Header Ads

Adeus, Kobe

Imagem: Getty Images
A mamba-negra é uma cobra do continente africano, conhecida pela sua incrível velocidade e por um veneno altamente tóxico. Sua mordida é capaz de colapsar um ser humano em menos de 45 minutos e leva-lo a morte em até 15 horas. Também conhecida como "a matadora de leões".

Kobe Bean Bryant era tão rápido quanto e engolia os adversários em quadra na mesma intensidade. Capaz de anotar mais de 60 pontos em apenas três quartos, 81 num só jogo e literalmente carregar seu time nos momentos decisivos. Também conhecido como "black mamba".

O apelido foi certeiro!

Reza a lenda que nós só tomamos a verdadeira proporção do quão grande foi um atleta após sua morte, mas quando você preenche seu currículo com 5 títulos, 2 MVP´s de finais, 1 MVP de temporada regular, 18 All-Star game (saindo de 4 deles como melhor em quadra), 2 medalhas olímpicas e 1 Oscar após escrever e narrar um animação sobre seu amor ao basquete, seria ingenuidade não reconhecer tamanha grandeza.

Kobe venceu. Não apenas dentro de quadra, mas também fora dela. Se tornou um grande pai, treinador de um time de basquete feminino infantil, embaixador de uma grande marca esportiva, comentarista especial com uma visão privilegiada sobre o jogo, além de um empresário de sucesso com negócios além do basquete. 

Imagem: Getty Images
No fim da carreira em 2016, seu joelho não o aguentava mais, teve o tendão de Aquiles rompido, ombros e punho já não conseguiam sustentar sues arremessos e, mesmo assim, Kobe se despediu das quadras num dos jogos mais memoráveis de toda história. Em sua carta de despedida, falou sobre o basquete de forma lúdica, desde os tempos de infância e concluiu com: "Nós demos um para o outro tudo que temos".

Muitos dizem que Kobe foi o jogador que mais se aproximou de Michal Jordan no decorrer de sua carreira, mas talvez a comparação seja um erro. Kobe FOI o Jordan da sua geração.

No fim, o garoto que desde os 12 anos enfrentou e ganhou de inúmeros adversários, que aos 17 bancou que só jogaria em Los Angeles e aos 37 fez os olhos de fãs ao redor do mundo brilharem (e até lacrimejarem) em sua despedida, nos deixou tragicamente junto à filha Gianna e mais 7 pessoas que estavam no helicóptero.

Hoje, os 24 segundos de posse de bola serão melancólicos, dolorosos. Cada cesta no estouro do relógio será nostálgica. Cada vitória será uma homenagem. Porque você foi tão grande que transcendeu o basquete, se tornou inspiração para milhões de pessoas ao redor do mundo e seu legado jamais será esquecido.

A saudade estará sempre tão presente quanto todas as lembranças de suas conquistas. E se durante 20 anos você deu seu corpo, sua alma e seu espírito ao jogo e sangrou roxo e dourado, como você mesmo disse certa vez, hoje nossas lágrimas caem na mesma intensidade e nos despedimos, eu me despeço, do maior jogador de basquete que eu vi jogar.

#ThankYouKobe
#MambaOut

Pedro Ramos |  @peedrohramos





Nenhum comentário

Tecnologia do Blogger.