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Trem das 11



(Foto: Mailson Santana/ Fluminense FC)

"Não posso ficar nem mais um minuto com você, sinto muito amor, mas não pode ser..."

Não moro em Jaçanã como Adoniram vivia na época em que compôs o clássico "Trem das 11", mas até mesmo o famoso sambista sentiria o que eu senti no sábado, caso ele fosse tricolor.

O jogo entre Galo e Fluminense foi iniciado as 21 horas no último sábado e o que os tricolores viram foi o pior jogo já realizado na "Era Fernando Diniz". Os primeiros cinco minutos da equipe carioca foram animadores, pois ela pressionava o Atlético e mantinha a posse de bola segurando o ímpeto mineiro. Depois desses minutos iniciais, o caos.

Os mineiros amassaram o Fluminense no seu campo, Ganso vinha armar o time quase junto aos zagueiros, González lutava e corria tal qual um vagão desgovernado tentando puxar ataques para o Flu. Pedro perdeu uma boa chance no inicio da partida e depois nada mais fez, foi substituído por lesão no intervalo da peleja. 

Após 45 minutos de jogo o Atlético já vencia o Fluminense por 1x0. Sábado, 10 pras 22 horas e eu vendo a pior partida do ano do meu time. Adoniram, se lamentava de ir embora em seu trem e eu tava doido para que as 23 horas logo chegassem para eu parar de ver aquele show de horrores.

No segundo tempo o quadro piorou, o Tricolor trocava passes improdutivos no campo de defesa e quando chegava perto do gol adversário não sabia o que fazer. Em uma dessas trocas de passes, Nenê errou e DEU um gol para o Atlético. Até o idoso Ricardo Oliveira fez gol na gente.

A segunda metade do jogo já chegava ao seu fim e eu "Meti um Adoniram Barbosa", e parei de ver a partida. Eu não tinha nenhum trem para pegar, minha mãe dormiria tranquilamente sem a minha presença, mas o que eu estava abandonando naquele momento não me prendia nem um pouco ate as 11 horas da noite daquele sábado.

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