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Stoke City 1-4 Arsenal: A reação continua

Os Gunners foram a campo neste sábado (13) em partida válida pela 36ª rodada da Premier League, o adversário da vez: Stoke City, em Stoke-On-Trent. Um adversário que, por anos, travou duelos tensos conosco e, que foram agravados por conta da lesão de Aaron Ramsey, em 2010, após entrada criminosa de Shawcroos; os alvirrubros carregaram por tempos a fama de um "time maldoso" e que já foi comparado a uma equipe de Rugby por Arsène Wenger, correlacionando à forma dura e violenta de jogar dos Potters. Hoje, no entanto, com as seguidas boas campanhas do time do Stoke na Premier League, eles conseguiram fazer bons investimentos no time de futebol e, aos poucos, vão qualificando a equipe.

Apesar da nossa superioridade de elenco e da própria campanha na liga, sabíamos que enfrentá-los em seus domínios seria uma tarefa extremamente complicada, já que o Stoke City se notabilizou por ser um indigesto rival na Premier League, pois, não vencíamos jogando no Britannia, desde 2010. Além do retrospecto que não nos animava em nada, algo ainda pior poderia arruinar nossa visita à região de West Midlands: Mike Dean, escolhido para apitar partida – a FA insiste nisso. Mesmo com todas essas armadilhas, o que vimos foi um Arsenal dominante e apresentando uma de suas melhores performances como visitante na atual temporada. Seguindo no esquema 3-4-3, Wenger fez suas melhores escolhas para o jogo: Uma linha defensiva com Mustafi, Koscielny e Holding; Monreal jogando de LWD; Coquelin e Giroud na equipe titular. Quando se vai jogar contra o Stoke, principalmente no Britannia, seja qual for a equipe, no mínimo, deve-se ter um time que mostre muito preparo físico, portanto, as escolhas se encaixaram perfeitamente nas exigências do duelo.

No primeiro tempo do jogo, não criamos muitas chances, mas levamos perigo ao gol de Butland em duas infiltrações de Nacho Monreal, após cruzamentos da direita – em um desses, o espanhol acertou a trave. Mas foi outro espanhol que nos ajudou a abrir o placar, após passe em profundidade de Coquelin, Hector Bellerin avançou e serviu Giroud, fácil, somente para empurrar para o gol. Voltamos com a mesma proposta no segundo tempo, de controlar a partida e, quando parecíamos querer esfriar o jogo, aceleramos o ritmo e logo marcamos o segundo, aos nove minutos da etapa complementar, em uma conexão absolutamente brilhante entre Alexis e Özil – com este tento, o alemão chegou a 12 gols na temporada pelo Arsenal, sua melhor marca desde que chegou ao clube.

O jogo já parecia resolvido e ganho, eis que Mike Dean decidiu aparecer, para validar um gol de mão de Peter Crouch – um erro grotesco e absurdo, entretanto, quem conhece este senhor, já nem se surpreende com isso mais. Após este gol, a partida entrou em um ritmo acelerado, os adversários começaram a entrar ainda mais duro em cada bola que dividiam; em uma dessas, conseguiram acertar Alexis que já não aguentava mais permanecer em campo, mas Wenger demorou a mexer – até nisso o Boss acertou; o chileno recebeu de Bellerin, avançou alguns metros e chutou cruzado para matar o jogo, mesmo machucado – definitivamente, ele é o cara do time. Alexis deu lugar a Ramsey em seguida, que, em sua primeira jogada, não fosse a defesa de Butland, teria feito seu gol - seria um momento emblemático na história do confronto. Já em sua segunda participação no jogo, Ramsey ganhou do defensor após lançamento de Özil e cruzou para Giroud se esticar e completar para o gol – o francês chegou à marca de 98 gols pelo Arsenal.

É sempre bom vê-los juntos, lutando pelo resultado, em extrema sintonia (Foto: Arsenal).
E assim, o Arsenal concluiu uma semana perfeita: Vitória no clássico contra o Manchester United e vitória em dois dos campos em que tivemos mais dificuldades nas últimas temporadas: St. Mary's Stadium na quarta e Britannia Stadium nesse final de semana. Ainda nos restam mais duas rodadas: Sunderland (terça-feira) e Everton (sábado). Ambas as partidas serão disputadas no Emirates Stadium e, para buscarmos este top four que, de improvável passou a ser uma realidade, precisamos manter o ritmo encontrado neste final e ainda por cima secar o Liverpool. Continua difícil, porém, mais possível que antes.

Por: Thalles Monari // Twitter: @_thallesmonari

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