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Retrospectiva Fluminense: Quem eu quero nao me quer, quem me quer não vou querer

(Foto: Lucas Merçon/Fluminense FC)

Nesse ano de 2019 ninguém sofreu sozinho, todo mundo sofreu junto. Essa temporada do Fluminense conseguiu desagradar a todos.

O ano se iniciou como uma incógnita, um plantel que poucos tricolores confiavam e o eterno problema que assola os combalidos cofres do clube tantas vezes campeão. Essa crônica falta de dinheiro foi maquiada pelo desempenho do time em campo.

Fernando Diniz conseguia fazer o limitado time do Flu render nas 4 linhas. O auge desse avanço foi a vitória sobre o "multiplurimilionário" Flamengo. 1x0 no final jogo, uma ilusão foi criada e a decepção se encarregou de tomar conta de nossa rotina.

Queríamos o Campeonato Carioca, o estadual era um título viável, porém, deu a lógica. O Rubro-Negro da Gávea está colhendo os frutos de anos de boas gestões, nem Abel Braga conseguiu estragar o início de ano do Urubu e o caneco foi para o clube de remo.

O Campeonato Brasileiro começou e os tricolores viveram um sentimento controverso. Fernando Diniz continuava desempenhando um bom papel, a equipe criava muitas chances de gol mas esbarrava na limitação técnica dos jogadores em campo. Os resultados não apareciam e o "bom futebol" não se mostrava eficiente. Uma pena.

Paralelamente, os atletas mostravam seu desagrado com os salários atrasados, concentrações antes de partidas foram abortadas. Everaldo e Luciano, dois jogadores importantes para o Fluminense, forçaram para sair do Tricolor. Justo, mas dolorido.

A dupla não nos quis mais e tivemos que nos contentar com Xerém, belo contento. O menino João Pedro apareceu como um meteoro rasgando o céu, fazia gols em profusão e acalentava o sofrido coração da torcida. Porém, o meteoro teve uma passagem brilhante e fugaz, o menino sentiu o peso de carregar uma equipe grande em crise. 

O nosso reduto caxiense nos reservava mais uma boa surpresa. Marcos Paulo, o luso-brasileiro se mostrou maduro e pronto para a pedreira do Brasileirão, seus gols foram importantes nessa reta final de campeonato. Marcos Paulo quer ficar no Flu, a torcida quer que ele fique, mas os nossos cofres pensam diferente...

Em campo, vivíamos na cortina de fumaça, o futuro era incerto. O fogo que alimentava esse cenário provinha do incêndio de proporções "amazônicas" gerados na direção do clube. Abad queria continuar como nosso presidente, mas ninguém mais o queria nesse cargo. Novas eleições foram antecipadas e a chapa de Mario Bittencourt e Celso Barros assumiu o pasto que é a direção do Flu.

Pressionado pelo seu vice e por parte da torcida, o novo/novato presidente demitiu Fernando Diniz e contratou para o cargo de treinador o possante Oswaldo de Oliveira. Obviamente, não funcionou.

No meio de tanto caos havia uma luz. O que o torcedor do Fluminense mais acreditava nesse ano de 2019 era a conquista da Copa Sul-Americana, já que atropelamos grandes clubes da América como Peñarol e Atletico Nacional.


O sonho da conquista morreu em um confronto contra o Corinthians no Maracanã. A equipe "treinada" por Oswaldo de Oliveira caiu nas quartas de final perante 50 mil pessoas. 
Queríamos a Sul Americana mais que tudo, ela não nos quis.

Após essa sequência de acontecimentos desastrosos, o pior se avizinhava. O Flu estava na beira da zona de rebaixamento e os resultados não apareciam para ajudar o Tricolor. 
Neste cenário, os nossos rivais faziam chacota e os "Senhores Barriga" apareciam para cobrar dos tricolores una conta de "Série B" que não nos pertence. Eles queriam muito a nossa queda, mas esse "título" a gente não quis. Ainda bem.

Marcão, um herói improvável, liderou a equipe e arrancou a permanência do Fluzão na Série A. De quebra, conquistamos uma vaga na próxima Sul-Americana. Muito pouco, mas foi justo para o ano desempenhando pelo Fluminense.


Os campeonatos de 2019 já acabaram e o ano de 2020 não se mostra tão promissor. Jogadores querem deixar o Flu porque não recebem, a torcida quer a Copa Sul-Americana e os nossos rivais querem nos ver rebaixados.


A música "Todo Mundo vai sofrer", de Marília Mendonça, resume o ano do Tricolor e o futuro próximo:


"Ninguém vai sofrer sozinho

Todo mundo vai sofrer"

De novo...

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