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Prepare o seu coração


(Alexandre Vidal / Flamengo)

A virada de ano no Flamengo foi quase tudo aquilo que a torcida queria. Diretoria nova, técnico novo, reforços novos. Flórida Cup na mão, Maracanã lotado todo jogo ainda que no carioquinha. Hoje, o 4x0 na Cabofriense traz o imediato "RUMO A TÓQUIO" pra ponta da língua. 

Mas calma. Tem muita bola pra rolar e muita coisa pra acontecer até o final do ano.

E na verdade, se você olhar com atenção, talvez o início nem seja tão bom quanto nós queremos acreditar.

Tudo bem. É o carioquinha. Até por isso não fiz um texto por jogo. Mas 5 jogos já são suficientes pra ver uma pá de coisas, não é?

De todas as novidades talvez a mais contestada seja Abel Braga no banco rubro-negro. Com histórico um tanto cruel (das derrotas mais vergonhosas da história do clube, o mal fadado 2x0 na final da Copa do Brasil de 2004) ao rótulo de retranqueiro e apaixonando ensandecido por volantes (inaceitável pra massa lá em cima na arquibancada), o veterano não foi unânime nem de longe. A diretoria o escolheu pelo perfil. Paizão, conhece elenco, postura de vencedor e currículo. Tática e estudo talvez fossem segundo plano. Objetivo? Acabar com o modo banana e trazer caneco pra casa.

E foi exatamente isso que aconteceu. Foram 5 jogos. Cada um com o time jogando de uma maneira diferente. No primeiro, um bando em campo com 376896 cruzamentos e lateral pra área. No segundo, uma concha de retalhos pra envolver os reforços. No terceiro, clássico resolvido na individualidade. O quarto ganho com 5 atacantes e jogo pelos lados. O quinto, aí sim, com variação, plasticidade e um conjunto minimamente coeso. Tudo que a gente queria.

É claro que a evolução física e o entrosamento vão aumentando com o passar dos jogos. Isso claramente vai fazendo melhorar o desempenho da equipe.

No entanto, Abel traz exatamente aquilo que lhe pediam. 

É pra usar dois times? Feito.

É pra ser gana? Duas viradas em 3 jogos. Só tinha virado 1 em todo o ano passado.

"Agora", diria Abel numa conversa sincera com um torcedor, "não me venha ficar surpreso com três volantes no fim do jogo, hein. Até porque, jogadores como o William Arão são diferenciados e eu preciso botar mais um volante pra responder ao atacante que o adversário colocou". Isso tudo em meio as ruminadas que Abel dá durante suas falas.

E assim, em 5 jogos já vimos alguma prévia do ano rubro-negro. Fim do modo banana (tomara), jogo agudo pelas pontas e erros táticos. O time hoje por exemplo atacava com 10 e defendia com 5. Transição defensiva horrorosa. Por outro lado, baile dos reforços e festa em mais uma tarde de Maracanã.

Já teve de tudo até agora. DOIS GOLS DE BICICLETA, estreante virando clássico, goleada, empate, falha de zagueiro, gol de todos os reforços menos do camisa 9 e gol do Arão (NÃO AGUENTO MAIS).

Num geral da fase de grupos, um punhado de jogos completamente malucos e indecifráveis.

Uma frase de um amigo que ouvi na arquibancada talvez resuma o prognóstico do ano.

"Vai ser isso, ou a gente termina jogo com 3 volantes ou com dois centroavantes."

Prepare o seu coração. Vai ser um ano de fortes emoções. Um ano tão maluco, hiperbólico e doentio como só o Flamengo pode proporcionar.

Tá liberado sonhar, mas sem ignorar os sinais errados.

E tomara mesmo que eu esteja certo que esses 5 jogos tenha sido um prognóstico do ano rubro-negro. Afinal, terminaram com final feliz pra nós. Que assim seja.

No mais,
Saudações Rubro-Negras

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