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Heróis de uma nação: O cafézinho


Vestido de amarelo o goleiro do Flamengo sempre foi uma posição tradicional do clube. Com a amarela Raul foi campeão da Libertadores e do mundial. Com a amarela, Júlio César se despediu da torcida. Com a amarela, Diego Alves tornou-se o goleiro do bi da Libertadores e do hepta do Brasileirão. 

Daqui a 20 anos quando as crianças forem escalar o time de 2019, começaram por ele. E ele é  grande símbolo. Foi a primeira contratação "europeia" dos 11 titulares.

Uma contratação da torcida. Em 2017 sofríamos com Muralha seguidamente. Do nada, teve duas redes sociais inundadas de pedidos pra vir ao Flamengo. E ele quis.

Meu companheiro de arquibancada falou por meses que ele seria o goleiro do Flamengo. E ele veio.

Chegou com enorme status, mesmo que os rubro-negros tivessem visto pouco. Pegou pênaltis do Messi e do Cristiano Ronaldo. Era o que sabíamos.

Ninguém sabia da personalidade fortíssima de Diego Alves. Ninguém sabia do seu potencial de liderança. Poucos sabiam que era um goleiro de poucos saltos e muito posicionamento. Reflexos apurados no mano a mano e segurança o tempo todo.

Conquistou a torcida mais por causa das ceras do que por qualquer outra coisa. Câimbra no meio de campo no FlaxFlu do 3x3. Espetacular.

"É um seboso!" - dizia meu mesmo amigo.



Início conturbado. Algumas falhas e quebra da clavícula num jogo enorme. Em um ano que já havíamos perdido a Copa do Brasil por causa dos goleiros.

Diego Alves foi o goleiro contratado do ano dos quases. Mas não esteve presente em nenhum deles. Diego era uma promessa pro ano seguinte.

2018 foi seu ano de afirmação.  Da personalidade, com café tacado na torcida, e de um campeonato brasileiro espetacular. No time de Barbieri, era uma defesa de 3 pontos por jogo.

Mas veio Dorival e o caso que ninguém nunca entendeu. De repente, estava fora do clube e brigado com todo mundo.

Abel Braga teve três méritos esse ano. Um deles foi o retorno de Diego. Conversado, acertado, voltaria a ser o cara da equipe. 

E foi. Mesmo com parte da torcida ressabiada, 2019 foi o ano em que Diego cumpriu o que prometeu.

Sua primeira fase de Libertadores foi estupenda. Um zilhão de defesas na altitude. No Maracanã, contra a LDU pegou pênalti que poderia ter acabado com a primeira fase do time. Contra o Penarol fez defesas monstruosas, mesmo que não adiantassem muito. Só falhou mesmo contra a LDU fora.



Tudo se resumiria em duas semanas depois da Copa do Mundo. Faziam mais de 20 anos que o Flamengo não perdia disputas de penaltis até que Muralha as perdesse contra o Cruzeiro. Com Diego no gol, acreditávamos muito.

Em julho, tivemos duas em duas semanas. Contra o CAP, Diego fez sua parte mas os batedores não. O jogo viraria de fato no jogo mais importante do ano. 

No dia em que os fantasmas se foram, no dia em que o pacto entre torcida e time foi feito, no jogo em que o time se fechou, foi Diego Alves quem garantiu o título das oitavas de final da Libertadores.

Diego não é goleiro mais plástico. Não é dos mais espetaculares.

Diego é um cara de fibra. Diego é o goleiro que aparece quando se precisa.

Não aparece só pra impedir derrota. Aparece pra garantir vitória quando o time está na frente.

Não aparece quando o time vai mal. Aparece quando o time vai bem e relaxa por um instante.

Aparece pra fazer a defesa mais importante em anos. Quando Cebolinha sai frente a frente com ele e enfia o canudo, Diego dá o salto que nunca dá, e salva a pele do rubro-negro.

Tenho um amiga que em todo jogo, quando o time é atacado, quando a bola vai pra área, antes mesmo de chegar perto do gol, ela já grita da arquibancada:

- AAAALVEEES!!!

No desespero é nele que a torcida confia. Assim como o café, levanta a torcida. É o  goleiro que a torcida confia, até pra ajudar os baixinhos Diego e Everton Ribeiro a levantarem a pesada taça da Liberta.



Não é o goleiro das ilusões, das decepções. É o goleiro dos títulos. Não é o goleiro dos sonhos idealizados, é o goleiro da realidade. Dos momentos decisivos. Dos momentos gigantes. 

Dos momentos Flamengo.

No mais, 
Saudações bicampeãs da Libertadores e heptacampeãs brasileiras.

Saudações rubro-negras.

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