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Líder jogando bola



(Gilvan de Souza/Flamengo)

Segue o líder. Ameaçado de perder e a liderança na tabela, o Flamengo entrou no Maracanã essa tarde para confirmá-la com uma vitória. E foi, finalmente, uma vitória convincente, com resultado somado a bola jogada. Coincidentemente, o bom desempenho veio após a primeira semana em que tivemos mais de 3 dias de descanso desde o início desse brasileiro.

Entre o jogo de sábado em Belo Horizonte e o desta quinta foram 5 dias de diferença. Com o domingo de descanso, foram três dias livres para treinamento. Contra o Galo, assim como o contra o River, o Flamengo tinha se portado como um time sem protagonismo, quase sem ofensividade. Estava na hora de entrar nos eixos.

É engraçado porque ano passado éramos um time que jogava bem e não conseguia os resultados. Pelo menos até o início do ano. E esse ano estamos sendo o time que joga mal mas vem minimamente tendo bons números. Mas ontem, no Maracanã, o enredo foi outro.

Horário clássico, 16h da tarde. Sol e Maracanã lotado. 55mil pagantes. Com 15 reais o ingresso a massa sempre vai estar presente. Com o detalhe de que pareceu ter uma quantidade muito maior de não sócios do que o habitual. O setor sul estava praticamente lotado e as filas pra comprar ingresso na porta do Maracanã nas horas próximas ao jogo ainda eram grandes.

Com exceção das ausências da dupla de zaga e Cuellar, time de sempre. Mas time de nunca também. Foi a primeira vez em muito tempo que os três meias do Flamengo pareceram se entender. Bola no chão e infiltração pelo meio. Que saudade.

O primeiro tempo foi marcado por um Flamengo que amassou o Bahia em seu campo. Os zagueiros rubro-negros se alinhavam  já no  círculo central. Nos minutos iniciais ameaçou de verdade apenas com chute de Paquetá de fora da área. Na metade da etapa inicial Dourado perdeu um gol incrível embaixo das traves. Tão incrível que a arquibancada comemorou, mesmo sem a bola ter tocado as redes. Ninguém entendeu como a bola não entrou.

Foi um time de bola no chão. O rubro-negro jogou com toda a tranquilidade que não lhe é característica. Rodava pra um lado, e rodava pro outro, esperando a hora de avançar com tudo sobre a defesa bahiana.

Apesar disso, era um time desequilibrado. Sem Cuellar, coube a Paquetá sempre iniciar as jogadas, vindo algumas vezes buscar a bola em tiros de meta. Com isso, sua presença era um tanto sentida na frente quando o time saía jogando de trás. O lado esquerdo contava com a tríade Renê, Diego e Vinícius. Já o direito, tinha apenas Everton Ribeiro e Rodinei, sempre com Paquetá chegando um pouco atrasado no ataque.

E seguiu assim até os 30 do 2T. Entre 30 e 40, contusões e paralisações deixaram o jogo muito morno.

Aos 40 eu dizia pra o amigo companheiro de arquibancada. "O time parece preguiçoso agora. Vai guardar gás pra resolver no 2T".

Ledo engano. Sem grandes movimentações do ataque, do nada Diego arrancou pelo meio numa jogada que parecia despretensiosa. Deu a Renê que pareceu tentar o chute. A bola parou nos pés do meia que inflitrava pelo meio. O domínio da bola já matou o goleiro e o 10 só fez empurrá-la pra dentro. Flamengo 1x0.

É de se ressaltar a partida que Diego fez ontem. Não sei se por orientação de Barbieri ou simancol, o meia soltou a bola com uma velocidade que não vinha tendo. Cadenciou quando foi preciso e acelerou quando tinha que ser feito. Seu gol veio do que faz de melhor: arranque, inflitração e finalização.

O jogo ganhava outra cara e se definiria 5min depois, em jogada símbolo da partida. Bola na zaga, tranquilidade. Não conseguindo sair pela direita voltaram a Diego Alves. O goleiro lançou Renê, que rapidamente acionou Vinícius nas costas da zaga. O ponta cruzou para Dourado, que dominou mal e foi obrigado a recuar para Paquetá. Sem espaço para finalizar deu a Renê e vendo espaço se infiltrou pelas costas da zaga. O passe preciso do lateral e a cavadinha do garoto montaram um belo gol. Flamengo 2x0.

E aqui, uma pausa: É brincadeira o que está jogando Renê. O lateral contestado vem mudando a opinião da torcida. Sempre demonstrou enorme qualidade defensiva mas vem cada vez mais participando do ataque. O primeiro gol contra o Emelec saiu dele. O gol contra o Galo saiu de seu lançamento (não acredito ter sido chutão). Ontem duas assistências.

E aqui tem mão de Barbieri. Repare que Renê joga por dentro, não por fora. Com Vinícius bastante aberto e contando com um lateral sem grande qualidade na bola cruzada, o técnico posiciona Renê jogando pelo corredor central. Dá superioridade no meio de campo e firmeza na retomada da bola.

Jogo praticamente resolvido, o time rubro-negro apenas esperou o fim da partida. Com a maratona de jogos, não valia a pena se desgastar simplesmente para fazer uma goleada. Ainda mais com duas substituições por problemas médicos, de jogadores que recentemente apenas vem sendo titulares, Jonas e Leo Duarte. No final do jogo alguns pareciam visivelmente cansados. Especialmente Paquetá.

Apesar do controle, tomou alguns riscos desnecessários. Vários bolas cruzadas assustaram a zaga e Diego Alves ainda teve tempo de operar milagre no fim do jogo. Afirmação de um excelente goleiro. Finalmente.

O time ainda teve pelo menos duas oportunidades claras de gol e desperdiçou. E teria mais se Dourado não destoasse tanto de qualidade no ataque. Apito derradeiro com um clássico 2x0.

Simples, efetivo, bom e pragmático. Flamengo líder e com bom desempenho após tempo pra treinar. 

O objetivo agora é se manter no topo até a parada pra copa. 4 jogos. Dois em casa. Pontos obrigatórios. O primeiro deles contra o Corinthians no domingo, jogo em que será necessária ainda mais paciência e menos descuido da defesa. Em busca do hepta, com a massa do lado e um time que vai se arrumando.

No mais,
Saudações rubro-negras.



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