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O futebol feminino está ganhando espaço mesmo?

Equipe do Santos (Sereias da Vila) campeã do Brasileirão 2017, reprodução: Santosfc

Nesta terça-feira (16), a treinadora do Sereias da Vila, Emily Lima, publicou em seu perfil do instagram (emilylima_oficial) alguns vídeos em que ela denunciava o ocorrido com o time ao chegar no hotel e não ter quartos disponíveis. Nos vídeos, percebe-se que a treinadora não critica o clube, e sim a CBF e a empresa que cuida da logística.

A CBF emitiu uma nota contando sua versão do ocorrido, confira:

 "A delegação do Santos desembarcou em Manaus às 23h10 desta segunda-feira (15) para o jogo contra o Iranduba pelo Brasileiro Feminino A-1, marcado para 20h desta quarta (17), na Arena da Amazônia. Assim que chegou ao hotel designado (0h05 de terça), foi informada que o check-in só poderia ser feito no início da manhã. Um agente de viagens local, parceiro da CBF, resolveu o problema e conseguiu outro hotel, para onde a equipe seguiu 50 minutos depois (0h55). A confederação lamenta o episódio e está cuidando para que não seja repetido.
A CBF esclarece ainda que os 25 integrantes da delegação do Santos, que, seguindo o regulamento, têm as passagens pagas pela entidade, viajaram no mesmo voo para Manaus. O Santos emitiu passagens extras, pagas pelo clube, para pessoas que embarcaram em outro avião. A organização do campeonato busca sempre as melhores condições para a viagem das equipes. Eventuais conexões e esperas em aeroportos devem-se às possibilidades da malha aérea do país. "


Depois, o Santos FC também emitiu uma nota para o ocorrido:
"O Santos FC esclarece que a equipe de futebol feminina do Santos FC enfrentou transtornos em relação à logística na viagem para Manaus que fica sob responsabilidade de uma empresa contratada diretamente pela CBF. Após desembarque no aeroporto na madrugada desta terça (16), o grupo se deslocou ao hotel e se deparou com erros na data da reserva, obrigando o grupo a se hospedar em outro estabelecimento. O Santos FC lamenta o ocorrido e exige que esse tipo de problema não mais prejudique o desempenho físico e emocional das atletas nas competições."

 Algumas atletas que jogaram/jogam na seleção brasileira e em outros times também se manifestaram nas redes sociais. Tamires, Cristiane, Érika, Andressa Alves, Maurine, Poliana, Gabi Zanotti, Fabi Simões, Bruna Benites, Paty Nardy, Kika Brandino, Monique Somose, Aline Reis, Pati Sochor, Ketlen Wiggers, Victoria Albuquerque, Monica Hickmann são nomes de algumas das jogadoras que se manifestaram sobre esse ocorrido.

Também é importante ressaltar o desabafo da jogadora Sofia Sena, do Sport Recife, após a partida contra o Santos que perderam de 9x0. Ela deixa claro o descaso da CBF, além de expor sua opinião sobre a campanha do seu time no campeonato brasileiro comparada às outras equipes. Também ressalta que não irá desistir de lutar pelo futebol feminino no Brasil.

Esse momento, em que as jogadoras cobram condições melhores e que a mídia e os torcedores apoiam é muito importante, pois mostra que os holofotes ainda não se apagaram. O futebol feminino não vai existir e ser acompanhado apenas em época de copa do mundo ou de olimpíadas, vai ser acompanhado diariamente, em cada campeonato. As jogadoras estar certas em exigir condições melhores e iguais a dos homens, está mais do que na hora da CBF se ligar nisso.

Os times jogam em horários ruins (14h,15h) em locais quentes, que podem prejudicar a integridade física das atletas, em campos que não estão bem cuidados, muitas vezes conciliam um emprego junto ao futebol. Enquanto elas não tiverem oportunidades melhores, não se terá títulos importantes. A copa feminina já acabou e ainda não foi falado sobre a comissão técnica, a base da seleção brasileira está parada há um ano. Quando vão reconhecer que já passou da hora de igualar as condições?

 Espero que  em breve eu volte com notícias melhores sobre o futebol feminino brasileiro.


Por: @fclarisz

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