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Aproveite rubro-negro! Deleite-se!

Há 5 anos atrás, quando Bandeira de Mello assumiu a presidência prometendo dentro de algum tempo um time que disputasse títulos, se você perguntasse a um rubro-negro qualquer como ele queria que o Flamengo jogasse, ele diria o seguinte:

- Um time que joga pra frente, raçudo, que lute até o fim e não tenha medo de ninguém. Se for bonito, melhor ainda.

Depois de idas e vindas, foi aos trancos e barrancos que esse dia chegou. Por isso, aproveite, rubro-negro: o Flamengo joga o melhor futebol do Brasil.

É o famoso "empolgou"? É. Porque se não fosse não seria Flamengo. Somos assim por natureza, por essência, do vermelho do sangue ao negro dos olhos vidrados na tela e no gramado. Mas dessa vez, temos motivo para nos empolgar.

Não é um simples cheirinho de quem é prepotente o suficiente pra dizer que vai ganhar alguma coisa sem nem mesmo estar perto disso. Sim, porque somos prepotentes e megalomaníacos por essência. Dessa vez, porém, sabemos que é diferente. Não é que fizemos boa campanha no brasileiro com Muralha, Rafael Vaz, Márcio Araújo e Gabriel, e amarelando nos jogos grandes. Nem é o caso de um time que chegou em duas finais jogando um futebol fraquíssimo mas o suficiente para disputar títulos.

É diferente. É o Flamengo que queremos.

Quando eu era criança, lembro de diversas vezes ouvir meu pai, reclamando dos Negreiros e Diegos Maurícios da vida, falando sobre uma época que eu apenas sonhava.

"- Antigamente a gente ia pro Maracanã não pra saber quem ia ganhar, mas de quanto ganharíamos".

Parecia impossível. Irreal.

Mas parece estar chegando. É claro que nem sempre vamos ganhar. Mas a sensação já existe. Fui assim para os últimos dois jogos no Maracanã e depois do empate de hoje tenho a impressão de que pode vir qualquer um que vamos atropelar.

E explico o motivo disso:

Acima de tudo porque, depois de muito tempo, o Flamengo joga bola. E joga muito bola. Muita, mas muita bola. Joga com a bola no pé, o tempo todo, sem abrir mão dela, sem deixar de lado as grandes jogadas e aquilo que a essência do futebol do rio e do mengão: pra frente, na grama, bonito.

Me diz que time do Brasil tem um primeiro volante que aos 44 do segundo tempo pedala pra cima do zagueiro, faz jogada de linha de fundo, e cruza para o 10 quase colocar pra dentro?

Um goleiro excelente, que lidera o time de trás e é catimbeiro quando necessário.

Um zagueiro da base, veloz, e um xerife que manda a zaga. Capitão.

Um primeiro volante apaixonante, que vence todas as divididas. Decidido em todas elas, destrói quando necessário e constrói como ninguém. Onipresente. O dono do meio campo.

4 meias. Repito. QUATRO MEIAS OFENSIVOS.

Um da base, abusado e as vezes displicente, mas cuja qualidade arrepia a espinha e da orgulho a qualquer rubro-negro. Habilidade e ousadia.

Um 10 que mesmo sem esbanjar sua melhor fase é o líder do meio campo, disputando cada jogada, chegando na área pra finalizar e com movimentações inteligentes pra abrir espaço para os companheiros.

Um monstrinho baixinho e canhoto, que entorta zagueiros e dita o ritmo e as principais jogadas do time. Cada vez mais a vontade, faz golaços atrás de golaços.

Uma ponta esquerda que depois de Vinicius Jr. parece ter ficado fácil pra qualquer um.

Temos o essencial para sermos campeões. Repare que não falei das laterais, o ponto fraco do time. Tanto de um lado como e outro. Mas convenhamos, mesmo o time de 81 tinha seus estorvos. Afinal, Nunes não era nenhum primor técnico.

Mas até isso tá dando certo e Renê aparece na área aos 48 do 2T para acertar seu único cruzamento do jogo. E que tapa do garoto Lincoln. Gritei como um louco na hora do gol. Meus olhos lacrimejaram nas vezes em que vi no replay. 17 anos e aquele gol.

Aquele gol.

E essa foto.


(Gilvan de Souza/Flamengo)

É. O Flamengo joga o melhor futebol do Brasil. Todo mundo joga bola e o time joga como queremos, esperamos e merecemos. Pode não dar em nada. Pode não vencer nada. 

Mas rubro-negro, aproveite. A nossa hora de celebrar está chegando. Não deixe de se gabar e ser prepotente e confiante como somos por causa de um medo de sermos zoados por causa de um cheirinho. Vá ao Maracanã e experimente a sensação de ter absoluta certeza de que verá o seu time vencer. Vibração única. Escolha ser feliz.

A mística está voltando. Pra frente, bonito. Experiência. Base. Raça. Até o final. Gol nos acréscimos em jogo gigante.

O Flamengo de hoje, de Barbieri, o novato de 36 anos, está reaprendendo a ser o Flamengo de sempre. Um deleite para os apaixonados do esporte bretão. Bem treinado, que não se desespera. Não abandona suas ideais e continua jogando bonito, com a bola no pé até os acréscimos.

Experimente. Viva esse momento e sinta. Vestiu rubro-negro, não tem pra ninguém.

No mais,
Saudações Rubro-negras.

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