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Flu estaciona na tabela e times de baixo se aproximam

Antes mesmo do início da partida, o treinador Marcelo Oliveira, em entrevistas coletivas, já deixava claro um certo contentamento com um resultado de empate contra o Atlético-PR. De fato, tratando-se de um jogo fora de casa, contra um time que acumulava 6 vitórias nas últimas 6 partidas dentro de seus domínios, segurar um empate não era de todo mal.

Para complicar ainda mais a situação do Fluminense, o técnico Tiago Nunes contava com os retornos de três importantes peças, que desfalcaram a equipe no último jogo contra a Chapecoense: Nikão, Lucho González e Jonathan. Além disso, o Furacão estava pressionado pelas três derrotas consecutivas fora de casa e a perigosa aproximação do Z4. O clube estava apenas 2 pontos à frente do Vasco, primeiro time dentro da zona do rebaixamento.

Jogando em casa, era natural que o Atlético viesse com uma postura ofensiva, mas nos primeiros minutos não obteve tanta profundidade e via seu jogo sendo travado pelas linhas defensivas do Flu. Nos contra-ataques, o tricolor levava perigo com Everaldo pelo lado direito, mas não conseguia espaço para finalizar.

O jogo estava equilibrado quando Lucho González, meio-campo do Atlético, teve tranquilidade para fazer um lançamento até Nikão, que cortou a zaga do Flu ao meio para receber a bola. Na sequência, Gum, em uma tentativa de tirar o perigo dali, acabou dando uma assistência para Raphael Veiga que, livre dentro da área, fuzilou o goleiro Júlio César, abrindo o placar aos 18 minutos.

Com três volantes no meio-campo, o Fluminense tinha muitas dificuldades para concluir as jogadas. Luciano e Everaldo até criavam boas chances, mas parecia que a bola procurava pelos pés errados. Na hora do arremate, ela sempre sobrava para Richard ou Jadson, que eram humildes demais para empatar a partida. 

Era questão de tempo para que a bola encontrasse o caminho do gol, e a sensação era de que os próprios jogadores do Atlético-PR queriam que isso acontecesse. Erros e mais erros, na beira da área, na cara do gol, mas o Flu não aproveitava. A conta veio depois.

No fim da primeira etapa, após bela jogada ensaiada, Jonathan cruzou para Pablo, atacante do Furacão, que só teve o trabalho de cumprimentar a bola para ampliar o marcador.

Na volta do intervalo, Marcelo Oliveira mexeu no esquema do Flu: tirou o volante Doddi e entrou com Marcos Júnior, buscando descontar o placar. A substituição mais ajudou o Atlético do que o Fluminense, que deu ainda mais espaços aos atacantes do rubro-negro paranaense.

Em menos de 15 minutos, o técnico tricolor promoveu sua segunda mudança, mexendo ainda mais no esquema tático da equipe: entra Sornoza, sai Kayke, um mero figurante no ataque do Flu. Com isso, Luciano, que estava no meio-campo assumiu o posto de centroavante no time. Em menos de 1 minuto, o resultado.

Em rápida cobrança de escanteio, Everaldo recebeu, cortou para o meio e bateu cruzado. No caminho da bola, Luciano fez o desvio e recolocou o Flu na partida, diminuindo o prejuízo.

O Flu vinha ascendendo na partida, animado e com a garra necessária para empatar. Do outro lado, os jogadores da casa começavam a esfriar a partida, a segurar bola no canto do gramado para fazer o tempo correr. Em uma dessas bolas, Nikão arranjou um escanteio; cobrou e achou Léo Pereira, que guardou a bola no canto direito de Júlio César, decretando a vitória e jogando um balde de água fria nos tricolores, que vinham melhor na partida.

Foto retirada do Twitter  Oficial do Atlético ParanaenseConta verificadaConta verificada@atleticopr
O resultado prende o Flu no 9º lugar do Campeonato Brasileiro, com chances de ser ultrapassado pelo Corinthians, que joga às 19h contra o Sport.

Sem muito tempo para se recuperar da derrota, o Fluminense viaja na próxima terça-feira à Venezuela, onde enfrentará o Deportivo Cuenca em jogo válido pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana, na quinta às 19h30 no horário de Brasília.

ST
Caio Ramos

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