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Figueirense 97 anos - O que é ser Figueira?

Segunda pele; amor; paixão. O que é ser Figueira? Ser Figueira vai além da sua compreensão, da sua sanidade mental. É algo que tu sente sem querer sentir, mas que mesmo assim este sentimento que toma conta de você da cabeça aos pés, é o maior e melhor sentimento que pode existir na vida. É o amor verdadeiro.

Figueirense Futebol Clube: 97 anos de vida, história e glórias (Foto: Divulgação)
Figueira é amor; é paixão; é amizade; é irritação; é indignação; é planejar toda a sua semana baseada nele. É tentar qualquer trocado aqui, outro ali para conseguir pagar o ingresso de um jogo mesmo que fosse contra o "Atlético Piraporinha". É ver aquela camisa antiga no guarda-roupa, com patrocínio, numeração e tudo mais apagando, pegá-la e vesti-la com o sorriso de orelha à orelha.

O acesso de 2001 e o lendário gol de Abimael, 'o talismã' (Foto: Divulgação)
Figueira é sair de sua casa para o estádio e ao mesmo tempo não sair de um ambiente familiar. Figueira é acolhimento; é estar no estádio, ir sozinho e voltar com amizades que você vai levar para a vida inteira. É irmandade; é saber que por debaixo daquelas peles, raças e credos, bate o mesmo coração alvinegro que bate em mim, em você, e em toda uma Nação perdidamente apaixonada.

Este é o Figueira da Rua Padre Roma, dos estádios Adolfo Konder e Scarpelli; é o Figueira de Jorge Albino Ramos, de Balbino Felisbino da Silva, Domingos Joaquim Veloso, João Savas Siridakis, de Orlando Scarpelli; é o Figueira de Calico, Dito Cola, Pinga, Levir Culpi, Peçanha, Toninho Catarinense, Balduíno; é o Figueira de Albeneir, Genílson, Aldrovani, Abimael, Edson Bastos, Marcio Goiano, Wilson, Fernandes... é o Figueira do Paulinho da Charanga, do Claudinho Gandolfe, da Dona Iara, do Zezão Jamaica, de Mario Laus; é o Figueira do povo, é o Figueira de todos.

Acesso do Figueirense em 1973. O primeiro catarinense a disputar a elite nacional (Foto: Reprodução)
Ser Figueira é isso: é como amar, não tem bem uma explicação. O amor só existe e a gente tem que sentir ele do jeito que é. São 97 anos de um amor estranho. Cheio de altos e baixos; de alegrias que se tornaram tristezas; de tristezas que se tornaram alegrias imensas. E por meio deste, com a responsabilidade de falar em nome de toda uma Nação, fica aqui a todos os alvinegros de 1921, a nossa eterna gratidão por cada segundo destes 97 anos.

Patrick Floriani | @figueiradepre

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