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FSG, Jürgen Klopp e a ambição do Liverpool

A contratação de Alisson demonstra a ambição de Jürgen Klopp e da FSG (Foto: Liverpool FC/Andrew Powell)
O Liverpool mais uma vez quebrou o recorde mundial para trazer um jogador essencial. A contratação do goleiro Alisson Becker, vindo da Roma, por 66 milhões de libras exalta mais uma vez a ambição de Klopp e dos donos do Liverpool, a Fenway Sports Group (FSG).

Depois das duas falhas de Loris Karius na final da Champions League, talvez a maior partida do Liverpool em 10 anos, ficou a clara a necessidade de um goleiro mais qualificado. Karius já vinha sendo criticado desde que assumiu a titularidade do time em janeiro e não passava segurança e nem vinha atuando bem constantemente, mas mesmo assim era defendido por Klopp e por parte dos torcedores (incluindo eu).

Não se sabe o que aconteceu com Karius, pois antes de chegar ao Liverpool era visto como um dos goleiros mais promissores da Bundesliga. Obviamente, após os seus dois erros fatais na Champions League, fica claro que o psicológico fica extremamente abalado e as críticas não paravam de virem na direção de Karius. No começo do mês, uma pesquisa do jornal Liverpool Echo mostrou que apenas 4% dos torcedores queriam Karius como titular, além da frequente tiração de sarro dos torcedores rivais com o goleiro nos amistosos de pré-temporada, que gritavam "uh" quando a bola chegava perto de Karius.

Por todas essas razões, a contratação de Alisson mostra a ambição do Liverpool de competir. Além de melhorar a posição consideravelmente, Alisson se adapta ao estilo de jogo de Klopp por saber jogar bem com os pés, tem um bom passe para um goleiro e saber se posicionar no gol e na área.

Desde a chegada de Jürgen Klopp, a FSG vem mostrando o porque de ter comprado o Liverpool em 2010 e finalmente começou a dar fôlego ao seu projeto. Além de colocar o clube em um patamar competitivo, a FSG conseguiu reverter a dívida existente de quando compraram o clube e transformaram o clube financeiramente, estando entre umas das maiores potências financeiras do futebol europeu.

No ano passado, por exemplo, as finanças do clube cresceram de forma encorajadora. A expansão de Anfield gerou 12 milhões de libras a mais nas receitas de partidas, além do clube ter transformado um déficit de 21 milhões de libras em 2016 para um lucro de 39 milhões em 2017, muito devido a venda de Philippe Coutinho para o Barcelona. Além disso, o novo acordo de transmissão da Premier League resultou em aumento de 124 milhões nas receitas relacionadas à mídia. 

O dinheiro recebido por meio de controlar as finanças sabiamente é investido em jogadores de peso e coloca o clube em um cenário competitivo. Desde a chegada de Klopp, o Liverpool quebrou o recorde de transferências três vezes com as chegadas de Mo Salah, Naby Keita e Virgil Van Dijk, além das contratações de Sadio Mané, Fabinho, Oxlade-Chamberlain, Robertson e agora Alisson.

Aqueles que pedem para que a FSG se retire do clube não sabem do que falam. O crescimento econômico e futebolístico do clube desde a chegada dos americanos é algo surpreendente e difícil de se fazer. Graças a boa administração, o clube está um cenário competitivo e pode brigar por grandes títulos, igual fez na última temporada chegando na final da Champions League.

O Chelsea, que possui um dono rico, está em uma situação difícil com Roman Abramovich, que tem problemas com a imigração britânica e que pode ser vendido novamente. O Aston Villa foi contratado por um dono chinês, fez investimentos, mas agora encontra-se devendo uma quantia grande dinheiro e a falência do clube foi quase declarada. Não é sempre que um monte dinheiro resolve a situação, o mais importante é uma boa administração e esse é o caso do Liverpool.

O crescimento do lado do futebol é extremamente notável, o Liverpool melhorou suas atuações nos campeonatos desde que Klopp chegou ao clube, disputando duas finais europeias e levando o clube para duas Champions League consecutivas, algo que não acontecia desde a era Rafa Benítez. Além disso, Klopp melhorou o time em todos aspectos, desde estilo de jogo até em elenco.

O ataque precisava de mais poder de fogo e o Liverpool foi atrás de Mané, que retornou o investimento. O time precisava de mais velocidade pelos lados e trouxe Salah, que se tornou o maior artilheiro na era Premier League e referência do time em apenas uma temporada. Precisava de um lateral esquerdo e comprou Robertson, que resolveu o problema. 

Precisava de um zagueiro e Klopp viu que Van Dijk era a solução; desembolsou 75 milhões e fez do holandês o defensor mais caro da história. Precisava de uma melhoria no meio-campo, trouxe Naby Keita e Fabinho, dois jogadores de ponta e que seriam titulares na maioria dos times ao redor do mundo. E por último, precisava resolver a posição do goleiro e trouxe um dos melhores do futebol europeu, o tornando também o mais caro da posição.

As contratações na história recente do Liverpool mostra a ambição do clube em ganhar títulos novamente, de ser colocar entre os melhores clubes da Europa, e os frutos já estão sendo colhidos, muito devido a inteligência no recrutamento e a visão do diretor Michael Edwards em relação ao desenvolvimento da equipe. Essa abordagem direta que o Liverpool tem em relação a contratações e administração é um modelo que deve ser seguido e reconhecido como bem sucedido.

Não sabemos se essa temporada será a temporada do tão sonhado título da Premier League. No entanto, podemos saber que o time está no caminho correto independentemente do que aconteça nessa temporada. O futuro é certamente muito promissor para o clube.

Vou me despedindo, YNWA

Gabriel Coelho/@gabrielcoelhof_

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