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Agenor não é ruim!

Foto: ALEXANDRE NETO/PHOTOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Como um bom tricolor nascido na década de 90 eu vi goleiros ruins defendendo a meta do Fluminense. Fernando Henrique, Kléber, Kléver, Ricardo Berna e Rafael foram personagens que maltrataram meu coração juvenil e fizeram com que meu repertório de palavrões sempre fosse renovado. Por isso eu tenho experiência para afirmar: Agenor não é ruim.
Na manhã de sábado Fluminense e Vasco duelaram pela décima rodada do Campeonato Brasileiro. Um clássico, por si só, já carrega consigo uma carga emocional muito grande e São Januário lotado viu um time do Vasco disposto a vencer a partida, encurralando o Fluminense em seu campo de defesa desde o inicio da partida.

A equipe de Fernando Diniz vinha com muitos desfalques: Yony González, Luciano, Matheus Ferraz, Allan  e Ganso não puderam ser relacionados para a partida. Com tantos jogadores de fora, o bom futebol defendido pelo técnico tricolor não pôde ser colocado em campo.
Sem os toques de bola insinuantes, o Fluminense tentava armar as jogadas com o veterano estreante Nenê, hostilizado pelos vascaínos das arquibancadas. O meia tricolor até mostrou disposição, esteve presente na maioria das jogadas ofensivas e, mesmo sofrendo muitas faltas, não se escondia da partida.

Infelizmente, o camisa 77 não conseguiu ser muito efetivo em campo. Porém, apesar disso, o gol do Fluzão saiu em jogada individual de Pedro, nos acréscimos do primeiro tempo.

O panorama da primeira etapa mostrava um Vasco superior no gramado, mas que não conseguia agredir a meta de Agenor. O arqueiro do Fluminense pouco trabalhou, suas saídas do gol sempre atrapalhadas e o jogo com os pés de passes arriscados assustavam, mas não haviam prejudicado o placar para o tricolor. O torcedor do Time de Guerreiros poderia ter encarado esse show de falta de habilidades como um presságio ruim, mas ratifico: Agenor não é ruim.

No segundo tempo o cenário continuou o mesmo. o Vasco ia para o ataque de forma desajeitada e quando perdia a bola apertava a saída de bola de seu adversário. Apesar de estar melhor na partida, Agenor pouco trabalhava.

No entanto, sua paz acabou quando Digão foi expulso corretamente aos 12' da segunda etapa. A partir deste momento a pressão do Vasco, mesmo que desajeitada, teve resultado obteve resultado.

22 minutos do segundo tempo, falta na intermediária pelo lado direito do ataque cruzmaltino. A bola foi lançada na área do Fluminense. Bate-rebate, a bola é cabeceada levemente na direção do goleiro Agenor, que a espalma para a frente da pequena área e o gol do Vasco nasce dessa rebatida mal fadada.

Agenor não rebateu pro lado ou segurou a bola, Agenor salvou o lance para o ataque de seu adversário. Agenor não é ruim.

Com menos 1 em campo,  jogo empatado em um estádio hostil, o Fluminense se retraiu. As esperanças de contra-ataque do tricolor estavam sob a responsabilidade de Brenner, já que nem mesmo Pedro pôde reverter essa tragédia.

O pior ainda estava por vir, aos 31 minutos da etapa derradeira, Frazan, outro zagueiro do Flu, é expulso ao impedir uma chance clara de gol da equipe rival. Na falta causada pelo lance, Bruno César bate a falta e Agenor nem esboça reação, observa a virada de um rival de camarote. Após o gol da virada com dois a menos em campo o jogo se tornou um treino de luxo para o Vasco, já que o Fluminense não tinha mais como reagir.

Minha experiência como torcedor do Fluminense, assistindo as saídas do gol, o péssimo jogo com os pés, a rebatida de bola para gol do adversário, falta de reação em uma cobrança de falta que morreu mansamente no fundo do gol só chancelam o que eu afirmo: Agenor não é ruim! Agenor é péssimo!

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