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O Vasco respira

O ano de 2018 começou marcado pela desesperança para os torcedores do Vasco. Jogadores importantes deixando o clube, uma reviravolta – ainda não digerida - nas eleições e o mal desempenho no Campeonato Carioca fizeram com que um clima de luto abatesse grande parte dos vascaínos.

A estreia na Copa Libertadores, no entanto, não esperaria os dias de tranquilidade voltarem a São Januário. E foi em meio a esse cenário, somado à descrença de jornalistas e comentaristas esportivos, que o Gigante da Colina foi ao Chile marcar sua presença na competição da qual esteve longe por seis anos.

Francisco Bozán, técnico da Universidad de Concepción, demonstrou nas entrevistas um profundo conhecimento da equipe vascaína, o que levou muitos a acreditarem que a partida não seria fácil para os cruzmaltinos. Entretanto, os primeiros minutos logo mostraram não só a fragilidade do time chileno, como também o bom trabalho de preparação feito pelo técnico Zé Ricardo.

Evander, com apenas 19 anos, marcou dois gols já na primeira etapa do jogo – um aos 2 minutos e outro aos 15 – e ainda teve oportunidade de marcar o terceiro também no primeiro tempo da partida. O garoto, além de se tornar o jogador mais jovem do Vasco a marcar em uma Libertadores – o posto era antes ocupado por Roberto Dinamite -, provou ser um bom substituto para Nenê, agora no São Paulo, e que a base do clube pode ser uma ótima alternativa em meio a um cenário financeiro não favorável. 


Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br

O segundo tempo não conseguiu esconder as falhas que ainda precisam ser corrigidas na equipe cruzmaltina, principalmente nas laterais. Yago Pikachu, contudo, conseguiu uma certa redenção ao marcar o terceiro gol em uma falha do goleiro Cristián Muñoz. Para completar a felicidade dos vascaínos, Rildo, em uma bela jogada com Thiago Galhardo, ambos entraram na etapa final, fechou o placar em 4 x 0.


Foto: Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br

O time de Zé Ricardo volta a enfrentar a Universidad de Concepción na próxima quarta (7), em São Januário, podendo perder por até três gols de diferença. A ótima estreia, apesar de um adversário não muito forte e de alguns erros individuais, coroou a marca de 200 jogos do goleiro Martín Silva com a camisa do Gigante e foi uma injeção de ânimo nos torcedores. O Vasco, mais uma vez, mostra que sua força e sua história são muito maiores do que aqueles que o comandam. 

Rebeca Vitelbo | @becavitelbo

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