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Quem matou no Horto foi o urubu: vitória que deixa mais perguntas que respostas

Quantas vezes já batemos na tecla do DNA Rubro-Negro? De que é identitário do Flamengo que ele jogue pra frente, propondo o jogo e sempre buscando a vitória? Sim, disso não temos dúvidas mas parece que ultimamente o Flamengo tem esquecido disso. Uma ou outra vez se tem um lampejo e o Flamengo joga como Flamengo. Mas parece que ares de mudança estão chegando no Mais Querido. Ontem o Atlético Mineiro propôs o jogo na maior parte dele e saiu derrotado, uma bola fatal, 1 a 0 pro Flamengo. 

Foto: Staff Images / Flamengo
Era o duelo dos líderes do Campeonato Brasileiro - um clássico regional e de grande apelo popular - em busca da liderança isolada da competição. O rubro-negro da Gávea teve vários problemas para armar os onze iniciais. O volante Cuéllar, titular absoluto, foi expulso contra o Vasco na última rodada e cumpria suspensão automática, entretanto o colombiano já estava com a seleção do seu pais que se prepara para a Copa do Mundo. Jonas, embora tenha características diferentes, o substituiu bem demonstrando segurança como sempre. Na zaga, a jovem dupla Léo Duarte e Matheus Thuller deram conta do recado já que Réver e Juan estão lesionados e Rhodolfo foi expulso na última partida.

Se o Atlético Mineiro estava invicto em casa e com 100% de aproveitamento o Flamengo é o time que mais fez gols jogando fora de casa e tem o melhor ataque da competição até agora com 12 gols marcados. O jogo começou com marcação intensa de ambos os lados, com times muito aguerridos tentando pressionar a saída de bola no campo do adversário mas com vantagem pro time do Galo que teve um jogo coletivo melhor que o do Flamengo que marcava bem e tentava, quase sempre, ligações diretas e rápidas com Vinícius Jr. No primeiro tempo de jogo, o meio campo do Atlético Mineiro teve muito mais movimentação do que o do Flamengo, e isso refletiu na maior posse de bola e troca de passes do time mineiro. Flamengo precisava querer jogar se quisesse equilibrar a partida e no fim da primeira etapa até que conseguiu. Até então Diego e Éverton Ribeiro não tinham conseguido acertar muito os passes, Paquetá estava mais preocupado em marcar e sair pro jogo e a bola não chegava bem no ataque rubro-negro.

No segundo tempo esse equilíbrio se manteve com uma leve vantagem pro Atlético, já que o Flamengo tinha deixado bem claro que jogaria reagindo. E foi assim que saiu o gol do rubro-negro. Atlético rodou, rodou e rodou a área do Flamengo, ameaçou, finalizou e não marcou. E parece que aquela lei universal do futebol nunca falha: quem não faz, leva. Num contra ataque mortal, Vinícius Jr percorreu quase todo gramado, deixou o zagueiro do Atlético na saudade pra colocar Éverton Ribeiro na cara do gol, vazio, bola na rede.

Foto: Staff Images / Flamengo

A cada partida do Flamengo o sentimento é de que temos mais perguntas que respostas. Boa parte da massa rubro-negra praticamente exige um estilo de jogo clássico do Flamengo, buscando e propondo o jogo, dominando as estatísticas mesmo jogando fora de seus domínios. Para os mais ortodoxos ainda, aquela parte imediatista da torcida, o estilo de jogo imprimido pelo escrete de Maurício Barbieri pra esse jogo é praticamente inaceitável. Flamengo jogando por uma bola? Estamos torcendo pro Botafogo? Complicado porque não há um padrão para a gente se debruçar. Contra o River Plate na Libertadores foi uma situação no mínimo intrigante em que o empate ou derrota não faria diferença na tabela. Por que não buscar a vitória e garantir a primeira colocação? O time preferiu se acomodar com o empate. Vai jogar fechado contra o Bahia em pleno Maracanã que muito provavelmente contará com sua lotação máxima, de rubro-negros prontos para pegar no pé do time no primeiro vacilo? Mais uma pergunta. Prefiro acreditar que o professor Barbieri é inteligente e passa pro time um jogo de acordo com as circunstâncias do próprio time. O time do Atlético é qualificado, estava invicto jogando em casa e o Flamengo contava com alguns desfalques importantes. Isso pode - talvez - justificar o jogo do Flamengo ontem. Parece que o futebol está a cada dia mais virando um jogo de xadrez.

Mais uma vez os jogadores que vieram da base, os que tem profunda identificação com o clube, fizeram a diferença. Paquetá, embora tenha deixado cair um pouco o nível que muito provavelmente é por conta de cansaço físico, continua sendo destaque no meio campo do Flamengo; Vinícius Jr está cada vez mais a vontade no futebol profissional e evolui a cada jogo. Foi decisivo no jogo de ontem porque atuou como válvula de escape para um Flamengo que não conseguiu desenvolver seu jogo pelo meio. E Léo Duarte e Matheus Thuller, dois jovens zagueiros que tiveram a responsabilidade de segurar um jogo tão importante que garantiu a liderança para o Flamengo. Craque o Flamengo faz em casa.

Esses três pontos foram importantíssimos pra manter a posição mais nobre da tabela, contra um adversário encardido, difícil e num campo que complicava mais ainda as coisas. Nessa vez quem matou no Horto foi o Urubu. O próximo confronto do Flamengo é contra o Bahia, na quinta feira, feriado, às 16h no Maracanã. Embora o time baiano tenha um time qualificado e bem armado, a vitória é tratada como obrigação no Flamengo.

No mais, saudações rubro-negras!

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