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Chocho, capenga, manco, anêmico, frágil e inconsistente: O Manchester United de José Mourinho

A tristeza parece tomar conta do lado vermelho de Mancheter
Imagem: Divulgação
Quando a temporada 2018/19 começou, pós Copa do Mundo, os torcedores do Manchester United tiveram que lidar com um misto de frustração, pelas pouquíssimas contratações de peso na janela de transferências e desconfiança, pelo modo que o time jogou durante a temporada anterior.

Dando início a sua terceira temporada no clube, José Mourinho vinha de três taças na primeira e uma coleção de fracassos na segunda, incluindo eliminação precoce nos mata-mata e uma campanha que nem de perto ficou do Manchester City na Premier League.

E após dois meses de trabalho, o time obteve 4 vitórias, 3 empates e 3 derrotas em 10 jogos. Um desempenho preocupante, não apenas nos números, que culminaram em eliminação precoce na Copa da Liga para o Derby County dentro de casa, mas a décima posição no campeonato inglês, com 9 pontos de desvantagem para o líder.

O time que por vezes se calçou numa defesa sólida, que garantia pontos em dias ruins (e foram muitos) do ataque, já sofreu 14 gols na temporada. E quando um time não consegue apresentar qualidade do meio pra frente e fica bagunçado atrás, fica impossível almejar grandes coisas na temporada.

E para quem não gosta de se basear apenas em números, basta assistir 10 minutos de uma partida do time, que vai se dar conta do quanto falta harmonia, imposição e soluções técnicas e táticas dentro dos jogos, por parte dos jogadores e principalmente de José Mourinho.

The Special One

Após brilhante passagem pelo Chelsea entre 2004-2007, Mourinho acumulou vitória atrás de vitória e empilhou taças, mesmo quando saiu para Inter de Milão e depois foi à Madrid. Na Inglaterra, o português é conhecido como "Special One", uma referência ao técnico, que tinha um estilo único, vibrante, vencedor. 

Hoje o técnico perdeu o brio do apelido, mas se você observar por uma perspectiva diferente, pode ter outra opinião.

Olhando para os grandes da terra da Rainha, vemos Manchester City, Liverpool, Chelsea, Arsenal e Tottenham. Ambos os 5 tem uma coisa em comum, que difere do atual Manchester United e talvez explique um pouco do atual momento: treinadores que jogam o jogo.

Enquanto os torcedores dos outros grandes clubes ingleses apreciam um jogo de intensidade, posse de bola, movimentação, criação de jogadas e muita qualidade, o torcedor Red Devil assiste um time lento, que se limita ao bom e velho cruzamento na área e depende de um brilho solitário de Paul Pogba no meio campo para algo diferente acontecer.

O contraste de estilos é nítido, não apenas nos grandes, mas nos médios e pequenos, ou seja, Mourinho continua o bom e velho "Special One". O único que prefere remar contra maré, mesmo assistindo o time nadar em um mar agitado e estar perdendo folego.

A sina da "maldição da terceira temporada de Mourinho" parece ser real. Futebol pobre, briga com estrelas do elenco e arrogância ao manter uma posição de superioridade inexistente em entrevistas. E com a sombra de Zidane no mercado, os passos do português ganham atenção ainda maior.

Aparentemente, torcida, elenco e referências histórias do clube concordam que a mudança não é apenas necessária e sim urgente. O clube vive momentos de turbulência desde a saída de Alex Ferguson e mesmo com apenas dois meses, estamos observando a temporada ser jogada no lixo, já que a cada jogo, fica mais distante uma esperança de recuperação com Mourinho no clube.

Após o empate bisonho com Valencia muito melhor pela Champions League, o clube volta jogar pelo campeonato inglês no próximo sábado (06/08) contra o Newcastle, também dentro de casa. Se depender do torcedor, não mais com José Mourinho treinador, mas se a diretoria vai se movimentar, só o tempo dirá.

Pedro Ramos | @peedrohramos 


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