador criticado. E a massa, como fator principal.

Foi uma peleja bem jogada. Disputada desde o início. Querendo ou não, certo ou errado, a cobrança da torcida parece ter dado uma injeção de ânimo nos jogadores. Alguns até demais. Geuvânio por exemplo só faz correr, sabe se lá pra onde. 

Tomamos a iniciativa do jogo desde o início, sempre procurando o ataque. Quando o Inter deu duas estocadas, D. Alves foi espetacular em uma bola e seguro na outra. No mais, o Fla tentava pelas laterais, com Paquetá e Cuellar controlando o meio campo. Dourado era o mesmo atabalhoado de sempre, assim como o Geuvânio. Na ponta esquerda, é cada vez mais curioso ver a evolução de Vinícius e como ele já começa a se impor. Fabiano ontem o marcou a distância, sabendo que qualquer mole é abertura pra uma caneta ou um lençol do garoto. D´Alessandro que o diga.

Se na primeira etapa viemos para jogar, na segunda viemos para ganhar. Contamos também como uma incompreensível postura tímida do Inter. Já aos 26min do primeiro tempo, Danilo Fernandes fazia cera para cobrar tiro de meta. No segundo tempo, ficaram ainda mais acuados.

Aos 9min, chega o momento tão esperado. Como foi bonito ver você voltar Paolo. Como as coisas mudaram desde aquele jogo contra o Inter em 2015. Ontem, a torcida do Flamengo estava ensandecida só ao vê-lo ser chamado. Como um coroa que sabe das coisas, entrou com a camisa dentro do short, a barba por fazer, e resolveu ensinar Dourado o que é ser um jogador de futebol. Na primeira bola que pegou deixou Vinicius livre na entrada da área, e seguiu não perdendo nenhum pivô para os zagueiros colorados.

Aos 26min, falta na entrada da área para Guerrero. Eu esperava de verdade que o texto de hoje talvez fosse só sobre você, caso você tivesse batido aquela bola. Mas Paquetá pegou pra si a pelota, assim como tem pego pra si todo o time. Ver Paquetá jogar é um deleite para os apaixonados pelo esporte bretão. Da sobra da barreira, o garoto emendou direto e a bola entrou caprichosamente no canto do arqueiro colorado após desvio na zaga. Flamengo 1x0. Explode nação.

Logo depois as cenas lamentáveis. É bom lembrar que Vinicius e Paquetá são conhecidos por seus dribles e jogadas de efeito quando os jogos ainda não estão decididos. O argumento dos jogadores do Inter para as agressões é nulo. Quando se vem com agressões, o melhor a fazer é responder com o futebol.

Que jogador, que maturidade. Não deixou-se abalar por um D´Alessandro que frustrou ao não ter resposta violenta de Paquetá. Fora o clássico "Uh! VAI MORRER!" vindo das arquibancadas, a resposta foi um lençol em pleno círculo central. 

De novo: Ver Paquetá jogar é um deleite para os apaixonados pelo esporte bretão.

Resolvemos dar uma emoção para o jogo e ver se D. Alves estava ligado na partida. Duas belas defesas do arqueiro rubro-negro que começa de verdade e firmar sua posição como ídolo. E numa sobra de bola, Everton Ribeiro, na sua jogada característica, puxando para o meio, carregando desde a metade da cancha, fechou o caixão. Flamengo 2x0.

O tímido jogador, caipira faceiro, veio correndo em direção a massa. Que essa zica vá embora e você finalmente faça a diferença. Bola você tem. O canhoto ainda teve tempo de pegar a bola para comemorar homenageando a esposa gestante que está no hospital.

Enquanto isso tudo acontecia, o segundo tempo foi de festa nas arquibancadas. Torcida pressionada, time responde em campo. Há muito tempo não via essa simbiose que tanto nos caracteriza. Que saudades que eu estava. 

Resultado: Saí pulando e cantando, com a voz toda arranhada para dar aula no dia seguinte.

Não existe nada mais revigorante que uma noite de Flamengo no Maracanã. Segue o líder e segue o aviso: a chave para o sucesso do Flamengo está na simbiose. Não estamos jogando isso tudo ainda, falta muito para jogarmos fino. Mas como Flamengo ultimamente estamos jogando. E se bem conheço o Flamengo, se deixarem a gente empolgar e encorpar, é um abraço para cada um que deixaremos para trás.

No mais,
Saudações Rubro-Negras.

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